sexta-feira, 28 de outubro de 2016

EFA REÚNE COM A SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO ATUALIDADES E PERSPECTIVAS



A equipe de monitores/as (educadores/as) da Escola Família Agrícola (EFA) Padre Humberto Pietogrande reuniu na última quinta (27), com a Secretária Municipal de Educação de Marabá Ranyelle da Silva Septimio. Objetivo da reunião: Assegurar e garantir através da EFA o direito a Educação do Campo para jovens rurais, suas famílias e comunidades.
Também participou do diálogo a Diretora de Infraestrutura e Logística da SEMED a geógrafa Raquel Cardoso Rosa, que em função de sua trajetória de assessoria aos Movimentos Sociais, tem sensibilidade para apoio a projetos voltados para Agricultura Familiar. Sugeriu que a coordenação da EFA convide a imprensa para realizar uma prestação de contas social. Colocou à disposição para apoiar no fortalecimento do projeto que tem por crença “é possível produzir conhecimentos e alimentos agroecológico”.
O encontro começou com uma mística com base na música do cantor popular Antonio Baiano (Orizona – Goiás)  Nova Escola” uma espécie de hino da EFA que na primeira estrofe da letra diz ) “Somos Escola Família que sonha prosperidade/produção na propriedade/por isso sua filosofia/sua Pedagogia é integração/une teoria e prática/faz Alternância na Educação”.
O educador Damião Santos fez um Relato sobre a Experiência da EFA partindo do processo de retomada em 2013 até os dias atuais. “As pessoas passam, as instituições ficam”. A administração pública tem seus princípios conforme artigo 37 da CF: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, que devem serem observados na gestão. As colaborações das pessoas e instituições estão registradas através de fotos, relatórios, artigos apresentados em eventos ou publicados em jornais. A EFA tem priorizado o registro e sistematização das suas práticas. Utiliza a metodologia de Planejamento integrado incluindo os Projetos Educativos e como laboratórios as Unidades Produtivas e Educativas (UPEs). “Fechar Escolas do Campo é crime, nem de brincadeira!”
A apresentação foi complementada pelos/as monitores/as: Rafael Soares coordenador da equipe falou do sistema de internato e destacou a horta e o viveiro produtivo que entrará em funcionamento. Yank Torres tem coordenado a criação de aves e porcos. Também cuida da organização curricular. Emery Castro com sua longa experiência histórica se dedica a cuidar dos jovens. Antonio Santana que trabalha com a matemática aplicada e em ciências vem trabalhando o experimento do Biodigestor visando produção de gás com aproveitamento das fezes dos animais. Glaucilene Silva desenvolvem artesanato visando a geração de renda. Vanalda Araújo expôs sobre: plantas medicinais e Escravo Nem Pensar (CPT e Repórter Brasil). Não estavam presentes: Lucas Alexandre (educação física) e Glecia Souza que atua na área de Letras e linguagens (histórias de vida e literatura) e coordena o Sarau.
 A advogada Ranyelle Septimio no cargo de secretária desde agosto deste ano, parabenizou o projeto “fico feliz pela existência”. Garantiu apoio através das solicitações que forem formalizadas. Apontou novas parcerias, por exemplo: com a fundação PROSSEGUR (transportadora e segurança de valores) que tem interesse de apoiar escolas do campo. Se comprometeu de realizar uma visita in loco as instalações da EFA.
Nos dias 20 a 22 de janeiro de 2017, em Marabá, a EFA promoverá um grande Encontro das Famílias e Parceiros/as, consta na programação: I Ato Político: participação do Prefeito, Secretários/as, Vereadores/as, deputados estaduais/federais e representantes dos órgãos públicos/entidades. Elaboração de carta compromisso e anúncios de parcerias. Encontro de Jovens Rurais com relatos de experiências e/ou histórias de vida, elaboração de propostas de políticas públicas para a juventude (atuais e novos/as alunos/as, alunos/as do Ensino Médio e Educação Profissional - EMEP, egressos/as). I Feira da Agricultura Familiar na EFA – comercialização e exposição de produtos e alimentos. I Seminário de Pesquisas: socialização das pesquisas (na graduação e pós-graduação) sobre a EFA. Noite Cultural (com animação musical, fogueira, licor). As perspectivas: fortalecimento da EFA existente e criação de novas EFAs (expansão): Itupiranga (km 37 – área da SEDAP), São Geraldo do Araguaia, Abel Figueiredo, Parauapebas e outros munícipios que tiverem interesse.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Terra Indigena Mãe Maria: Luto - Morre Krohokrenhum

Topramre Krohokrenhum Jopaipaire - 89 faleceu na noite desta terça feira (18) em Belém onde estava em tratamento de saúde.





Imagens - ISA

sábado, 15 de outubro de 2016

2º Turno: Pela Doxa, Zenaldo na frente!

A Doxa também publicou a sua primeira pesquisa para o segundo turno em Belém, e pelos resultados desse instituto a tabela do Ibope vira de ponta-cabeça, colocando Zenaldo na dianteira:
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A Doxa ouviu 800 eleitores entre os dias 11 e 14, e aponta que o nível de confiança da pesquisa é de 95%.  A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número Nº PA-03025/2016.
Cotejando ambos os resultados, Ibope e Doxa, a conclusão é que a eleição está estatisticamente empatada, não havendo probabilidade matemática a apontar a vitória para um ou outro, com a margem de segurança que as pesquisas apontam. 

(Fonte: Blog do Parsifal)

2º Turno: Edmilson lidera em Belém

 
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Pesquisa do Ibope Inteligência, feita a pedido da TV Liberal, mostra o candidato Edmilson Rodrigues(PSOL) com 46% das intenções de voto, tecnicamente empatado com o prefeito Zenaldo Coutinho(PSDB), que aparece com 43% das menções. A margem de erro é de quatro pontos percentuais. O levantamento, registrado sob o nº PA-08127/2016, foi entre os dias 11 e 13 de outubro, com 602 eleitores. Pretendem votar em branco ou anular o voto 9% e 2% não sabem ou preferem não responder a pergunta. O nível de confiança é de 95%. Considerando apenas os votos válidos, o psolista surge com 52% e o tucano com 48%. Mas, quando consultados sobre quem acreditam que será eleito prefeito de Belém, independente da sua intenção de voto, Zenaldo fica em primeiro, com 50%, acima das margens de erro, contra 41% de Edmilson. 

Entre os eleitores de 16 a 24 anos, Edmilson lidera as menções com 58% contra 34% do seu adversário. As citações a Zenaldo Coutinho são mais expressivas conforme aumenta a idade do eleitor. E 14% estão suscetíveis a mudança, enquanto 85% disseram que a decisão é definitiva.

Cliquem aqui e leiam a pesquisa na íntegra.
 
Fonte: Extraído do Blog da Franssinete  - AQUI
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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Petição Pública contra a PEC 241

Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar o abaixo-assinado: «Contra aprovação da PEC 241/2016» no endereço http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR92916

Concordo com este abaixo-assinado e cumpro com o dever de o fazer chegar ao maior número de pessoas.

Caso você concorde, agradeço que assine o abaixo-assinado e que ajudem na sua divulgação através de um email para os seus contatos.

Obrigado.
MARIA CELIA VIEIRA DA SILVA

Esta mensagem foi-lhe enviada por MARIA CELIA VIEIRA DA SILVA (mceliavsilva@yahoo.com.br), através do serviço http://www.peticaopublica.com.br em relação ao Abaixo-Assinadohttp://www.peticaopublica.com.br/?pi=BR92916

Semana do Conhecimento na UFMG

Fomento Sustentável em debate

Com PMDB, Não!!!!

NOTA À MILITÂNCIA DO PSOL - BELÉM
A campanha do PSOL e do companheiro Edmilson Rodrigues à prefeitura cresce e se fortalece com o apoio cada vez maior dos trabalhadores e do povo pobre de Belém.
Nesse segundo turno seguimos lutando pela mudança e contra o candidato Zenaldo Coutinho (PSDB) que representa a aplicação do ajuste fiscal do governo Temer (PMDB) em nossa cidade. Este ajuste, materializado na PEC da morte 241, que retira investimentos dos estados e municípios, tais como em educação e saúde; na MP 746 que prejudica ainda mais a qualidade do ensino médio; na reforma da previdência que levará à miséria milhares de trabalhadores que não mais terão acesso à aposentadoria.
Lutamos por um projeto que atenda as necessidades da maioria da população, carente de serviços públicos de qualidade e, ajudamos a construir desde o primeiro momento, um projeto que esteja em sintonia com os anseios da maioria da população verificados em cada local de trabalho, estudo e moradia. Essas propostas foram levadas ao companheiro Edmilson para governar Belém.
Por isso somos contrários às alianças com os partidos da ordem como o PDT, PV, etc. e somos críticos a manifestação de apoio dado à nossa candidatura pelo candidato derrotado do PMDB (Partido de Temer) professor Maneschy.
Consideramos um erro, aceitar o apoio e ainda tirar foto ao lado de Maneschy. E o mais grave, não ter feito o debate com a militância do PSOL, em especial com os professores e as categorias da Universidade Federal do Pará (UFPA) que acumulam uma experiência negativa de 7 anos com esse senhor na gestão da instituição.
Mesmo com essa opção política errada, seguiremos firmes na campanha do companheiro Edmilson, pois nessa disputa temos um lado. Não daremos nenhum passo atrás e não mediremos esforço militante para que o PSOL ganhe a prefeitura de Belém, pois com Edmilson à frente da prefeitura, nós de Luta Socialista (Tendência Interna do PSOL) e os trabalhadores de Belém saberemos como cobrar e fazer acontecer as mudanças que tanto necessita nossa cidade.
Só existe uma candidatura que pode fazer essas mudanças, e por isso será cobrada, que é a do companheiro Edmilson.
Defendemos a mais completa independência dos movimentos sociais, dos sindicatos e de toda organização política dos trabalhadores e do povo pobre frente aos governos. Sejam eles quais forem.
Diante do quadro político e das alianças estabelecidas, ao se concretizar a vitória do companheiro Edmilson, nós de Luta Socialista não comporemos cargos na prefeitura. Manteremos nossa coerência política e programática, de total independência, colocando-nos na linha de frente das mobilizações para garantir na luta os direitos sociais e trabalhistas que o povo pobre e trabalhador de Belém tanto precisam.
Belém-PA, 13 de outubro de 2016
Silvia Leticia – Executiva PSOL Belém e ex-candidata a vereadora
Douglas Diniz – Membro da Executiva Estadual do PSOL-PA
Luta Socialista – Tendência Interna do PSOL

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Governo do Golpe quer municipalizar Reforma Agréria


Temer vai esvaziar atuação do MST em reforma agrária

O presidente Michel Temer prepara o lançamento de um programa de reforma agrária que vai interromper a distribuição de terras no País e esvaziar a atuação de movimentos sociais ligados ao PT na política fundiária. A proposta consiste em acelerar a emissão de títulos de domínio das propriedades e transferir às prefeituras a função de identificar assentados aptos a recebê-los. A medida limita o poder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O programa deve ser lançado no dia 22 deste mês, em Mato Grosso - OESP, 8/10, Política, p.A10.

Sicredi Sudoeste MT/PA é o nome da nova cooperativa



As cooperativas Sicredi Carajás PA e Sicredi Sudoeste MT uniram-se para fortalecer a capacidade patrimonial e operacional nas regiões onde atuam. A decisão foi aprovada pelos associados em assembleias. Com a unificação, a nova cooperativa passou a se chamar Sicredi Sudoeste MT/PA.

A ampliação da capacidade patrimonial e operacional, a partir da unificação das estruturas, permitirá à cooperativa a redução de custos, aumentar o volume de negócios, a participação no mercado e a rentabilidade. A estrutura da cooperativa passará a contar com 55 mil associados, 30 unidades de atendimento distribuídas em 25 municípios, patrimônio líquido de R$ 175 milhões, ativos de R$ 790 milhões, carteira de crédito de R$ 570 milhões e com 400 colaboradores integrando o quadro funcional. O resultado projetado para 2016 supera R$ 30 milhões, com isso agregando renda aos associados e às comunidades onde atua.

De acordo com o presidente da Sicredi Sudoeste MT/PA, Antonio Geraldo Wrobel, “a participação dos associados foi fundamental, uma vez que são eles quem decidem os rumos do negócio. Esta união é importante para o Pará, Mato Grosso e também para o Sicredi, pois teremos uma cooperativa ainda mais forte para os nossos associados seguindo o princípio de que a união multiplica o crescimento e gera desenvolvimento social e econômico”.


Atenciosamente,

Giorgie Guido da Luz
Assessor de Comunicação e Programas Sociais
Comunicação, Marketing e Programas Sociais

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Renunciou em Marabá e foi eleito em Grajaú (MA)

O ex-vereador João Hiran - (Madereira) que foi eleito em Marabá pelo PPS na eleição de 2012, e ano passado renunciou o mandato para mudar de domicilio eleitoral, foi eleito em Grajaú (MA) pelo PMDB, o segundo mais votado.


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Novo Reitor da UFPA toma posse

Ocorreu hoje a posse do novo magnífico Reitor Prof. Dr. Emmanuel Tourinho e de seu vice-reitor Prof. Dr. Gilmar Silva, eleito em junho para comandar os próximos 4 anos a UFPA.


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Nota de Esclarecimento

Caros amigos, primeiro cumprimento a todos em nome dos nossos dirigentes de apoio que administram o grupo. Agradeço ainda ao apoio que tive de todos os decidiram apostar no nosso nome na disputa da CMM. 
       Por último, farei um esclarecimento.
      Amigos, nosso amigo que eu não conheço, entendeu mal minha fala hoje pela manhã. Quando eu disse "besta fera" estava me referindo às pessoas que ajudaram a criar notas anônimas contra mim. Pessoas que vão para o movimento para se aproveitar dos nosso erros e que nunca exaltam nossos acertos. Em momento algum eu me referi às pessoas que não votaram em mim. Eu disse que muitos não votaram porque acreditaram nos boatos e nas notas anônimas. 
     Por isso, considerando que eu acho que o senhor do áudio interpretou erroneamente a minha fala, eu peço ao mesmo que reconsidere a sua fala. 
    O Sintepp é um sindicato de luta e realmente ninguém é obrigado a votar em seus representantes e isso também não foi dito hoje no ato, mas eu disse que graças aos ataques deixamos de eleger alguém que está há mais de 6 anos na luta. Muito obrigado a todos e espero que quem esteve lá hoje pela manhã possa confirmar o que estou dizendo aqui. Vejo vocês na Assembleia. Lembrando que pedi essa Assembleia em respeito  aos nossos servidores de apoio. 
Um grande abraço a todos.
Professor Wendel Lima Bezerra

terça-feira, 4 de outubro de 2016

2018: Resultado credencia ministro

O PMDB de Helder Barbalho saiu fortalecido das urnas para 2018. Foi o partido que conquistou o maior número de prefeituras no Pará: elegeu 42 prefeitos, seguido pelo PSDB, com 32 e pelo DEM, com 15. O PT de Paulo Rocha conseguiu 7.
Abaixo, em ordem decrescente, o número de prefeitos que cada partido elegeu:
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Para ver os municípios e os prefeitos eleitos de cada partido, clique aqui.

fonte: Blog do Parsifal

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Domingos Dutra derrota PT


Eldorado do Carajás NUNCA reelegeu um prefeito

O município de Eldorado do Carajás no Sudeste Paraense, é o único da região que nunca teve prefeito reeleito. Assim, como o Estado do Rio Grande do Sul que também nunca reelegeu um governador, Eldorado mais uma vez derrotou a tentativa de um prefeito ser eleito.

Célio "Boiadeiro" (PMDB) é o novo prefeito com 7.881 votos -


A grande surpresa foi a eleição do jovem Vaniele Barbosa para vereador, na eleição passada ele disputou a prefeitura pelo PSOL, agora é filiado ao PSC.

REDE: Fundadores abandonam o balanço da Marina

Por que saímos da REDE Sustentabilidade
Passadas as eleições municipais, seria importante que a REDE realizasse um balanço político. Mais do que o exame dos resultados alcançados em sua primeira participação eleitoral, trata-se de avaliar o percurso político até aqui tendo em conta os propósitos que estiveram presentes na fundação do partido.
As pessoas que se comprometeram com a construção da REDE, desde quando a contestação às formas tradicionais de fazer política nos aproximou, tiveram em mente a necessidade de um instrumento que fosse capaz de ajudar a mudar o Brasil, reduzindo as desigualdades abissais, enfrentando o racismo estrutural, lutando pelos direitos das sociedades originárias e das minorias, aprofundando a democracia, por meio de ampla reforma política, lançando as bases para o desenvolvimento sustentável e para o protagonismo da sociedade civil e dos indivíduos. Junto aos princípios que afirmávamos, havia o claro repúdio às condutas que evocam fins grandiosos apenas para justificar vilanias cotidianas, invariavelmente definidas como os "meios" ou "males necessários". Era evidente, para todos nós, que um pragmatismo desta natureza – descolado de qualquer princípio – havia já conduzido à degradação da política e a seu distanciamento dos valores republicanos.
Desde então, a REDE tem se estruturado sobre um vazio de posicionamentos políticos. Inicialmente, imaginávamos que esta lacuna poderia ser explicada pela fragilidade do próprio partido, pela inexperiência de grande parte de seus dirigentes e militantes e pela enorme diversidade interna que demandaria um processo cuidadoso de construção de "consensos progressivos". A experiência que tivemos nos foi demonstrando, entretanto, que o deserto de definições a respeito de temas centrais nas disputas políticas contemporâneas não era um subproduto de nossas limitações, mas o produto de uma postura determinada que evita as definições, porque percebe que cada uma delas pressupõe um custo político-eleitoral.
O fato de a REDE ser politicamente dependente de Marina Silva, sua maior figura pública, se constituiu em um fenômeno que, ao invés de ter se tornado menor ao longo do processo de construção partidária, se acentuou ao longo do tempo. Na verdade, as decisões estratégicas que foram conformando o perfil da REDE partiram todas de Marina e apenas dela, desde a decisão de entrar no PSB até a decisão favorável ao impeachment da presidente Dilma. Em cada um desses momentos cruciais, a maioria da direção nacional simplesmente se inclinou em apoio às posições sustentadas por Marina.
É preciso sublinhar que Marina é uma liderança política com virtudes excepcionais. Entre elas, a honestidade e a integridade de propósitos; a capacidade de se conduzir em meio às disputas políticas sem realimentar a lógica do ódio e da destruição do outro, ainda quando injustamente atacada; a inquietude que a faz refletir sempre com independência e em sintonia com alguns dos desafios de nossa época etc. Ao mesmo tempo, Marina possui, como todos nós, limites relevantes e não lidera a REDE para que o partido assuma definições políticas consistentes, parecendo preferir navegar em meio a uma sucessão de ambiguidades. A maioria da direção nacional a acompanha nesta preferência, como em todas as demais.
Por conta da reduzida definição política, a REDE tem se construído como uma legião de pessoas de boa vontade e nenhum rumo. Alcançada a legalização do partido, foi precisamente essa característica que permitiu que muitos oportunistas e políticos de direita identificassem na REDE um espaço fértil para seus projetos particulares. O que ocorreu em todo o País, então, foi um mergulho da REDE em direção ao passado e às tradições políticas que pretendíamos superar.
As poucas decisões políticas tomadas nacionalmente pela REDE aprofundaram este caminho. Nesse particular, cabe destacar a decisão favorável ao impeachment, em que o partido aliou-se ao movimento que entregou o poder ao PMDB e a um grupo político envolvido nas investigações da Lava Jato e comprometido em aplicar políticas radicalmente contrárias ao que sempre supomos fossem os valores e os objetivos da Rede.
Temer chegou à presidência para impor ao País uma agenda regressiva e reverter as poucas conquistas sociais do último período. Por mais desastroso que fosse o governo Dilma (e o era) e por piores que fossem os crimes perpetrados por políticos do PT (e muitos deles o foram concretamente), o fato é que não foram esses os motivos que pautaram o processo de impedimento. Assim, por intenções nunca explicitadas e sob a liderança de mafiosos, aprovou-se o impeachment, condenando práticas até então comuns aos Executivos, na União e nos Estados, e nunca antes destacadas pelos Tribunais de Contas como razão para a rejeição das contas. De fato, os beneficiários do impeachment são mestres nos desmandos dos quais setores do PT são aprendizes. O grupo hoje no poder, aliás, é muito mais histórica e organicamente vinculado às práticas de corrupção e de apropriação privada do espaço público, o que não isenta o PT de responsabilidade, mas desmascara a hipocrisia que generaliza acusações e gera a ilusão perversa de que, livre do PT, o Brasil estaria a salvo da corrupção.
Nós resistimos o quanto pudemos e nos orgulhamos dos parlamentares que, mesmo sofrendo ataques na REDE, mantiveram, com firmeza, sua posição contrária ao impeachment. A direção nacional da REDE pretendeu se somar ao impeachment em nome da bandeira, "Nem Dilma, nem Temer", indicando que o próximo passo haveria de ser dado pelo TSE, com a cassação da chapa Dilma- Temer. Uma estratégia tão inverossímil quanto ingênua e equivocada. A hipótese TSE só haveria se o impeachment não passasse; só não via essa realidade quem não quisesse – e não faltaram os alertas. Subsidiariamente, ao se posicionar em favor do impeachment, a REDE minou sua interlocução com o campo no qual nasceram seus ideais, ao menos aqueles expressos em sua carta de fundação.
O que estava em curso, verdadeiramente, era um deslocamento político da REDE em direção ao bloco hegemônico. Um exemplo desse fenômeno foi o lamentável processo de aliança com o PMDB em larga composição conservadora em Porto Alegre, onde poderíamos ter composto com Luciana Genro, do PSOL, que nos ofereceu espaço na chapa majoritária e protagonismo na definição programática e na composição de um eventual governo de corte reformador e republicano.
Depois de um ano de existência legal e três anos de construção partidária, a REDE não se posicionou sobre qualquer das grandes questões nacionais – sequer foi capaz de formular uma crítica fundamentada ao governo Temer. Quando esboçou alguma posição, ou proclamou platitudes, ou decepcionou, afastando-se dos compromissos assumidos em sua fundação. O que disse a REDE sobre a economia brasileira e as reformas propostas pelo PMDB e seus aliados: a previdenciária, a trabalhista e a fiscal? E sobre o teto para gastos governamentais? Que reforma política o partido propõe? Que políticas a REDE defende para a educação e a saúde? Qual modelo de desenvolvimento sustentável propõe para o país, objetivamente? Qual sua posição sobre política de drogas, aborto, reforma da segurança, desmilitarização e o casamento homoafetivo? A sociedade brasileira não sabe o que pensa a REDE, nem consegue situá-la no espectro político-ideológico. A auto-indulgente declaração de respeito às diferenças internas não basta para dar identidade a um partido e justificar sua existência. Pluralista, internamente, o PMDB também é, o que, aliás, lhe tem sido muito conveniente.
O mais grave é que há sentido no cultivo de generalidades e na indefinição adotada como estilo e método. Lamentavelmente, a REDE está informando ao distinto público de que lado está, na política brasileira. Paulatinamente, vai se distanciando do campo progressista – sequer reconhece sua existência, o que é outra forma de afastar-se dele. Custa-nos, depois de tantos anos dedicados a esse sonho, mas é nosso dever admitir que antevemos, para 2018, uma inflexão da REDE para o centro político, o qual, no Brasil de hoje, corresponde a alinhamento ideológico indiscutivelmente conservador.
Um partido cuja coesão depende exclusivamente de uma liderança, mesmo que ela tenha a admirável e extraordinária dimensão humana de Marina, não é sustentável. Sem um mínimo de consistência ideológica, sem posicionamentos claros, não há como construir unidade que não seja pelo cálculo de oportunidade ou por circunstâncias eleitorais, tão mais atraentes quão mais nos aproximemos de 2018. Não é sustentável um partido cuja direção vota um tema chave para a história do Brasil, o impeachment, sob o argumento explícito de que "não podemos deixar Marina sozinha", tendo ela anunciado, na véspera, sozinha e sem consultas, sua surpreendente posição favorável, depois de declarar-se contrária ao longo de meses. Um partido que não faça sentido sem uma liderança individual, torna-se refém de sua vontade e acaba sendo regido por lógica pouco democrática, independentemente das intenções de todas e todos, por mais sinceras que sejam as disposições democráticas, inclusive dessa liderança.
Acreditamos que a tarefa, hoje, dos que percebem a necessidade de resistir à tsunami ultra-conservadora e à temporada caça-direitos é contribuir para a articulação, na sociedade, de uma ampla frente democrática e progressista, da qual, tragicamente, a REDE está se auto excluindo.
Por conta dessa avaliação, consideramos que nossa presença na REDE não faz mais sentido. Permanecer, especialmente em um quadro onde o debate interno substantivo é uma ficção, seria apenas legitimar um processo que, rapidamente, repete a doença senil dos partidos.
Assim, desejando que esta carta contribua para a reflexão interna da REDE e anime sua militância em direção a um caminho diverso desse que nos parece frustrante e melancólico, seguimos em frente, sem partido, mas com a mesma disposição de lutar por nossos sonhos.

Rio de Janeiro e Porto Alegre, 3 de outubro de 2016,

Luiz Eduardo Soares
Miriam Krenzinger
Marcos Rolim
Liszt Vieira
Tite Borges
Carla Rodrigues Duarte
Sonia Bernardes

domingo, 2 de outubro de 2016

Resultado da Eleição em Marabá


saiu as 19h 56

FREIXO NO SEGUNDO TURNO


Segundo turno será acirrado entre a velha direita e esquerda socialista.

Em Belém, três vereadores pelo PSOL


Belém: 10% da apuração - Edmilson no 2º Turno


19h:25


Fonte TRE - UOL

Ananideua derrota Barbalhos mais uma vez!


pela quarta vez Manoel Pioneiro será prefeito de Ananideua, derrotando os Barbalhos - Candidato Jeferson Lima (PMDB)

3 eleitos pelo PSOL em Florianópolis

Em Florianópolis 3 vereadores eleitos pelo PSOL


Resultado das Eleições em Ourilandia do Norte


O Municipio de Ourilândia do Norte no Sul do Pará, já tem prefeito eleito.


Apuração em Marabá - 41% dos votos apurados

ás 18h33

Apuração em Belém - Zenaldo vira

17:58

Apuração em Marabá - 4 Parcial: Tião volta a liderar


Apuração em Marabá Veloso na Frente

Segunda parcial

Fonte TRE/ UOL

17:54

Apuração em Marabá - 1ª Parcial


17h:48

Fonte TRE /UOL

Apuração Belém 1ª Parcial


17:28h

Policia Federal prende 100 mil reais


A Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Eleitoral e a Polícia Civil, continua na Operação 'Saruê' em Marabá no sudeste paraense. A operação foi deflagrada neste domingo (2) e visa coibir a prática de crimes como a compra de votos. Segundo a PF, já foram apreendidos mais de R$ 100 mil em dinheiro e uma grande qualidade de material de campanha.
Ao todo, foram cumpridos 27 dos 30 mandados de busca e apreensão expedidos pela 23ª Zona Eleitoral de Marabá, na casa dos investigados. A maioria dos alvos são parlamentares candidatos à reeleição e seus apoiadores envolvidos diretamente com práticas ilícitas.
Segundo a Polícia Federal, os investigados contavam com o apoio de vários cabos eleitorais, muitos dos quais são, na verdade, funcionários fantasmas de diversas repartições municipais. A PF explica ainda que a operação foi denominada de "Saruê" em alusão aos antigos coronéis, visto que muitos dos investigados são tidos na cidade como tal.
COMPRA DE VOTO
Duas pessoas foram presas na manhã deste domingo (2) em Marabá no sudeste paraense por compra e venda de votos. A Polícia flagrou o momento em que um homem de nome Eduardo estava dando dinheiro a uma eleitora na Folha 20, núcleo Nova Marabá. O valor seria R$ 20 reais.
Os dois foram conduzidos a Polícia Federal onde serão ouvidos pela delegada Graziela. A mulher informou a reportagem que não estava vendendo o seu voto e que os R$ 20 reais seriam utilizados para pagar a sua passagem para voltar para casa.
(DOL, com informações da Sucursal do Diário do Pará em Marabá)


Fonte: Original do  Diário do Pará

sábado, 1 de outubro de 2016

Apuração 2016

Siga a apuração amanhã (2) pelo BOL - clic AQUI

Não vote neles! -

NÃO VOTEM em pastores ou em candidatos oficiais das igrejas evangélicas!!!

 Reflexão!!



1) A bancada evangélica mais atrapalha que ajuda. O argumento que os líderes evangélicos usam para convencer os membros a votarem no "candidato oficial" da igreja é o de que eles estarão lá para defender a família e a instituição cristã que anda sendo muito perseguida. Porém, esse argumento não é válido, porque os políticos devem atender os anseios de toda sociedade, não de parte dela.
O que vemos no Brasil é a facção institucionalizada. Temos a bancada evangélica, a bancada ruralista, a bancada LGBT... Quando todos os grupos tiverem direitos fundamentais, ninguém os terá de fato.
Sem contar que Jesus nos ensinou a proteger a todos, independente do sexo, da cor, da nacionalidade ou mesmo da orientação religiosa. Eleger uma bancada para obstruir direitos de outros é tudo menos cristão.
2) Provavelmente, você que não concordou com o primeiro argumento, vai ser obrigado a concordar com este último... INCOERÊNCIA ou OPORTUNISMO?
Vou usar o exemplo da igreja Assembleia de Deus em Belém (autointitulado "igreja-mãe"). Nas eleições para prefeito de 2012, a referida igreja apoiou o candidato derrotado Edimilson Rodrigues (PSOL). Em contrapartida, nas eleições seguintes, para governador, apoiou Jatene (PSDB). Nessa conjuntura, em 2016, a igreja está mobilizando seus membros, fazendo "boca de urna" nas igrejas e pedindo votos para eleger 4 candidatos a vereador de Belém (todos de partidos diferentes).
Dessa maneira,
a) ou a igreja apoia sem analisar candidatos e programas de governo (porque as agendas dos referidos partidos são diametralmente opostas);
b) ou a igreja é oportunista e se vende para quem oferece mais vantagens.
Não sou juiz eleitoral. Não sou membro do ministério público. Entretanto, somos todos eleitores e temos a decisão em nossas mãos! Isso não ocorre somente na Assembleia de Deus. Ocorre na Quadrangular e na Universal também.
Portanto, denuncie e conscientize seus amigos!
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Autor: Mariton Morais
Correção textual: Mariana Pantoja
Imagem: Samara di Paula

Pesquisa em Belém

Deu no G1






Pesquisa Ibope divulgada neste sábado (1º) aponta os seguintes percentuais de intenção de votos válidos na corrida para a prefeitura de Belém:

Edmilson (PSOL) – 33%
Zenaldo Coutinho (PSDB) – 23%
Éder Mauro (PSD) – 20%
Professor Maneschy (PMDB) – 15%
Ursula Vidal (Rede) – 5%
Cléber Rabelo (PSTU) – 1%
Lelio Costa (PCdoB) – 1%
Professor Ivanildo (PRTB) – 1%
Regina Barata (PT) – 1%
Luis Menezes (PCB) – 0%
*O indicado com 0% não atingiu 1% das intenções de voto.
Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.
Segundo o Ibope, “Levantamento feito antes do último debate confirma disputa no segundo turno pela Prefeitura de Belém; adversário de Edmilson permanece indefinido”.
A pesquisa foi encomendada pela TV Liberal.
Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:
Edmilson (PSOL) – 31%
Zenaldo Coutinho (PSDB) – 22%
Éder Mauro (PSD) – 19%
Professor Maneschy (PMDB) – 14%
Ursula Vidal (Rede) – 5%
Cléber Rabelo (PSTU) – 1%
Lélio Costa (PCdoB) – 1%
Professor Ivanildo (PRTB) – 1%
Regina Barata (PT) – 1%
Luis Menezes (PCB) – 0%
Branco/Nulo – 3%
Não sabem ou preferem não opinar – 2%
 O Ibope ouviu 602 eleitores entre os dias 28 e 30 de setembro. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que significa que, considerando a margem de erro, a chance de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) sob o número Nº PA-06978/2016.
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fonte: Portal G 1