terça-feira, 5 de maio de 2015

Audiência não pública - Deputado se retira de farsa do Governo do Estado

Após discurso firme de repúdio à forma como foi realizada a Audiência Pública do Plano Plurianual 2016-2019 do governo do Pará, o deputado João Chamon se retirou do local como forma de protesto. O parlamentar considerou inaceitável que reunião de tamanha importância tenha sido realizada à 10 km do centro de Marabá, no Parque de Exposição e sem o amplo conhecimento da sociedade civil organizada da região de Carajás.
Foi na manhã desta terça-feira (5), em Marabá, quando uma mesa foi formada para abertura do evento. Chamon percebeu que a maioria dos ocupantes das cadeiras era de servidores públicos do próprio estado, convidados para reforçar a plateia. O parlamentar não se intimidou e declarou que a audiência não estava tendo legitimidade e que o seu formato estava errado.
O evento foi aberto oficialmente pelo Secretário de Estado de Planejamento, José Roberto Colares e contou com a presença do também deputado Estadual Dirceu Ten Caten (PT), além dos prefeitos: Benjamin Tasca (Itupiranga), Pedro Patrício Medeiros (São João do Araguaia) e Jeová Andrade (Canaã dos Carajás).
VALORIZAÇÃO
Chamon aproveitou para defender que o Governo do Estado reveja a sua política de valorização dos profissionais da Polícia Militar que em nossa região enfrentam dificuldades com a falta de infraestrutura e equipamentos de trabalho, além de um baixo contingente regional que prejudica o comando local em atender as demandas de uma região que cresce em ritmo acelerado e para onde convergem massas humanas cuja mobilidade exige um olhar planejado sobre as políticas públicas em vários setores da sociedade.
EDUCAÇÃO
O deputado cobrou um posicionamento mais humano do governo em relação a greve dos professores e se disse preocupado com a qualidade da educação, considerando a situação crítica das condições de trabalho dos professores que tem levado a greve a um patamar preocupante e lamentável.
Chamon lembrou também sobre a crise do Sistema Modular de Ensino que pela sua incapacidade de atender as demandas regionais do Ensino Médio se tornou obsoleto e ultrapassado. Para o nosso deputado, esta modalidade de atendimento surgiu para atender os municípios de forma provisória, quando o Estado não oferecia a oferta regular para o Ensino Médio. Finalizou dizendo que é preciso que se reveja este problema que de provisório se tornou permanente.
(Da Redação, com informações de Adenilson Godinho)

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