segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Noticias Socioambientais


Vale testa maior projeto de minério do mundo no sudeste do Pará

Depois de percorrer mais de 60 quilômetros numa picape pela mata da Floresta Nacional de Carajás, no Pará, um portão de grade de ferro marca a fronteira entre a paisagem verde e uma enorme área desmatada, de terra alaranjada e poeirenta. A imagem da mina a céu aberto, na Serra Sul da floresta, ajuda a entender por que a Vale levou cinco anos para obter a licença de instalação ambiental do seu maior projeto de mineração, o S11D, orçado em US$ 14,4 bilhões. Maior projeto de minério do mundo, o S11D -sigla de bloco D do corpo geológico S11 (S de Sul)- deve começar a operar até o fim do ano, com capacidade de 90 milhões de toneladas, o que vai elevar em 30% a produção de minério da Vale até 2020 - FSP, 31/7, Mercado, p.3.  


Terra prometida' no Pará vive clima de fim de obra

Em Canaã o que se vê é o aumento do desemprego e da violência com a aproximação do fim da obra do S11D, projeto da Vale. Desde que a mineradora iniciou as obras, em 2013, Canaã dos Carajás foi alvo de intenso processo de imigração, com a chegada de trabalhadores em busca de uma das 12.600 vagas do empreendimento. Em 2015, quando o país perdeu 1,5 milhão de postos de trabalho, o município foi o que mais gerou empregos, com 3.051 vagas criadas. Das 12.600 vagas no pico da obra restam atualmente cerca de 10 mil empregos. Esse número vai cair para 5.000 até o fim deste ano, segundo a Vale. Como a operação será muito automatizada, serão só 2.600 funcionários trabalhando no S11D, com perfil mais qualificado - FSP, 1/8, 

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