segunda-feira, 25 de julho de 2016

MST ocupa Superintendência do Incra em Marabá

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Membros dos MST que vivem acampados em 14 áreas de ocupação rural do sul e sudeste do Pará, além de assentados da reforma agrária, que também integram o movimento nesta região ocuparam a sede da Superintendência Regional do Incra em Marabá (SR-27) nesta segunda-feira (25). A ocupação faz parte de uma articulação nacional do MST, que tem – pelo menos na região – duas pautas específicas.
A primeira delas diz respeito à criação de novos assentamentos rurais para atender as cerca de 5 mil pessoas que vivem em 14 acampamentos na região, pois há pessoas que vivem há quase 10 anos debaixo da lona preta aguardando a criação de assentamentos.
O outro ponto da pauta diz respeito à situação dos próprios assentados, pois a Controladoria Geral da União (CGU) cancelou praticamente toda a Relação de Beneficiários, as chamadas RBs, por ter encontrados irregularidades, como pessoas que não se encaixam no perfil de clientes da reforma agrária recebendo os benefícios.
Sobre o assunto, um dos coordenadores estaduais do MST, Tito Moura (foto acima), disse que todos foram jogados na vala “comum”, coisa que não poderia ter sido feita, pois a maioria das pessoas que ficaram sem RB é formadas por trabalhadores e trabalhadoras rurais.
Diante disso, explica Tito Moura, as negociações devem acontecer em Brasília (DF), a partir desta quarta-feira (27), mas enquanto isso a sede da Superintendência Regional do Incra em Marabá continua ocupada.
Em discurso de orientação para os acampados no final da tarde desta segunda-feira (25), Tito Moura foi enfático com seus companheiros do MST: “Sei que nenhum de vocês gostaria de estar aqui. Todos nós preferíamos estar nos nossos lotes, vivendo e trabalhando, mas infelizmente esse governo não nos dá outra alternativa”.
Chagas Filho – Texto e fotos

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