sábado, 21 de março de 2015

3º Congresso Estadual sobre conjuntura econômica, social e política do Pará



O desafio de encontrar saídas para fazer frente às novas regras da Previdência Social por meio das medidas provisórias 664 e 665, debater os sucessivos e abusivos reajustes da tarifa de energia elétrica e combater os aumentos de preços dos combustíveis que, em cadeia, provocam majoração de preços em todos os segmentos, são alguns dos temas em debate no 3º Congresso Estadual da União Geral dos Trabalhadorres (UGT Pará). O evento começa hoje, a partir das 15h, no Beira Rio Hotel e se estende até amanhã com o tema geral “Conjuntura Econômica, Social e Política do Pará”.
José Francisco Pereira, o Zé Francisco, presidente da UGT Pará, explica que nesse congresso, que deve reunir mais de 400 lideranças sindicais do Estado e de diversas partes do Brasil, além de toda a executiva da UGT Brasil, presidida por Ricardo Patah e integrada por Francisco Canindé Pegado e Francisco Pereira de Souza Filho, o Chiquinho, os debates em torno da conjuntura econômica, social e política paraense objetivam a formulação de propostas de políticas públicas voltadas para a geração de emprego e renda, qualificação e requalificação profissional, a fim de que os grandes projetos instalados no Pará tenham suas vagas ocupadas pela mão de obra paraense”. O outro objetivo do evento, é a apresentação de moções que exigem a revogação das MPs 664 e 665, que promoveram uma reforma na Previdência Social em total prejuízo aos trabalhadores, aos aposentados e pensionistas, que tiveram direitos adquiridos cortados sem qualquer discussão entre governo e sociedade.
O 3º Congresso Estadual da UGT Pará também terá foco voltado ao atual momento político vivido pelo Brasil, em especial, pela população paraense, que, no final, paga os altos custos da corrupção na Petrobras, do mensalão, do mensalinho, e mais o sistema injusto de distribuição de energia elétrica que leva o consumidor local a pagar uma das taxas mais altas do país não obstante o fato de ser este um Estado gerador de energia via Hidrelétrica de Tucuruí e, em breve, por meio da Hidrelétrida de Belo Monte.
Entende o sindicalista Zé Francisco, que este é um "momento crucial e histórico do movimento sindical, oportunidade de a UGT debater, em linhas, gerais sobre qualificação profissional e geração de emprego e renda para fazer frente ao estado de recessão, de desemprego e inflação fora de controle no Brasil.”
Ao final do evento, além de ser construída a “Carta de Belém”, serão encaminhadas pela plenária do 3º Congresso da UGT Pará, moções pedindo a revogação das MPs 664 e 665, contra os sucessivos aumentos nos preços da tarifa de energia elétrica e dos combustíveis, assim como, por providências na questão do FIES, que está tirando o direito e os sonhos de milhares de jovens de baixa renda que anseiam concluir o Curso Superior.

PROGRAMAÇÃO

Durante o 3º Congresso, haverá a exposição por meio de cinco painéis. Para tal, foram selecionados profissionais de notório conhecimento em suas áreas a níveis local, nacional e internacional, como o jornalista e publicitário André Luiz dos Santos, que fará exposição com o tema “Eleições 2014 e os desafios da classe trabalhadora no Brasil”; Paulo Rogério Albuquerque de Oliveira, coordenador geral de monitoramento de benefícios do INSS, que abordará o tema “As mudanças da Previdência: o retrocesso dos direitos dos trabalhadores”; Rosivaldo Batista, presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-Pa) discutirá acerca da “A conjuntura política e o desenvolvimento do Pará com geração de emprego e renda”; Erledes Elias Silveira, assessor da UGT Nacionalm se reportará sobre “A UGT e os desafios para os próximos quatro anos”, que contará com a participação do economista e também assessor da UGT Nacional Eduardo Rocha, entre outros.
(Transcrito dos jornais O LIBERAL e Amazônia)

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