quinta-feira, 5 de maio de 2016

Assim não vale! criminalização de professor é prática de quem comete crime ambiental




Nota da Vale
Em nota à Imprensa, a Mineradora Vale disse, por meio de sua Assessoria de Comunicação, que respeita e acredita na livre manifestação e, neste sentido, destaca que não ingressa na Justiça com o intuito de proibir protestos ou manifestações de qualquer natureza em relação às suas atividades. “Como forma de buscar soluções conjuntas para a gestão de impactos socioculturais, econômicos e ambientais, e, com vistas ao desenvolvimento sustentável, a empresa mantém equipes dedicadas ao contínuo relacionamento com as comunidades vizinhas às suas operações”, diz a nota.
Entretanto – continua – como forma de garantir o direito de ir e vir das pessoas que utilizam o Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC), em casos de obstrução da linha, a empresa precisa adotar os procedimentos judicias cabíveis, assim como para preservar o direito de propriedade e a manutenção do transporte de cargas, conforme determinado no Contrato de Concessão celebrado com a União. Logo, em cumprimento à legislação vigente, e, por força do contrato de concessão ferroviária, a Vale está obrigada a requerer judicialmente a desocupação da linha e o restabelecimento das condições de segurança ferroviária em caso de bloqueio do tráfego de trens por terceiros. Assim sendo, em caso de interdição, a pessoa que invade ou obstrui a ferrovia será acionada judicialmente e responderá a inquérito policial e ação penal, podendo gerar uma aplicação de multa diária e prisão, de acordo com a decisão judicial.
“É importante ressaltar que a ocupação da linha compromete a segurança das operações ferroviárias e, principalmente, da população, dos empregados e dos usuários do Trem de Passageiros, tendo em vista que as locomotivas transportam grande quantidade de combustível. Além disso, um trem, quando carregado, precisa de pelo menos dois quilômetros para parar completamente após acionamento dos freios de emergência, e de 500 metros quando não está carregado. Em caso de manifestações onde há queima de pneus ou madeira, o risco de explosão pode se tornar maior”, relata.

Professor Evandro Medeiros rebate Vale!

O trem que leva passageiros já havia passado, o trem de minérios nunca chegou enquanto estávamos no local, não havia barricadas e nem obstrução da ferrovia, não houve queima de pneus ou madeira, apenas meninos e meninas de rostos pintados, carregando cartazes em cartolina e com corpos cobertos de argila fazendo performances poéticas como forma de denuncias dos crimes praticados pela mineradora, que mente para tentar esconder suas práticas autoritárias de constrangimento e assédio moral sobre os moradores de comunidades por ela impactadas e contra qualquer um que a critique ou a ela se oponha.
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Eram apenas meninos e meninas estudantes, poucos em verdade, mas carregados de imensa coragem, rebeldia e o compromisso ético de não se calar diante das destruições praticadas pela Mineradora Vale e da omissão da justiça e dos governos desse país!
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Eram apenas meninos e meninas, poucos em verdade, mas estavam acompanhados da força exemplar de pessoas da comunidade e membros de algumas organizações sociais, que ainda resistem também com coragem e ética!
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Eram apenas meninos e meninas, poucos em verdade, mas acompanhados de seus professores, nós, também poucos, mas imensamente orgulhosos por perceber que a universidade que fazemos tem estudantes que já se apresentam como futuros profissionais éticos, críticos e solidários, comprometidos com as causas sociais e com a defesa da justiça e a construção de um mundo melhor.
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Aqui, a cidadania ativa faz parte de nossa formação!
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Aqui não Vale o "cala boca" usado pela empresa em outras situações

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