quinta-feira, 2 de abril de 2015

Trabalhadores de supermercados reivindicam salários

Os trabalhadores em supermercados de Belém e da Zona Metropolitana da capital paraense deram arrancada, ontem, às manifestações de rua e portas das principais lojas e magazines, continuando, assim, a campanha salarial 2015 que começou em janeiro com as assembleias gerais, conforme determina a lei. Os funcionários estão sem aumento há 13 meses. A data-base dos empregados em supermercados é 1º de março.
A proposta de aumento de salário e demais reivindicações para a formalização da Convenção Coletiva de Trabalho foi encaminhada há dois meses para o sindicato patronal e mais a Fecomércio. No entanto, até o momento, a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Supermercados (SINCTVAPA), na pessoa de seu presidente, Antonio Caetano, não recebeu qualquer resposta.
Em razão das manifestações em frente ao Yamada Plaza, em São Brás; Líder da Alcindo Cacela (duas lojas na Cremação e Condor), Padre Eutíquio (Batista Campos) e Doca de Souza Franco (Reduto); e Formosa (São Brás), os presidentes da FETRACOM-PA/AP, Zé Francisco, e do SINTCVAPA, Antonio Caetano, foram chamados para uma reunião às pressas com os supermercadistas. Porém, não houve acordo. Os patrões se reunirão dia 8 para discutirem as propostas da categoria e farão nova negociação com os trabalhadores no dia 9.
A mobilização de ontem começou cedo, por volta das 7h, em frente ao supermercado e magazine Yamada Plaza, um dos maiores da capital do Pará, no bairro de São Brás. Nas manifestações lideradas pelo SINTCVAPA, estão envolvidos a UGT Pará, a Fetracom e todos os sindicatos de trabalhadores no comércio, como o SINTCLOBE, SINTACETA, SINTRACOM, STCMATE, STCVAFEPA, SFCPEP (Sindicato dos Fotógrafos e Cinegrafistas Profissionais do Estado do Pará) e o SEC Pará, cujas diretorias estavam reunidas em defesa dos trabalhadores em supermercados.
Segundo o presidente do SINTCVAPA, Antonio Caetano, ele foi procurado pelo por um dos representantes da patronal que ofereceu aumento de 7,96%, que é apenas a reposição da inflação. “Esse valor não dá nem pra gente sentar na mesa de negociação”, anunciou o sindicalista.
Zé Francisco, presidente da FETRACOM-PA/AP e d UGT avisou: “Se não houver acordo favorável aos trabalhadores, nós iremos paralisar as atividades por tempo indeterminado, tal como fizemos em julho de 2013, quando todos os supermercados da Grande Belém cerraram as portas por três dias”.
Caetano afirma que todos os supermercados têm lucros e não estão no vermelho. Portanto, podem conceder aumento de 20% para os trabalhadores e fixarem piso salarial profissional de R$ 1.100,00 que não vão quebrar as empresas. E lembrou que esse valor não vai ser suficiente para atender a todas as necessidades dos trabalhadores, tendo em vista os aumentos abusivos nos preços de aluguel, de energia elétrica, de combustíveis e de alimentos, já que a cesta básica em Belém é uma das mais caras do Brasil.
As outras reivindicações da categoria são o aumento do tícket alimentação para R$ 300,00, jornada de seis horas por dia e folga aos domingos, entre outros.

DENÚNCIA
Em pronunciamento nas portas dos principais supermercados de Belém, ontem de manhã, Antonio Caetano disse que, em 2013, a rede de supermercados Líder teve faturamento líquido de R$ 1 bilhão e 300 milhões. Naquele ano, cada trabalhador, dos cerca de 11 mil empregados da rede, proporcionou faturamento de cerca de R$ 200 mil ao Líder, no entanto, teve ganhos acima de R$ 10 mil, o que é injusto, sem se falar, disse o sindicalista, no assédio moral, no assédio profissional, no assédio sexual sofrido pelas mulheres, sobretudo as caixas que nem podem sair para as necessidades mais íntimas no horário de trabalho.


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