quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O fim da SIDEPAR!

Já foi noticiado, leia (clic aqui) a matéria completa sobre a falência da Sidepar
 
Mas o que acontece com a Sidepar não vem de hoje e nem tem apenas uma causa. Além da crise financeira internacional, iniciada em 2008 e acentuada em 2009, as guseiras que atuam em Marabá começaram a enfrentar outro problema sério: a fiscalização dos órgãos ambientais. E não foi apenas o Ibama que agiu, como costuma ser.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) desencadeou fiscalizações e emitiu multas milionárias, numa ação inédita, nunca feita nem antes e nem depois pela Sema.
A fiscalização conseguiu descobrir que grande parte do carvão vegetal que alimentava as guseiras provinha de área de desmatamento. Era, portanto, ilegal. A própria Sidepar foi multada em R$ 200 milhões. Mas isso não é tudo.
A produção do carvão era feita de forma degradante, utilizando trabalho infantil e o chamado “forno rabo quente”, onde os trabalhadores não dispunham de qualquer equipamento de proteção, ficando exposto à fumaça dos fornos e ao sol causticante da região. Além de tudo, ter Carteira de Trabalho assinada no setor sempre foi algo raro.
Inclusive, em 2013, uma fiscalização do Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo libertou 125 trabalhadores que estavam fabricando carvão vegetal para a Sidepar. Todos estavam em situação degradante e em trabalho análogo à escravidão.
Ficava claro, ali, que este importante setor da economia marabaense, que chegou a gerar 32 mil empregos em toda a sua cadeia produtiva, estava alicerçado sobre o trabalho degradante e crimes ambientais.
E foi assim, com as exigências trabalhistas e ambientais juntadas à queda vertiginosa do preço do gusa no mercado internacional que o parque industrial chegou ao fim.
(Fonte MarabáNotícias)

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