sexta-feira, 17 de junho de 2016

UNIFESSPA: Eleição para Reitor - primeiro passo

 E já começou errado.



Consun aprova regimento eleitoral para os cargos de reitor(a) e vice-reitor(a) da Unifesspa
O Conselho Superior (Consun) da Unifesspa aprovou no final da noite de quarta-feira (8), o Regimento Eleitoral da primeira consulta à comunidade acadêmica para a composição da lista tríplice com os nomes indicados para os cargos de reitor(a) e vice-reitor(a) da Instituição. Durante quase oito horas de reunião, o Consun discutiu amplamente a minuta apresentada pela Comissão Eleitoral, visando a legitimidade, transparência e segurança do processo eleitoral
 
 
Concordo com o posicionamento do professor Evandro Medeiros
 
 
"Segundo o entendimento do Consun [UNIFESSPA], a eleição será paritária, ou seja, os votos dos professores, técnico-administrativos e alunos terão o mesmo peso na apuração dos resultados."
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Como assim "mesmo peso"? Voto paritário cada categoria tem participação relativa com direito a 33% do poder [peso] de decisão na eleição. Ou seja, se uma universidade tem 5 mil alunos, isso equivale a 33% do poder de decisão, se tiver 500 professores, isso equivale a outros 33% do poder de decisão, e se tiver 200 técnicos, isso equivale aos últimos 33%.
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Logo,os votos de 200 técnicos se equivalem ao votos de 500 professores ou aos votos de 5000 mil alunos, e vice-versa, rs.
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O que isso quer dizer? Bem, creio que se 200 = 5000, logo 1 = 25.
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Ou seja, ao meu ver, nesse cenário teríamos 01 [um] voto de técnico equivalendo a 25 [vinte e cinco] votos de alunos, 01 [um] voto de professor equivalendo a 10 [de] votos de alunos [5000 = 500].
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Onde está o "mesmo peso"? Alguém pode fazer a conta e me mostrar que estou errado por favor?
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E alguém pode explicar que elemento "democrático" justifica a decisão por tal modelo de eleição?
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Por que não eleição num modelo universal, onde os votos são contados individualmente, sem diferença entre os segmentos?
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Ou daqui a pouco vamos pedir eleições no Brasil por meio do modelo "paritário", afinal, nos distinguimos por grau de escolaridade, cargo no funcionalismo publico e posição de classe em relação aos pobres, desempregados e analfabetos, certo?
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Se for isso, é corporativismo elitista.
 
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Em defesa do voto universal, que aliás foi sempre uma pratica no campus universitário de Marabá quando era da UFPA. Rompendo inclusive com os regimentos belenísticos.

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