sexta-feira, 31 de março de 2017

SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE MARABÁ VISITA A ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA




O Secretário Municipal de Educação de Marabá advogado Luciano Dias,  acompanhado do Diretor de Recursos Humanos Ueslei Nascimento, da Diretora de Ensino do Campo Lorena Bogéia, do Assessor de Comunicação Magno Barros realizou uma visita técnica  terça-feira (28) a Escola Família Agrícola Professor Jean Hébette (EFA), localizada no km 23, da Rodovia Transamazônica. O objetivo foi conhecer in loco o funcionamento do Projeto Educativo por Alternância e reafirmar o apoio institucional da Prefeitura de Marabá.

 Exibindo Visita do Luciano.jpg

A EFA atende 120 estudantes e tem por objetivo geral proporcionar uma Educação Integral para jovens agricultores/as, de forma participativa e integrada com as famílias e as comunidades, fundamentada na Pedagogia da Alternância e nos princípios da Educação do Campo.
A equipe visitou a estrutura física da EFA: salas de aulas, alojamentos, refeitório, cozinha e as Unidades Produtivas e Educativas: hortas, criação de peixes, criatório de porcos, viveiro de mudas e a Praça Ecológica Yank Santos. Visando garantir a implantação e funcionamento pleno das UPEs a Equipe da EFA apresentará projetos para a SEMED por solicitação do secretário.
A Prefeitura Municipal de Marabá é a principal mantenedora da EFA assumindo os custos com pessoal, aluguel da área, transporte escolar, material de limpeza e didático, alimentação escolar, manutenção dos prédios e equipamentos. As famílias e organizações parceiras contribuem com as demais despesas e necessidades.
O atual Coordenador da EFA Ildemar Silva avaliou a visita do secretário como um reconhecimento do trabalho de equipe que vem sendo desenvolvido há três anos, e que chegou para reforçar o time e dar continuidade ao fortalecimento da EFA.
Ueslei Nascimento que já atuou na coordenação do Ensino do Campo e Secretário de Educação, atualmente a frente da  Diretoria de Recursos Humanos (DRH) acompanha a EFA desde seu renascimento, reafirmou seu apoio ao projeto. Da mesma forma a Diretora de Ensino do Campo (DECAMPO) Lorena Bogéia que tem proporcionado todo um suporte para funcionamento com êxito da EFA.
O prefeito de Tião Miranda (PTB) conhece a EFA e deu total apoio na sua administração anterior. Por outro lado, o vereador Pedrinho Corrêa (PTB) é o interlocutor da EFA junto ao atual governo. A Escola Família Agrícola conta com apoio declarado dos/as vereadores/as: Ilker Moraes (PHS), Pastor Ronisteu (PTB), Mariozan Quintão (PPS), Irismar Araújo (PR), Priscila Veloso (PTB). Este leque de apoio deve ser ampliado para outros parlamentares.
O Secretário Municipal de Educação de Marabá advogado Luciano Dias verificou in loco o funcionamento da EFA, que é uma experiência nova para ele. Com certeza não foi diferente dos demais visitantes, deve ter encantado e apaixonado pela EFA. Atualmente a principal questão a ser resolvida é a contratação da equipe existente e a ampliação com novos profissionais.
O educador da EFA Damião Santos informou que em conformidade com a Portaria do Ministério da Educação - MEC nº 1.344/2016 de 30 de novembro de 2016, no artigo 1º inciso 5º: “as matrículas do ensino fundamental - anos finais - em instituições comunitárias do campo, credenciadas com proposta pedagógica por alternância e conveniadas com o poder público, deverão ser computadas como tempo integral."
A pedagogia da alternância contempla a formação integral do educando ao intercalar períodos de aprendizagem. Um período de vivências no ambiente escolar (tempo-escola) e outro em que o estudante desenvolve pesquisas, projetos, atividades individuais e coletivas com o auxílio do planejamento e acompanhamento pedagógico dos/as professores/as (monitores/as) e da família (tempo-comunidade). Dessa forma, ultrapassa os 200 dias letivos e às 800 horas exigidas pela Lei de Diretrizes e Bases (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996). Além disso, promove a formação integral de jovens do campo com vistas ao desenvolvimento sustentável. Reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) através do Parecer Nº 1, de 02 de fevereiro de 2006. 

----
ASCOM/EFA

PREFEITURA DE NOVO REPARTIMENTO VISITA A EFA DE MARABÁ




O prefeito de Novo Repartimento Deusivaldo Silva Pimentel “Amizade”, acompanhado do Secretário Municipal de Educação Nei Lopes, do Assessor de Governo James Araújo, do vereador Genival e da professora Cleide Betânia visitaram no dia 25 (sábado) a Escola Família Agrícola Professor Jean Hébette (EFA), localizada no km 23, da Rodovia BR 230 - Transamazônica em Marabá. O objetivo foi verificar in loco o funcionamento do projeto educativo por Alternância e reafirmar o apoio institucional da Prefeitura.
A EFA atende 120 estudantes e tem por objetivo geral da EFA proporcionar uma Educação Integral para jovens agricultores/as, de forma participativa e integrada com as famílias e as comunidades, fundamentada na Pedagogia da Alternância e nos princípios da Educação do Campo.
Na EFA a comitiva visitou a estrutura física: salas de aulas, alojamentos, refeitório, cozinha e as Unidades Produtivas e Educativas: hortas, criação de peixes, viveiro de mudas e a praça ecológica. Nesta última ocorreu uma reunião com os jovens do município de Novo Repartimento. O relato dos/as estudantes foi de satisfação com ambiente escolar e as atividades educativas. 
 Exibindo NR Jovens.jpg

São 37 jovens rurais de Novo Repartimento que são acompanhados e orientados pelas monitoras Cleia Silva e Orlândia Caldas. Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) e com a participação das famílias.
O prefeito de Novo Repartimento Deusivaldo Silva Pimentel “Amizade” considera a parceria com a EFA como mais uma ação da gestão da “Trabalhando com Responsabilidade” na educação, mais especificamente na Educação do Campo. Relatou “conheci o lugar, conversei com os alunos, e eles expuseram as suas demandas. Fechamos então uma parceria de investimento em prol dos alunos rurais”, finalizou “É muito gratificante pra mim, apoiar as causas da educação.” Vale ressaltar que o prefeito é de origem do campo e tem como profissão agricultor.
O Secretário Municipal de Educação Nei Lopes ficou satisfeito com o projeto mesmo em tese perdendo recursos do FUNDEB, recebe com resultados jovens engajados no desenvolvimento rural sustentável do município. Dará todo apoio para as famílias e organizações para  criação e funcionamento da EFA de Novo Repartimento a partir de 2018.
O vereador Genival Matos que é um lutador da área da educação reafirmou seu compromisso pela juventude e projetos educacionais. Juntamente com professora Cleide Betânia que levou a ideia para o município e tem colaborado com a coordenação do projeto, são um dos principais defensores do Projeto EFA.

 Exibindo NR Damiao.jpg

O educador da EFA Damião Santos enfatizou “É possível produzir conhecimentos e alimentos agroecológicos”.  A participação das famílias é necessária e indispensável para o êxito da formação fundamentada na Pedagogia da Alternância. Solicitou o apoio do prefeito para o fornecimento de ração para  os peixes e empréstimo de uma geladeira. E futuramente a disponibilização de materiais e equipamentos.
A Prefeitura Municipal de Novo Repartimento é uma das principais parceiras da EFA: disponibilizou duas professoras para acompanhamento dos estudantes no período de formação na EFA (sessão) e visitas nas famílias e comunidades; transporte escolar; material de limpeza e alimentação escolar.

----------------

Ascom - Emater

CARAVANA DO PROGRAMA MUNICÍPIOS VERDES VISITA MARABÁ




No período de 27 a 29 de março o Programa Municípios Verdes (PMV) esteve em Marabá realizando uma Caravana através da Radio Margarida com a realização de evento cultural em escolas do campo localizadas em comunidades rurais. O foco do trabalho é a socialização de informações sobre o PMV, Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o desmatamento.
Através de teatro, cinema, músicas, vídeos e materiais informativos uma equipe do Centro Artístico Cultural Belém Amazônia – ONG Rádio Margarida desenvolve de forma lúdica o processo de formação dos/s agricultores/as.  É uma ação executada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS) e conta com apoio financeiro do Fundo Amazônia que tem o objetivo maior de assegurar que as atividades humanas se adéquem à legislação ambiental do Pará, garantindo a redução das taxas anuais de desmatamento no território paraense.
 Exibindo Caravana 2.jpg

O engenheiro agrônomo da SEMAS Cristiano Rocha explicou o que significa o Cadastro Ambiental Rural (CAR) “é o registro eletrônico (obrigatório) das informações ambientais dos imóveis rurais. Que tem por objetivos promover a identificação e integração das informações ambientais das propriedades e posses rurais, visando ao planejamento ambiental, monitoramento, combate ao desmatamento e regularização ambiental. Principais vantagens ou benefícios do CAR: potencial instrumento para planejamento do imóvel rural; acesso ao Programa Regularização Ambiental (PRA), comercialização de cotas de Reserva Ambiental (CRA), e acesso ao crédito rural (agrícola)”. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado Pará (Emater – Pará) é uma das empresas credenciadas para emissão do CAR.
A caravana iniciou dia 27 (segunda-feira) na Escola Família Agrícola Professor Jean Hébette (EFA), localizada no km 23, da Rodovia. A EFA atende 120 estudantes e tem por objetivo geral proporcionar uma Educação Integral para jovens agricultores/as, de forma participativa e integrada com as famílias e as comunidades, fundamentada na Pedagogia da Alternância e nos princípios da Educação do Campo.
Na EFA a Caravana foi recepcionada pela Equipe de Monitores/as: Ildemar Silva, Vanalda Araújo, Emery Castro, Cleia Silva e Damião Santos. Além do presidente da Associação Antonio Mineiro. Através da interveniência do vice-prefeito Toni Cunha contou com apoio das Secretarias Municipais de Meio Ambiente e Educação.

--------------------

Ascom - EMATER

AÇÃO DA POSTURA JÁ RETIROU DAS RUAS MAIS DE 50 CARROS ABANDONADOS


O departamento de postura está com ação permanente em toda a cidade, promovendo a retirada de sucatas e desobstrução de passeios e áreas públicas. De acordo com a coordenação do órgão, mais de 20 kombis; 70 caminhões cheios de ferro velho; 30 outdoors; e mais de 50 carros que impediam o passeio público; e uma grande quantidade de material de construção, especialmente areia e seixo foram removidos das vias públicas.
A Postura recomenda aos construtores que utilizem containers para depósito de material de construção ou retirá-lo para o interior do imóvel, deixando sempre o espaço destinado ao transeunte.
Foco no Descarte de lixo
Depois de retirar toneladas de sucatas, carros velhos, material de construção, dentre outros das vias públicas de Marabá, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), por meio do Departamento de Postura, agora inicia fiscalização de empresas e açougues que descartam lixo e carcaças de animais nas ruas ou locais impróprios, mesmo que sejam afastados do centro urbano.
Segundo Túlio Pereira, Coordenador da Postura, os proprietários desses açougues e/ou empresas que jogam detritos em locais impróprios devem procurar a Semsur (prédio da Secretaria de Obras), e pedir autorização para depositar seus dejetos no Aterro Sanitário.
ASCOM - PMM

domingo, 26 de março de 2017

JORNALISTA LANÇA LIVRO EM BELÉM SOBRE A HISTÓRIA DE BEBÊS SEQUESTRADOS NA DITADURA



 Exibindo Capa do Livro Depois da Rua Tutoia Eduardo Reina.jpg


O jornalista paulista Eduardo Reina lançará no dia 31 de março, no auditório da Coordenadoria de Capacitação e Desenvolvimento da Universidade Federal do Pará (CAPACIT-UFPA), Campus Guamá, em Belém,  partir das 9 horas, o Livro "Depois da Rua Tutoia", que aborda a violência praticada pelos governos militares contra mulheres grávidas que foram presas durante a ditadura e que tiveram os seus bebês arrancados do ventre ou do convívio com a família por agentes da repressão e entregues a pais adotivos.  O livro envolve personagens reais e de ficção sobre golpe militar de 1964, que completa 53 anos no final deste mês, e as consequências para as vítimas e suas famílias, algumas ligadas ao Estado do Pará.
Além do lançamento, haverá um debate com a participação de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Pará, da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, da Comissão Estadual da Verdade do Estado do Pará e do Instituto Paulo Fonteles de Direitos Humanos, além da presença de professores e discentes das áreas de Ciências Sociais, Psicologia, Sociologia, História, Direito e Comunicação da instituição federal de ensino. A mediadora do debate será a professora doutora Rosaly Brito, da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Pará. 

 Exibindo Eduardo_Reina_divulga_Depois da Rua Tutoia.jpg



A história desenvolvida pelo jornalista mostra o que aconteceu com a militante presa política que teve uma filha dentro do cárcere. É o desenrolar das vidas dos personagens, entre a realidade e ficção, depois da prisão no prédio do DOI-CODI, na Rua Tutoia, quando a bebê foi arrancada da mãe e entregue a um poderoso e influente empresário paulista, que comandava um grupo financiador de movimentos de repressão, principalmente os clandestinos. Reina cita, no livro, um caso com profunda ligação com o Estado do Pará.
Segundo ele é o de Lia Cecília da Silva Martins, nascida em 1974 na região Sul do Pará, palco da guerrilha do Araguaia.  Filha de Antônio Teodoro de Castro, o Raul. Ela foi deixada ainda bebê por um delegado e um soldado do Exército para o Lar de Maria, em Belém, em junho de 1974. Instituição essa criada por um sargento da Aeronáutica. Lia foi adotada tempos depois por um casal que frequentava o Lar de Maria. Acabou registrada com a ajuda de amigos em cartório na cidade de Bragança. Só descobriu sua verdadeira história em 2009, quando viu uma foto numa matéria de jornal e se achou extremamente parecida com as pessoas. Essas pessoas eram filhos de Antônio Teodoro de Castro, o Raul, desaparecido desde 1973. Feito o exame de DNA ficou comprovado que ela pertence à família de Castro.
Outro caso, que não está no livro, porém com ligação com a capital paraense, já fruto das pesquisas do jornalista, é o de Rosângela Serra Paraná, criada por uma família de militares no Rio de Janeiro.  O tio-avô dela era tenente coronel do Exército, Manoel Hemetério de Oliveira Paraná, que foi diretor do Hospital Geral de Belém de 1961 a 1963. No livro “Depois da Rua Tutoia”, os personagens são baseados em histórias reais de pessoas que viveram, lutaram contra, sofreram ou apoiaram a repressão nos anos de chumbo. São as histórias de Margareth e José Eugênio, Theóphilo e Cláudia Prócula, e principalmente de Verônica, personagens centrais no livro.
O livro mostra, ainda, a vida de Margareth e José Eugênio, que lutaram contra o regime de opressão na década de 1960, no ABC paulista.  Margareth ficou presa no DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna), localizado na Rua Tutoia, no bairro Paraíso, na zona sul da capital paulista, centro de prisão e tortura durante as décadas de 1960 e 1970. Daí o nome do livro "Depois da Rua Tutoia".   
Reina indaga por que depois de 53 anos passados do golpe militar de 1964, o Brasil não investigou esta realidade, como na Argentina, onde são registrados cerca de 500 casos e 149 estão solucionados? Havia maternidades clandestinas, como nos países do Cone Sul, durante os anos de chumbo? Ocorreram quantos casos de bebês roubados de mães que lutaram contra a ditadura e entregues a empresários que financiaram o regime de exceção? E qual a razão de não ter havido investigação sobre esse doloroso tema da história brasileira?
Segundo Reina, estas perguntas ainda estão sem resposta na história no Brasil. “Nenhum governo civil, após os chamados anos de chumbo, ousou investigar o sequestro de bebês. Trata-se de uma questão ainda não resolvida da ditadura brasileira e na memória do país, principalmente quando o regime democrático, o Estado de Direito e inúmeras conquistas sociais estão ameaçadas por um golpe parlamentar, midiático e jurídico. Lançar o livro na região Norte, na Universidade Federal do Pará, no curso de Comunicação e na capital paraense é um estímulo para continuar as minhas pesquisas sobre esta violência institucional que precisa ser esclarecida na história e na memória brasileira”, finaliza Eduardo Reina.

Jornalista free-lancer
Kid Reis – Mtb.15.633