segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Atividades Mulheres e Agroecologia

Atividades Mulheres e Agroecologia no VIII Congresso Brasileiro de Agroecologia

Sintepp convoca

 Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará vem a público convocar todos os Trabalhadores em Educação do Núcleo São Félix e Morada Nova para deliberar em Assembleia Geral sobre a seguinte pauta:



1. Pagamento das Progressões;
2. Redução da Gratificação de Diretores;
3. Redução da Especialização de 25% para 15%;
4. Redução do Mestrado de 100% para 30%
5. Redução do Doutorado de 150% para 60%



Informamos que o projeto do Governo Municipal já está pronto para ser enviado à Câmara Municipal.

Local: Sede Campestre do SINTEPP
Horário: 16:00 horas
Data: 28 de novembro de 2013. (próxima quinta-feira)

Em defesa da Ong MEPA

"Índio guerreiro sem penachos e maracás
que vivia nas margens dos rios,
o pai protetor dos Tracajás (...)"

Aurélio Santos.

Edital de concurso para professor efetivo da UNIFESSPA

Leia abaixo o Edital

Edital

Salame anuncia reforma administrativa

Através do vereador Pedro Sousa (PROS), foi anunciado a reforma administrativa que o Governo do PROS vai fazer a partir da semana que vem,  essa medida é para equilibrar as contas da prefeitura. Segundo o líder do governo na câmara a prefeitura está com dificuldade financeira para pagar décimo terceiro, e a folha de dezembro, devido o pagamento de dividas dos servidores, deixadas pela da gestão passada. Outro fator que justifica os cortes apontado pelo vereador, é o inverno, Pedro Sousa diz que no inicio do ano inicia a época das chuvas, e a prefeitura é obrigada a diminuir o ritmo de obras, e serviços. O vereador disse que é normal a dispensa dos contratados neste período. Os corte de servidores contratados deve ocorrer em todas as secretarias. Segundo José Edmilson de Oliveira do (SERVIMAR) Sindicato dos Servidores Públicos de Marabá na secretaria de obras, 60 a 100 trabalhadores devem ter contrato suspenso.

Fonte Zeca News

domingo, 24 de novembro de 2013

Recontagem de votos no PED em Marabá

Os votos para a presidência municipal do PT em Marabá estão sendo recontados. a DEPUTADA Bernadete Ten Caten teve 584 votos.... A Vereadora Toinha, 581 votos. Diferença de 03 votos. Os militantes que votaram na vereadora reivindicaram a recontagem.....

Zé Geraldo perde o PED no Pará

Chapa UM NOVO TEMPO PARA O PT/PA derrota grupo do vice prefeito Luiz Carlos e da deputada Bernadete.
100% apurado.
Total de 17.963 votantes.
DEPUTADO ESTADUAL - Milton Zimmer 8.904 50.4%
...
DEPUTADO FEDERAL - Zé Geraldo PT Torres da Silva 8.780 49.6%
Resultado oficial.

VIII Congresso Brasileiro de Agroecologia

Atividades Paralelas durante o VIII Congresso Brasileiro de Agroecologia >> OFICINA AGROECOLOGIA E PNAE

sábado, 23 de novembro de 2013

Seminário “Princípios e Diretrizes da Educação em Agroecologia -




Durante o I Seminário Nacional de Educação em Agroecologia (I SNEA)
realizado em Recife/PE, em julho de 2013, foi realizado um esforço
coletivo de proposição dos princípios e diretrizes da Educação em
Agroecologia. Para isso, foram sistematizadas, apresentadas e
debatidas, 63 experiências de Educação Formal em Agroecologia
realizadas em várias regiões brasileiras. O resultado dessa reflexão
foi apresentado no final do seminário.

Aproveitando os vários momentos que teremos no VIII Congresso
Brasileiro de Agroecologia para debater o tema Educação, a Comissão
Organizadora do I SNEA fez um esforço de síntese deste material, que
apresentamos em anexo. Esperamos, com isso, dar continuidade ao
debate. Vamos refletir sobre o resultado deste trabalho durante o
Seminário  “Princípios e Diretrizes da Educação em Agroecologia -
Continuando o Debate”, que acontecerá no dia 27/11/2013, como
programação paralela, no VIII CBA. O seminário acontecerá das 14-18h,
no Auditório Figueira - PUCRS.

PPS de Marabá têm nova composição

O Partido Popular Socialista (PPS), o mesmo que elegeu o prefeito de Marabá João Salame, que agora está no PROS, tem nova diretoria em Marabá: o ex-presidente da OAB Haroldo Júnior presidirá a agremiação. Já Rizomar Daniel Castro será o vice-presidente; O advogado e jornalista
Ademir Braz é o  secretário geral; membros: Adebral Lima Favacho Júnior, Benezilda Pereira Lima, Hosana Vieira da Silva Brito e Maurílio Ferraida dos Santos.

A SAGA DE UM CASTANHEIRO

FÉLIX RIBEIRO MARTINS, mais conhecido como  FELIM, embora sua certidão de nascimento registre o seu  assento em 26/06/1935, no município de Marabá, ele nasceu  no município de Araguatins, na época Estado de Goiás, hoje Tocantins, e estima-se que tenha muito mais anos do que o declarado, pois seu documento original foi queimado durante a  Guerrilha do Araguaia.

Félix era o 3º filho do casal Pedro Martins dos Santos e Salustiana Ribeiro Souza. Seu pai morreu quando ele tinha apenas 08 anos de idade, motivo que o levou a trabalhar cedo com os outros três irmãos para poder garantir o sustento da família que vivia basicamente da agricultura e da pecuária. Seus irmãos eram Raimunda Ribeiro Martins, conhecida como Mundica, José Ribeiro Martins e Davi Ribeiro Martins.

Alguns anos depois a sua mãe, Salustiana Ribeiro Souza, casou-se com Raimundo Paraguaia de Freitas, pequeno fazendeiro que possuía 600 cabeças de gado. Este passou a ser o pai de Félix e de seus demais irmãos.

Mas não demoraria muito para Félix “caí no trecho” em busca de sua independência financeira. Em meados de 1953, ele segue o exemplo de seu irmão mais velho e viaja para o município de Xambioá para trabalhar no garimpo do Chiqueirão. Em Xambioá, numa festa de Cabaré, ele conheceu Maria Pereira Moura, mais conhecida como Maria Moura, que nos dizeres dele era uma “jovem boneca” que perdera a mãe durante o seu parto e estava iniciando a vida de mulher, a exemplo de outras mulheres retirantes da época.

Maria Moura havia vindo de Imperatriz - Estado do Maranhão, fugindo de um casamento arrumado pelas freiras no convento onde morava desde criança. O Pai de Maria Moura era Estevam Moura, quem lhe entregou sob os cuidados das freiras no convento de Imperatriz, depois que perdeu a esposa durante o parto que deu a luz a Maria Moura. Como não tinha condições de criar a filha, pois além de culpá-la pela perda da esposa, ainda precisava trabalhar de lavrador numa terra em Jatobá/MA, deixou-a no convento.

No ano de 1957, depois de passar em Araguatins para deixar dinheiro para sua Mãe, Félix Martins viajou de barco para o município de Marabá, Estado do Pará, onde passou a viver por quase toda a vida. Desde então perdeu contato com a sua mãe e demais familiares. Ao chegar em Marabá teve notícias de que Maria Moura estava levando a vida de mulher solteira na rua “Canela Fina”, velha Marabá e já tinha uma “penca de filhos”.

Desde então Félix passou a trabalhar muito. Foi mariscador de diamante nos Rios Tocantins e Itacaiúnas, trabalhou como castanheiro e tropeiro no polígono dos castanhais e peão de fazenda por mais de 40 anos na região. Nesta época Marabá liderava na produção de castanha-do-Pará, matéria prima no auge do mercado da economia nacional e mundial.

Não demoraria muito para Félix juntar-se com Maria Moura. Segundo ele, quando foi para se juntar com Maria, ela o alertou: “quem ama o cão deve amar o balcão”, informando-o que tinha uma “penca de filhos” e se ele estaria disposto a assumi-la teria que aceitar seus filhos, pois já havia dado alguns filhos por falta de condições de criá-los e não estava mais disposta a dar mais nenhum filho. Como Félix era um homem muito generoso e sempre foi apaixonado por Maria Moura, resolveu aceitar o desafio e levou ela e seus filhos de avião para uma Fazenda, pois Maria havia sofrido perdas materiais com as cheias dos Rios Tocantins e Itacaiúnas e por isso não teve condições de ficar na cidade.

Com a comercialização da castanha em alta e as porções de terras devolutas em abundância, Félix adentrou as matas subindo o Rio Itacaiúnas até chegar ao Rio Parauapebas em busca do “ouro branco”, denominação dada a Castanha-do-Pará no auge de sua comercialização. Durante a coleta da castanha, Félix aproveitava para mariscar algumas peles de onça pintada e faturar algum dinheiro a mais. Ele dizia que durante as suas andanças nas matas sempre “esbarrava” com índios, mas que nunca foi atacado por eles e se fosse estava bem preparado com a sua espingarda e um bornal cheio de cartuchos.

Nessa ocasião ele se instalou a margem do Garimpo de Serra Pelada onde passou a viver como lavrador num pedaço de terra devoluta onde se localiza hoje uma das fazendas de uma família de goianos que despertaram cobiça pela região e valeu-se de influências políticas para obter junto ao governo da ditadura a apropriação de uma vasta área de terras devolutas, inclusive esta que Félix vinha habitando e trabalhando.

Desta forma se intensificou no Pará, especialmente na região de Carajás, a formação de grandes latifúndios e o surgimento de oligarquias. Como Félix não tinha grandes ambições e não era alfabetizado, reconheceu os novos donos das terras que até então não tinham donos e passou a trabalhar para eles à custa de alguns trocados e mantimentos, sem ter consciência do regime de exploração e escravidão em que estava sendo submetido.

Félix teve um único filho com Maria Moura em 1978. Juntos passaram a viver as custa do próprio trabalho, garantindo estudo e o mínimo para o sustento não somente de seu filho, como também dos outros filhos de sua mulher. Félix perdeu Maria Moura em 1999 e quatorze anos depois, em 12 de novembro de 2013, faleceu ao lado de seu filho, com quem viveu seus últimos anos no município de Parauapebas. A pedido, seu “Felim” foi sepultado no Cemitério da Saudade, município de Marabá, ao lado de sua amada Maria Moura, deixando o filho Raimundo Moura e um casal de netos, João Mateus e Maria Vitória. Até então a história de mais este castanheiro era anônima, mas que agora fica registrada para as futuras gerações.

Rumo a Porto Alegre

 5º Encontro Nacional de Grupos de Agroecologia (ENGA) será realizado durante os dias 25 a 29 de Novembro de 2013 em Porto Alegre (RS), as atividades ocorrerão buscando a sintonia e integração com o VIII Congresso Brasileiro de Agroecologia, tendo como base o Clube Farrapos (R. Prof. Cristiano Fischer, 1331, Bairro Jardim do Salso). Local bem próximo ao Centro de Eventos da PUC/RS onde ocorrerá atividades do CBA-Agroecologia.
Cuidando da saúde do planeta" é o tema do VIII Congresso Brasileiro de Agroecologia, um dos maiores eventos agroecológicos do mundo. Mais de 80 painelistas de renome internacional, mais de 1400 trabalhos científicos e relatos de experiências.
Entre os apresentadores de trabalho está o pôster que juntamente com ostros educadores do IFPA estarão presentes no evento.

Ação do IBAMA desmotiva Projeto de Quelônios


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

POLUIÇÃO VISUAL EM MARABÁ

Cansei de postar matéria denunciando a inercia dos governos de Marabá neste últimos 7 anos, entre elas sobre a poluição visual que assombra as pessoas e além de enfeiar a cidade ainda pode provocar acidente. É o caso de uma placa luminosa no inicio da VP que dá acesso a Casa Da Cultura saindo da Rodovia Transamazônica logo após o Pátio Marabá.

Ontem o Portal da Globo G1 detonou - veja abaixo


Quinta-feira, 21/11/2013, às 15:01, por Glauco Araújo

Poluição visual em Marabá

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A avenida Antônio Maia, em Marabá (PA), conhecida como rua do comércio, provoca certo desconforto visual em quem circula por ali. São inúmeras as placas de propagandas de estabelecimentos comerciais instalados na via ou nas ruas adjacentes.
No meio da via há um canteiro com árvores frondosas e copas generosas. Elas inevitavelmente oferecem aos pedestres uma chamativa sombra para amenizar o calor típico da região. Mas as simpáticas árvores precisam se "esforçar" para dividir espaço com as placas de publicidade.
MapaAndei por boa parte da avenida e não vi, pelo menos não nos canteiros centrais, sinalização de trânsito que indicasse informações básicas. Vi uma ou outra placa com nome de ruas, mas não encontrei uma com o nome da própria via em que eu estava.
A quantidade de placas de publicidade e o tamanho delas são espantosas. Elas ocupam espaço até sobre o asfalto da rua, onde poderia ter sinalização de trânsito ou semáforos. E mais: como precisam de sustentação, postes de todos os tamanhos ocupam o já pequeno espaço destinado ao fluxo de pedestres e consumidores pelas calçadas. Consumidores estes que são quase impedidos de circular com segurança e conforto frente aos "desafios e obstáculos" armados pelos responsáveis pelos estabelecimentos comerciais, que deveriam atrair os pedestres pelo que expõem em suas vitrines.
O que eu questiono aqui não é a publicidade em si, mas a aparente falta de controle, de ordenamento. A poluição visual desvaloriza os empreendimentos, torna o local feio e desagradável. Não sei o que os moradores de Marabá pensam sobre isso. Há um plano diretor? Há um planejamento urbanístico para minimizar o excesso de informação visual?
Marabá é conhecida por ser cosmopolita e poderia levar isso em consideração. Em 2011, quando estive na cidade pela primeira vez, tive a mesma impressão impactante e a sensação de poluição visual na mesma avenida e em seu entorno. Dois anos depois, não imaginava que fosse me impactar novamente. Será diferente na próxima visita?
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NEAm seleciona professores!

ATENÇÃO  DOCENTES!
Estão abertas as inscrições para o CURSO DE FORMAÇÃO DOCENTE EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL.
ATENÇÃO DOCENTES! Estão abertas as inscrições para o CURSO DE FORMAÇÃO DOCENTE EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL

1ª fase do Processo Seletivo Especial - Educação do Campo - UNIFESSPA

Saiu resultado 1ª fase do Processo Seletivo Especial - Educação do Campo - UNIFESSPA Marabá. Está disponível também o cronograma da 2ª fase: Entrevistas.

Clic AQUI

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Serra Pelada, o filme versus a história? 1

O Blog publica um interessante texto do professor Bruno Malheiro, vale apena refletir!
E claro! assistir o filme também!




Esses dias fui ao Shopping em Marabá assistir ao filme Serra Pelada, na segunda ou terceira seção aberta ao público, no novo único cinema da cidade. A euforia era grande, assim como a expectativa diante daquele momento, para mim, histórico. No cinema lotado, saltavam aos olhos vários senhores de idade que, mesmo antes do filme começar, lançavam frases do tipo: "eu participei dessa história".

Serra Pelada, o filme versus a história? (2)








Quando o filme começou, concentrei-me em seu enredo, mas em alguns momentos percebi vozes narrando acontecimentos por parte de quem participou deles na vida real e ali estavam. O que era incômodo para alguns, tornou-se a cereja do bolo para mim: o cinema estava repleto de personagens.

Serra Pelada, o filme versus a história? (3)



Com o desenrolar da película comecei a questionar se aqueles que o assistiam e protagonizaram esse momento da história do Brasil, realmente poderiam se sentir partícipes daquela narrativa. Entretanto, durante a exibição um fato era inquestionável: todos estavam atentos ao clima tenso, à fotografia impecável, à contagiante trilha sonora, ao formato hollywoodiano (em tempo, personagens, roteiro...) apresentado. Realmente é de perder o fôlego, um excelente entretenimento.


Mas aqui não quero me restringir ao filme em si, pois não sou crítico de cinema. Embora tente tatear em alguns assuntos cinematográficos e faça do filme o meu pretexto, aquilo que desejo fazer com este texto é uma análise de um sobrevivente destas bandas do Brasil que assistiu a um filme que trata de sua realidade próxima.

Serra Pelada, o filme versus a história? (4)



 

Antes de qualquer argumento é necessário que se diga: o filme realmente prende a atenção! E por ser bom é que tem uma capacidade magistral de construir, talvez pelo seu tom documental, uma marcante narrativa histórica ficcionada sobre Serra Pelada. E como toda narrativa histórica, a maneira em que é contada, quem a conta, quando e quantas histórias são contadas, quais são seus protagonistas; isso tudo, depende de maneira direta do poder, das relações que constroem as formas de narrar.
Uma película de orçamento superior a 10 milhões de reais e pretensões hollywoodianas, com um baita patrocínio da Caixa Econômica Federal (Instituição financeira fundamental na história do garimpo), além da Petrobras, de uma empresa de corretagem, inclusive de ouro, entre outras e, ainda, distribuído, além de outras distribuidoras, pela Globo Filmes, logicamente que seria uma trama que centralizaria pontos da história deixando outros sem explicação, ou mesmo no esconderijo da memória dos garimpeiros.


Serra Pelada, o filme versus a história? (5)

Mas para entrar definitivamente no filme, o primeiro ponto que gostaria de ressaltar é o lugar de onde se constrói a narrativa. O filme conta a saga de dois amigos que saíram de São Paulo para se empanturrar no eldorado amazônico, o que, aliais, concretiza-se depois das  várias reviravoltas que o filme dá: um final feliz, portanto. Isso pode de imediato não parecer muita coisa, mas é fundamental, pois por essa perspectiva de ver a história, define-se de onde se fala e do que se deseja falar. Os olhares sobre o lugar não vêm de um nordestino que chega a pé, ou mesmo de um "furão" (sujeitos conhecidos por entrarem de forma clandestina no garimpo, furando o bloqueio da Polícia Federal), mas do professor de São Paulo.

Serra Pelada, o filme versus a história? (6)

A história é, portanto, um acessório de luxo para um trailer que pretende mostrar como um lugar pode piorar um homem, isso tudo, com pitadas de um enfadonho romance e uma exagerada dose de faroeste.

O fato de nenhuma cena ter sido gravada em Serra Pelada, ou mesmo no município de Curionópolis ou Marabá, sendo apenas Belém filmada no Pará, demonstra o sobrevôo alto feito pelo filme em relação à história. A recriação da vila do "30" em cidade cenográfica, ou mesmo da própria mina, não seriam problemas se isso não significasse um distanciamento em relação ao lugar e as pessoas do lugar, suas histórias, suas análises, suas vidas...

Serra Pelada, o filme versus a história? (7)

O segundo ponto que gostaria de ressaltar advêm do primeiro: a covardia histórica do filme. Várias são as lacunas e os apagamentos e acredito que tudo o que não se mostra por opção é devido ao que por decisão se quer mostrar.
Qualquer um que queira entender um pouco mais de Serra Pelada deveria compreender o que foi, antes da descoberta do garimpo, a Guerrilha do Araguaia. Não há como falar de Serra Pelada sem tocar nesse fato marcante e um tanto ocultado da História do Brasil. Ainda no início da década de 1970, pelos caminhos do Araguaia, um movimento organizado pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B) contra o regime militar brasileiro eclodiu entre os estados do Pará, Maranhão e Tocantins (na época Goiás) e trouxe para a região um enorme aparato militar de repressão, aparato este até hoje presente na paisagem de Marabá, na forma de brigadas, batalhões... E é nesse cenário que a Figura de Sebastião Curió assume relevância, pois o mesmo comandará a repressão ao movimento. Seis anos após vários assassinatos e o aniquilamento das lideranças do movimento, em 1980, o que significaria para o Governo Militar do Brasil a descoberta da maior mina de ouro do mundo nas proximidades do Araguaia e de lugares onde havia uma efervescência de um movimento dos posseiros pela terra? A resposta é óbvia: financiamento do "perigo vermelho"! Por isso, o mesmo sujeito que agiu contra a guerrilha virá com a intenção de fechar o garimpo: Sebastião Curió, que também não é personagem nem ficcionado no filme.

Serra Pelada: O filme versus a História? (8)

A operação frustrada de fechamento do garimpo gerou um aparato de vigilância, controle e punição comandado por Curió no local. E, nesse particular, os relatos mostram que a maior violência praticada no garimpo era a dos próprios policiais. São vários os relatos de chacinas, impedimento para a organização de cooperativas e de mortes envolvendo o aparato  

de repressão, com a intenção de deixar o clima cada vez mais tenso, que caminhasse ao fechamento do garimpo para os garimpeiros. Logicamente que é preciso que se diga que alguns grupos internacionais ligados à mineração, associados ao Estado naquele momento, não viam com bons olhos aquela concentração humana, mas o fato é que não existe nenhum personagem de destaque no filme que esteja ligado ao Estado.

Serra Pelada, o filme versus a história? (9)

O faroeste amazônico que alguns matam por prazer, outros sem motivo nem planejamento. Os fatos mostrados pelos fatos para que o sangue seja protagonista das cenas é uma imagem um tanto distante do que a memória histórica dos garimpeiros revela. Não que a violência não existisse, mas não eram apenas as rixas entre donos de barranco, ou o frenesi da ganância que matavam. Não podemos esquecer o massacre de São Bonifácio que ocorreu em Marabá na ponte sobre o rio Tocantins, em 29 de dezembro de 1987. Conflito entre os garimpeiros de Serra Pelada e a Polícia Militar do Pará com o auxílio do Exército Brasileiro que registrou setenta e nove garimpeiros desaparecidos, não sendo identificada nenhuma morte por parte das tropas da Polícia e do Exército. Talvez as melhores metáforas do faroeste amazônico sejam o conjunto de massacres, protagonizados pelo Estado e sua polícia, que aqui deixaram marcas em guerrilheiros, em garimpeiros, em sem terra...
A terceira linha de raciocínio que gostaria de retratar é uma contradição bem simples e evidente: a Caixa Econômica Federal, principal financiadora do filme, recebeu, segundo o Banco Central, mais de 900 quilos de ouro extraídos de Serra Pelada, mas não repassou o dinheiro aos garimpeiros, que há mais de vinte anos cobram mais de R$ 400 milhões deste banco, que nega o montante do débito e tem conseguido, por meio de manobras judiciais, retardar o pagamento. No filme, quando se fala da Caixa, apenas se mostra o preço justo pago pelo ouro... Mais uma vez coloca-se o curativo para não mostrar a ferida aberta.

Serra Pelada, o filme versus a história? (10)

O último ponto que gostaria de deixar para a reflexão é a falta de preocupação do filme com Serra Pelada. Embora seja demarcado temporalmente, talvez o filme pudesse, mesmo que através de metáforas, tratar da dramática situação atual do garimpo... Lógico que seria pedir demais diante de todos os argumentos anteriores. Mas o fato é que vivemos hoje uma nova corrida do ouro em Serra Pelada comandada pela empresa canadense Colossus que conseguiu o direito de lavra da mina através de acordo com a Cooperativa Mista dos Garimpeiros de Serra Pelada, acordo que começou com a distribuição dos minérios extraídos em 51% para a empresa e 49% aos garimpeiros, mas que se modificou em favor da empresa posteriormente e hoje está envolvido em um conjunto de denúncias do Ministério Público, que encontrou depósitos da empresa em nome particular de garimpeiros, bem como irregularidades nas eleições da cooperativa associada. De todo modo, o clima é de tensão total, não sem razão um acampamento de mais de quatro mil garimpeiros envelhecidos foi
montado em frente ao portão central da empresa que cercou a mina e opera com ajuda de escoltas armadas e da própria tropa de choque da polícia militar. Esse atual contexto não parece objeto de preocupação de diretor, dos atores...
Como os domínios de representação que são criados pela indústria cinematográfica criam verdades e difundem uma narrativa histórica única dos lugares, este texto é apenas para dizer: outras histórias devem ser ditas e ouvidas de Serra Pelada.
Bruno Malheiro, 19 de novembro de 2013.

Mensaleiros na cadeia

A prisão nesta semana de 11 dos 12 mensaleiros condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pode ser visto como "um fio de justiça, um avanço" no Brasil.

Deputado Gabriel Guerreiro é cassado

 
 
A depender do Tribunal Regional Eleitoral no Pará, o sindicalista José Francisco de Jesus Pantoja Pereira, o Zé Francisco, poderá assumir a qualquer momento o cargo de deputado estadual, na vaga do deputado Gabriel Guerreiro, do Partido Verde, que teve seu mandato cassado ontem pela corte eleitoral paraense.
Nesta manhã, Zé Francisco declarou que a decisão do TRE ainda é passível de recurso, mas que a corte poderá convocá-lo para a diplomação. Segundo o presidente estadual da UGT, a regra eleitoral diz que, quando um suplente deixa o partido, imediatamente o segundo suplente deve requerer a vaga, prazo este que termina com 30 dias após a saída do primeiro suplente. Pois bem, ele deixou o PV em fevereiro e, até hoje, nenhum dos quatro suplentes requereu, junto ao TRE, a vaga da primeira suplência. Por este entendimento, diz Zé Francisco, a vaga é sua, não obstante o fato de, atualmente, também exercer a função de presidente estadual do Partido da Mobilização Nacional – PMN, no qual vai para a disputa eleitoral em 2014 pleiteando a eleição para deputado estadual.
Em 2010, Zé Francisco obteve cerca de 22 mil votos, atrás de Gabriel Guerreiro. “O deputado Gabriel Guerreiro é meu amigo e está recorrendo. Eu vou aguardar o entendimento do TRE para ver como vão ficar as coisas”, disse Zé Francisco.
 
 
MANDATO CASSADO
 
O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE) cassou ontem o mandato do deputado estadual Gabriel Guerreiro (PV), acusado pelo Ministério Público Eleitoral de conduta vedada e abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2010. A ação do MP Eleitoral se baseou em investigações da Polícia Federal sobre um esquema de liberação de planos de manejo que se instalou na Secretaria de Meio Ambiente (Sema) do estado, desarticulado durante a operação Alvorecer, em dezembro de 2010. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A mesma investigação já levou à cassação do mandato do deputado federal Cláudio Puty (PT), que conseguiu uma liminar do TSE para se manter na legislatura. No caso de Guerreiro, ex-titular da pasta de meio ambiente, ele foi flagrado em escutas telefônicas autorizadas judicialmente, solicitando a liberação de planos de manejo. O interlocutor era o então secretário-adjunto José Cláudio Cunha, que já foi condenado a perda dos direitos políticos pelo TRE.
As provas colhidas pela PF e pelo MPF demonstraram o envolvimento do então candidato no esquema. Planos de manejo madeireiro, aprovados irregularmente, eram usados como moeda de troca para apoio político e votos. A maioria das ligações detectadas entre Guerreiro e os funcionários que eram parte do esquema na Sema aconteceu nas semanas que antecederam as eleições.
O MP Eleitoral encontrou evidências também de captação ilícita de sufrágio (compra de votos), mas o TRE não concordou com a acusação. O pleno do Tribunal condenou o deputado, no entanto, por conduta vedada e abuso de poder. No processo que tratava da conduta vedada, a condenação foi unânime. No processo que tratava do abuso de poder político e econômico, o deputado foi condenado por maioria de votos. A relatora dos dois processos era a juíza Eva do Amaral Coelho.

Central Sindical intermedia possível greve dos policiais

Os policiais civis do Estado do Pará promoverão hoje à noite, a partir das 19h, na Associação dos Policiais Militares, na Avenida Pedro Miranda, próximo à Avenida Dr. Freitas, no bairro da Sacramenta, em Belém, assembleia geral deliberativa com fulcro de discutir as propostas da categoria não aceitas em negociação com o governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Administração e possível deflagração de greve geral, por tempo indeterminado. O Sindicato dos Policiais Civis – SINDPOL, que é filiado à UGT Pará, também conta com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Pará.
Segundo o presidente da UGT Pará, sindicalista Zé Francisco, que vai participar da assembleia desta noite, a UGT vem buscando intermediar as negociações entre os policiais e o governo do Estado, porém, isso está sendo cada vez mais dificultado pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, pela Delegacia Geral e pela secretária de Administração Alice Viana, para quem só interessa pagar os 9% concedidos pelo governo estadual a todas as categorias profissionais do funcionalismo público.
Os policiais exigem a incorporação do abono aos salários, bem como, melhores condições de trabalho, horas extras e uma série de outras vantagens. Zé Francisco disse que a deflagração de uma greve será extremamente prejudicial a toda a população paraense, que já sente falta de segurança com os policiais nas ruas. “Sem polícia, isso aqui vai virar um caos e a culpa é da delegacia geral e da secretaria de Segurança Pública; talvez nem seja culpa total do governador Simão Jatene”, disse o sindicalista.
Zé lembrou do recente episódio da morte da diretora-fundadora da UGT Pará, Feliciana, cujo marido, também policial civil, foi baleado na mesma oportunidade e acabou morrendo poucos dias depois, ao intervir em um assalto ocorrido em pleno centro de Belém, há menos de um mês. “Isso gerou insatisfação. As polícias Civil e Militar comungam dos mesmos problemas e hoje à noite nós vamos nos encontrar em assembleia geral. Caso o governo do Estado não aceite mesmo dialogar com a categoria, infelizmente, o caminho é a greve”, disse Zé Francisco.
 
EXPEDIENTE
União Geral dos Trabalhadores no Pará

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

II SEMANA PAN-AMAZÔNICA DA UNIFESSPA: ENTRELUGARES, CULTURAS E SABERES

PROGRAMAÇÃO:
·         1º Dia (10/12/13)
15:00 às 17:00: Credenciamento
17:00 às 18:30: Apresentação cultural indígena em pintura corporal
18:30: Mesa de abertura oficial- docentes do GPELLC-PAM
19:00: Palestra - Religiosidade cabocla nas Amazônias- Prof. Dr. Aldrin Figueiredo
·         2º Dia (11/12/13)
8:30 às 10:30: Mesa redonda: Pesquisa linguística, ensino de língua e identidade nas Amazônias. (Prof.ªDra. Ediene Pena Ferreira, Prof.ª Dra. Marilúcia Barros de Oliveira, Prof.ª Dra. Eliane Pereira Machado Soares).
10:30 às 12:00: Mesa redonda: Formação de professores de línguas nas Amazônias- Profª Ma Luciana Kinoshita e Profª Drª Isabel Rodrigues
14:00 às 18:00: Sessões de comunicação
19:00: Projeção de filme
·         3º Dia (12/12/13)
8h às 10h: Mesa redonda- Literatura e diferença cultural: questões de gênero ético racial nas Amazônia (Prof.ªDra Zélia Amador de Deus, Prof.ª Dra. Eunice Pereira dos Santos e Profª Ailce Margarida Negreiros Alves).
10:00 às 12:00: Literatura, imaginários e mobilidades culturais nas Amazônias- Prof. Dr. Gilson Penalva, Profª Drª RosaAcevedo, Prof Me Josiclei Souza e Prof Dr. Aldrin Figueiredo.
14:00 às 18:00: Sessões de comunicação.
19:00:  Projeção de filme- Prof Me Josiclei Souza.
          4º Dia (13/12/13)
8:00 às 10:00: Palestra: A Pan-amazônia como uma área cultural na Modernidade Tardia- Prof.ªDra. Rosa Acevedo Marin.
10:00 às 12:00: Palestra-   “Benedito Nunes e o pensamento crítico na Amazônia” – Profª Drª Maria de Fátima Nascimento.
14:00 às 16:00: Mesa-redonda- Literatura, geografia e outras imaginações: diálogos possíveis- Prof. Dr. Marcos Mascarenhas Barbosa Rodrigues- UNIFESSPA, Prof.ª Dra. Elisabete Lemos Vidal- UFPA e Prof. Sheila Luiza- Rede Municipal de Marabá.
16:00 às 18:00: Mesa-redonda- Diálogos: Marabá 100 anos depois: vivências e impressões literárias- Profª Vanda Mello- São Félix, Profª Ana- Cabelo Seco, Ademir Braz- Poeta e João Brasil Monteiro: Relatos de um escritor marabaense.
18 às 19h: Atividade cultural indígena
19:00- Atividade cultural
          -Varal de Poesia

sexta-feira, 4 de outubro de 2013


Datas importantes:

Inscrição com apresentação de trabalho (envio do resumo): 20/10 a 20/11
Envio da carta de aceite: 30/11 
Inscrição sem apresentação de trabalho: 20/10 a 30/11.
Valores:
Com apresentação de trabalho R$ 15,00
Sem apresentação de trabalho R$ 10,00

                     Ficha de inscrição 
Preencher a ficha de inscrição e enviá-la para os emails dos coordenadores do Grupo de trabalho selecionado. 



II SEMANA PAN-AMAZÔNICA DA UNIFESSPA: ENTRELUGARES, CULTURAS E SABERES
10 a 13 de dezembro de 2013

unifesspa

Ficha de Inscrição


Nome completo:

Filiação institucional:                                         
Ocupação (professor, estudante etc.):


Titulação
Graduando (      )      Graduação (      )      Especialista (      )      Mestre (      )      Doutor (     )
E-mail:
Telefone:
Celular:
Categoria de inscrição (marque apenas uma, com “X”)

COM APRESENTAÇÃO DE TRABALHO


SEM APRESENTAÇÃO DE TRABALHO
         
Título do trabalho (somente em caso de inscrição com apresentação):
Resumo:


Grupos de trabalho- Estudos Linguísticos
( )Variação e Diversidade linguística nas Amazônias- elianema@ufpa.br e paulodasilvalima@yahoo.com.br
(   ) Ensino-aprendizagem de língua estrangeira nas Amazônias- lucianaks85@yahoo.com.br
(   ) Discurso e ensino-aprendizagem de línguas nas Amazônias- janibel8@yahoo.com.br
(    )  Ensino do Português na Amazônia: Desafios e Possibilidades no Sul e Sudeste Paraense.   paulodasilvalima@yahoo.com.br

Grupo de trabalho- Estudos Literários
(   ) Literatura Comparada e Estudos Culturais nas Amazônias- gilpena@ufpa.br
(   ) Literatura, memória e identidade nas Amazônias- gilpena@ufpa.br e josicleisouza@yahoo.com.br
(   ) Literatura e Cultura nas Amazônias- josicleisouza@yahoo.com.br














MODELO PARA APRESENTAÇÃO DOS RESUMOS:





TÍTULO DO TRABALHO


NOME DO AUTOR(Instituição)[1]






RESUMO: Coloque aqui o seu resumo do seu trabalho em Times New Roman 12 com 300 a 500 palavras, justificado, com espaçamento de 1,5.



Palavras-chave: Palavra; palavra; palavra (de três a cinco).