terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Colocando lenha na fogueira



Hamlet em Marabá
                                                                                                                por Lúcio Flávio Pinto
Há três horas tento, sem sucesso, confirmar a notícia de que Tião Miranda desistiu de renunciar ao mandato de prefeito de Marabá e vai assumir (ou já assumiu) o cargo. É surpreendente constatar que nenhuma das fontes de informação fazem a cobertura on-line de acontecimentos importantes do Pará, apesar das facilidades da internet.
Tião Miranda comunicou por escrito, na sexta-feira passada, sua renúncia ao mandato que conquistou na eleição municipal de 2 de outubro. Alegou sério problema de saúde. Hoje de manhã, porém, teria voltado atrás: ia mesmo assumir.
Segundo o repórter Ulisses Pompeu, ele se desentendeu com seu vice, o delegado da Polícia Federal, Toni Cunha, vice-prefeito eleito e diplomado, que já se preparava para substituir o ex-titular. A turma do deixa-disso teria contornado o desentendimento. A câmara de vereadores teria montado um esquema alternativo para a hipótese da renúncia à renúncia.
Ela teria sido a manifestação do estado de depressão do prefeito, com suas súbitas mudanças de humor, segundo as fontes dele mais próximas. Mas, segundo alguns analistas, uma volta atrás diante dos desgastes que a renúncia provocou e da possibilidade de um questionamento judicial.
O fato é que, uma vez oficializada a renúncia, que é ato pessoal, ela se torna irrevogável, não admitindo mais a volta atrás. O fato está consumado. Exceto se não foi recebida oficialmente ou alguém tratou de evitar o selo do recebimento.
Como saber disso neste momento é o problema.

Nenhum comentário: