sábado, 18 de junho de 2016

Três mega projetos: Marabá na rota do Des"desenvolvimento"

 Enquanto o governo golpista acabou com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e com a Política de ATER, avança os projetos do agronegócio. Veja abaixo o que tem se planejado para região de Marabá.

A ferrovia do Jatene

O projeto de construção da Ferrovia Paraense (Fepasa) foi aprovado em 7 de junho pelo secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República, Wellington Moreira Franco. A ferrovia terá capacidade para transportar 100 milhões de toneladas de minério e 20 milhões de toneladas de grão por ano. O projeto conta com a Pavan Engenharia e a Engenharia Projeto Consultoria (EPC).
Com 1.536 quilômetros, a ferrovia ligará áreas de extração de minerais e de produção agrícola a um porto a ser construído no município de Colares, ao norte de Belém, passando pelo porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA).
Franco, que manifestou o apoio integral ao projeto, afirmou que também vai reunir investidores, eliminando a última barreira e risco do projeto, que impedia a tomada de decisão dos interessados e dependentes para a criação da ferrovia, que está sendo comparada a uma nova Estrada de Ferro de Carajás.
“Vamos terminar o PMI [Procedimento de Manifestação de Interesse] que está sendo executado pela Pavan Engenharia e Participações com o auxílio da empresa EPC [Engenharia Projeto Consultoria], para ser entregue em 60 dias, bem como preparar imediatamente uma apresentação aos investidores”, disse o engenheiro e presidente da empresa, Renato Casali Pavan.  Texto original (AQUI)

 O pedral do Lourenção - Hidrovia

Os ministros dos Transportes, Maurício Quintella, e da Integração Nacional, Helder Barbalho, assinou nesta quinta feira dia 15/06 um contrato de R$ 520 milhões para o derrocamento do Pedral do Lourenço com uma empresa acusada de não ter a experiência nem condições técnicas e econômicas necessárias para tocar a obra. A empresa DTA Engenharia Limitada venceu a licitação para realizar a derrocada do pedral, uma formação rochosa situada no rio Tocantins que impede a navegação da hidrovia.
A obra consiste no desgaste do pedral que impede a passagem de comboios de carga no período em que o rio fica mais raso, geralmente entre os meses de setembro e novembro. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que realizou a licitação, o custo apresentado pela DTA foi 7,15% menor do que o esperado para obra. Entretanto, segundo reportagem do jornal Valor Econômico, o resultado da licitação levanta suspeita.
De acordo com a publicação, a vitória de um consórcio liderado pela DTA Engenharia foi alvo de questionamentos do mercado sobre a capacidade de essa empresa executar a obra. O portfólio da DTA engloba atividades de dragagem e desenvolvimento de projetos para terminais portuários – o que não inclui a execução de obras de derrocamento, que envolvem engenharia especializada. Por isso, a empresa vencedora é acusada de incompetência para executar a obra, o que gera incertezas sobre o processo licitatório. Texto original AQUI

  Usina Siderurgica Cervital

Essa semana foi realizado mais um passo rumo à implantação de uma usina siderúrgica em Marabá, no sudeste do Pará, foi dado nesta segunda-feira (13). Na sede da Vale, no Rio de Janeiro, representantes do Governo do Pará, da Vale e da multinacional de agronegócios Cevital assinaram um memorando de entendimentos para viabilizar a construção e funcionamento da siderúrgica.
Da reunião, na sede da Vale no bairro do Leblon, participaram o diretor-executivo de Projetos de Capital da empresa, Galib Chaim; o diretor geral de Operações do Grupo Cevital, Adam Iskounen; o representante da Cevital no Brasil, Paulo Hegg, e o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, à frente da articulação junto às duas empresas.
Foram vários meses de negociação até que se chegasse ao Memorando de Entendimentos, que estabelece o interesse da Cevital em implantar o empreendimento e fixa as condições de transferência dos terrenos e licenças da Aços Laminados do Pará (Alpa), pela Vale à Cevital, além das condições de fornecimento do minério de ferro e transporte ferroviário do minério e do aço pela Vale em favor da Cevital, incluindo transferência de tecnologia, entre outros itens. A Cevital quer produzir 2,7 milhões de toneladas de aço, em bobinas de aço, “biletts”, “blooms”, aço em pó e trilhos. A empresa é líder na produção de trilhos para ferrovias na Itália e pretende ser a primeira siderúrgica na América Latina a produzir trilhos.  Texto capturado AQUI

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