sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Reforma Trabalhista em debate IV

Críticos: menos empregos e menos direitos
Os acordos poderão definir, ainda, que as horas a mais trabalhadas num dia não serão consideradas extras e, portanto, o empregado não receberá a mais do que o normal. Para Conde, o objetivo da hora extra, além de evitar longas jornadas, é aumentar o custo da empresa com o trabalhador nessas situações, tornando mais barato admitir mais um funcionário do que pagar muitas horas extras ao que já está contratado.
Com a possibilidade de aumento da jornada, contratar mais funcionários deixaria de ser vantajoso e isso poderia prejudicar a criação de empregos.
Fleury diz que a reforma deve resultar em menos direitos para o trabalhador.
Os especialistas também contestam a visão do governo de que as negociações entre patrões e sindicatos beneficiarão ambos.
“A reforma trabalhista está sendo feita com base em um princípio de que os sindicatos representarão bem as categorias”, afirma Conde. O advogado, porém, questiona esse princípio, por considerar que, na prática, isso não acontece sempre.
“Há de um lado quem tem poder econômico (empregadores), do outro lado alguém que está em situação de absoluto desespero econômico familiar (trabalhadores), e coloca os dois para negociar”, diz Fleury.
Fonte: UOL.

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