segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

EM CANAÃ DOS CARAJÁS, 600 FAMÍLIAS ACAMPAM EM ESTRADA DE ACESSO A PROJETOS DA VALE E PROTESTAM CONTRA DESPEJO


Os manifestantes acusam seguranças da Vale de destruir suas plantações

Os agricultores denunciam que a Vale se apossou de terras públicas

Cerca de 600 famílias de sete acampamentos de trabalhadores rurais sem terra, ocupam ontem a estrada que dá acesso a área do Projeto S11D da Empresa Vale S.A no município de Canaã dos Carajás. A ocupação foi motivada entre outras questões pelos recentes despejos de mais de 1.500 famílias sem terra e sem teto de terras públicas no município.

Apenas na área rural foram mais de 100 hectares de roças com arroz, feijão, milho, mandioca, abóbora entre outros produtos agrícolas que foram destruídas pelos guardas de segurança da Vale quando do despejo das famílias do Acampamento Grotão do Mutum. Esse acampamento faz parte de um conjunto maior de áreas ocupadas por trabalhadores sem terra, que reivindicam terras concentradas pelas Vale desde os anos 2000. 

Desde então, segundo eles, a Vale se tornou dona de grande parte das terras agricultáveis do município. "A ocupação permanece até que o Incra e o Programa Terra Legal se posicionem sobre o levantamento das terras públicas adquiridas pela Vale, bem como, da indenização por parte da empresa dos prejuízos causados aos trabalhadores despejados", avisam os manifestantes. 

O manifesto é assinado pelas famílias dos seguintes acampamentos: Grotão do Mutum, Planalto da Serra Dourada, União do Axixá, Açaizal, Rio do Sossego, Alto da Serra e Marajaí, todos ligados ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canaã dos Carajás. Fonte: Justiça nos Trilhos

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