segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Retrocesso e partidarização do STF



A indicação de Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal pode ser um dos legados mais danosos do governo Temer e capaz de impor retrocessos imensos para a Democracia no Brasil.
Dono de uma biografia que inclui ataques à causa indígena, aos estudantes e aos Direitos Humanos, o magistrado é ainda porta-voz de posições obsoletas em relação à questão das drogas e um apoiador da retirada de direitos básicos, como o de manifestação.
Sua indicação à Suprema Corte é um risco aos direitos garantidos na Constituição de 1988 e o reforço de legislações conservadoras.
Esta indicação visa blindar o governo Temer das delações da Lava Jato.
O fato de Alexandre de Moraes ser filiado ao PSDB comprova a falta de isenção e equilíbrio da indicação, justamente no momento em que os tucanos entraram na mira das delações da Camargo Correa e da Odebrecht.
Trata-se de uma indicação claramente política, de viés partidário e com propósitos não republicanos. Um desgaste sem precedente para a imagem do STF, na medida em que amplia sua partidarização e corrói sua imparcialidade.
É imprescindível que toda sociedade se una em torno dessa mobilização contra a indicação de Alexandre de Moraes e, caso ela se confirme, que pressione os Senadores a votarem contra o candidato.
Mandato Ivan Valente PSOL

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