quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

UGT PARÁ DIZ “NÃO!”

UGT PARÁ DIZ “NÃO!” A TODA E QUALQUER TIPO DE REFORMA QUE TIRE OS DIREITOS DOS TRABALHADORES

Reunida em caráter de urgência, ontem, na sede da FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NO COMÉRCIO E SERVIÇOS DOS ESTADOS DO PARÁ E AMAPÁ – FETRACOM-PA/AP, a Executiva Estadual da União Geral dos Trabalhadores no Pará deliberou por se posicionar contrariamente às propostas de reforma da previdência social e fontes de financiamento; Sindical; e Trabalhista, que, em síntese, acabam com a aposentadoria por tempo de serviço, com o poder dos sindicatos de negociarem com as categorias patronais e com a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.
O posicionamento formal foi tomado e deve ser comunicado ao presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, depois de palestra feita aos diretores de sindicatos, associações e federações presentes no auditório da FETRACOM-PA/AP pelo presidente da UGT Pará e da Federação, José Francisco de Jesus Pantoja Pereira, o Zé Francisco. Ele dissecou com detalhes as manobras do governo, em conluio com deputados e senadores para beneficiar as categorias empresariais em detrimento das categorias trabalhadoras e operárias deste país.
Nos dias 20 e 21 deste mês, a UGT PARÁ estará em peso em Brasília para fazer lobby e atos públicos contra as propostas de reformas que deixarão os trabalhadores e a sociedade de modo geral, reféns de quem tem o poder do capital. “A CLT não foi criada pelo governo; os patrões não concederam direitos aos trabalhadores. Foram os trabalhadores que lutaram décadas e décadas, derramando sangue, para que hoje tenhamos chegado a este patamar de avanços e conquistas”, disse Zé Francisco.
Durante a reunião, a primeira de 2017, foi formada uma comissão integrada pelos dirigentes sindicais Nazareno Ribeiro, Juber, Ivan, Virgílio, Alberto, Nilson e Marques, para elaboração de um documento que será entregue a todos os deputados, senadores, aos presidentes da República e do STF, bem como, às presidências da Câmara dos Deputados, Senado, da UGT e de todas as centrais sindicais do Brasil, com o posicionamento firme da UGT Pará, bem como, das estratégias com vistas a pressionar a bancada federal do Pará em Brasília para votar contra as reformas Trabalhista, Previdenciária e Sindical. A primeira reunião da comissão aconteceu na tarde de ontem, a partir das 15h, na sede da UGT Pará.
Também foi decidido que, no próximo domingo, dia 5, a UGT Pará realizará ATO PÚBLICO na Praça da República com vistas a esclarecer a população acerca das investidas do governo federal e do Congresso Nacional, com o empresariado, para acabar com a aposentadoria por tempo de trabalho, com os sindicatos e com tudo o que é estabelecido pela CLT – Consolidação das Leis do Trabalho.
Zé Francisco aproveitou para salientar que, se atualmente, o presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, tem acesso direto ao presidente da República, isso decorre do fato de a UGT ser a segunda maior central sindical deste país. Ademais, continuou, Patah é um republicano, um homem de diálogo e sabedoria, conhecimento de causa na defesa dos trabalhadores, que sabe debater junto a qualquer autoridade, em oposição às manobras orquestradas para cortar direitos conquistados. Assim, pontua que a UGT irá para cima do governo e dos políticos e que a pressão já começa aqui no Pará. “Vamos atrás dos deputados e dos senadores. Se não os encontrarmos em suas casas, em seus escritórios, com certeza os encontraremos no Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans), por onde eles têm de passar para seguirem para Brasília toda semana”.
Por sua vez, Juber Lopes, presidente do Sindivipa e vice-presidente da UGT, também propôs que uma comissão comece imediatamente uma incursão pelos gabinetes em Brasília, a fim de alertar aos parlamentares para votarem contra as propostas do governo quando o assunto é acabar com os direitos dos trabalhadores. Partindo dessa proposta, é que foi deliberado, que seguirá uma comitiva do Pará, para Brasília, para participar dos manifestos programados para acontecer nos dias 20 e 21 deste mês. “Precisamos esta lá, nó mínimo um representante de cada sindicato e a diretoria executiva estadual, para mostrarmos nossa força”, disse Juber.

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