terça-feira, 6 de maio de 2014

Derrocagem, Não!

Os pescadores da região à montante da Hidrelétrica Tucuruí estão se mobilizando para discutir os impactos que serão causados ao setor pesqueiro pela derrocagem do Lourenção ao longo de 43 quilômetros de extensão do rio Tocantins, o que tornará o rio navegável para grandes barcaças transportarem minério e soja. Os pescadores temem prejuízos irreversíveis a partir do início das obras, cujo edital de licitação será publicado pelo governo edital, e anunciado pela presidenta Dilma Roussef na recente visita feita a Marabá.
 
A mobilização pública está sendo convocada pela Colônia de Pescadores Z-58, de Nova Ipixuna. O encontro pretende reunir os pescadores e moradores ribeirinhos à montante e à jusante da UHE Tucuruí “para um grande evento em protesto contra o governo federal e empresas privadas, como a Vale e outras que serão beneficiadas pela hidrovia Araguaia-Tocantins, a partir da abertura do canal do Pedral do Lourenço”.

Segundo os organizadores, “o setor da pesca e as comunidades ribeirinhas pretendem resistir às imposições do governo federal em executar o derrocamento do pedral do Lourenço, sem antes ser agendada uma reunião exclusiva do setor pesqueiro para uma apresentação mais detalhada do projeto e discussão e recebimento das reivindicações da classe”. Pelos cálculos do líder de pescadores serão impactados mais de 50 mil pessoas ao longo do rio Tocantins, precisamente entre os municípios de Marabá a Tucuruí. Até agora nenhum órgão se manifestou sobre os impactos, apenas fazem a defesa do empreendimento.

Entre as questões consideradas prejudiciais aos pescadores e ribeirinhosestão: falta de diálogo com o setor da pesca sobre o projeto, os impactos causados às espécimes piscosas em decorrência da derrocagem – visto que dezenas de espécies de peixes vivem e reproduzem ao longo dos mais de 40 quilômetros de pedral, que impactos serão causados após a abertura do canal? – que ficará reduzido a 120 metros de largura-, como ficará a população ao longo desse trecho, estimado em 50 mil pessoas? que produtos químicos ou equipamentos de destruição de pedras serão utilizados na obra? e as dinamites? - Quem vai pagar pelos prejuízos?

Apóiam à iniciativa colônias de pescadores dos municípios de Itupiranga, Jacundá, Novo Repartimento, Tucuruí, Breu Branco, Goianésia do Pará e Central das Colônias de Pescadores da Bacia Hidrográfica Araguaia-Tocantins – CECOAT

Fonte: Blog

Nenhum comentário: