terça-feira, 13 de outubro de 2015

Tragédia ambiental: E a Sema?

Barcarena decreta situação de emergência
13/10/2015 - 09:59
Barcarena decreta situação de emergência após tragédia ambiental
Navio com 5 mil bois vivos naufragou no município no dia 6.
Corpos de bois se espalharam por praias da área e Moradores protestaram.

A Prefeitura de Barcarena decretou nesta terça-feira (13) situação de emergência no município, localizado no nordeste do Pará, devido à tragédia ambiental causada pelo naufrágio de um navio que transportava 5 mil bois no dia 6 de outubro. O óleo da embarcação e corpos dos animais mortos se espalharam por praias do município, após o rompimento da barreira de contenção montada para conter os resíduos do acidente.
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), pouco mais de 100 bois foram resgatados com vida - a maior parte morreu afogada e muitos animais não conseguiram sobreviver porque teriam ficados presos no porão do navio. Os moradores da área realizaram um protesto na segunda-feira (12), reclamando dos danos provocados ao meio ambiente, à economia da cidade e à vida da comunidade.
Em nota, a prefeitura informou que presta assistência às famílias atingidas pelo que chamou de "uma das piores tragédias ambientais de sua história recente", e cobra uma solução das autoridades do Estado e da União, responsáveis pela operacionalização do porto de Vila do Conde.
No distrito de Vila do Conde, com 8 mil moradores, os comerciantes da beira da praia fecharam as portas e os pescadores se recolheram. Moradores afirmam que não há condições de trabalho com as praias interditadas e que as nódoas de óleo mancham as águas e a areia por mais de três quilômetros.
Naufrágio
O navio naufragou na manhã de terça-feira (6) no porto de Vila do Conde, em Barcarena, no nordeste do Pará, quando estava carregado com cerca de cinco mil bois vivos. A carga pertencia à multinacional Minerva, com sede em Barretos (SP).

Três praias de Vila do Conde, o píer onde ocorreu o naufrágio e a praia de Beja, em Abaetetuba, foram interditados e proibidos para qualquer tipo de atividade. De acordo com a Companhia Docas do Pará  (CDP), a embarcação transportava cerca de 700 toneladas de combustível. Ainda segundo a CDP, o óleo pode chegar em outras praias da região.
Na manhã de quarta-feira (7), durante uma reunião no Porto de Vila do Conde entre autoridades municipais, estaduais e federais, foi criado um comitê gestor de gerenciamento de crise para o caso. Em Belém, também ocorreu uma reunião com autoridades ambientais, quando foi montado um planejamento que possa diminuir os danos ambientais provocados pelo acidente.
As empresas Minerva Foods, Serveporte e Global Agência Marítima e a Companhia de Docas do Pará foram notificadas a apresentar explicações. Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), ainda há 730 mil litros de diesel na embarcação submersa.
A previsão é que o esquema montado para a retirada do navio, dos animais, além da limpeza da área, seja concluída em 40 dias. O custo da operação deve ser de R$150 mil por dia.
Decisão judicial
Na quinta-feira (8), o juiz da comarca de Barcarena, Deomar Alexandre de Pinho Barroso, expediu um mandado de intimação que previa, dentre uma série de determinações, que a Companhia de Docas do Pará (CDP), a Minerva Foods e a Global Agência Marítima iniciassem de imediato a retirada dos animais mortos do rio Pará, devendo ser dada uma destinação adequada de modo a não causar prejuízos ambientais e à saúde das pessoas.

Além disso, a CDP e demais empresas deveriam providenciar a retirada imediata do volume de óleo diesel depositado nos tanque do navio que vem se espalhando pelas águas. Outra exigência é que fossem elaborados e encaminhados relatórios diários das atividades desenvolvidas à autoridade policial competente bem como ao Ministério Público do Estado do Pará.
(Fonte:G1)

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