quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Central Sindical intermedia possível greve dos policiais

Os policiais civis do Estado do Pará promoverão hoje à noite, a partir das 19h, na Associação dos Policiais Militares, na Avenida Pedro Miranda, próximo à Avenida Dr. Freitas, no bairro da Sacramenta, em Belém, assembleia geral deliberativa com fulcro de discutir as propostas da categoria não aceitas em negociação com o governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Administração e possível deflagração de greve geral, por tempo indeterminado. O Sindicato dos Policiais Civis – SINDPOL, que é filiado à UGT Pará, também conta com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Pará.
Segundo o presidente da UGT Pará, sindicalista Zé Francisco, que vai participar da assembleia desta noite, a UGT vem buscando intermediar as negociações entre os policiais e o governo do Estado, porém, isso está sendo cada vez mais dificultado pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, pela Delegacia Geral e pela secretária de Administração Alice Viana, para quem só interessa pagar os 9% concedidos pelo governo estadual a todas as categorias profissionais do funcionalismo público.
Os policiais exigem a incorporação do abono aos salários, bem como, melhores condições de trabalho, horas extras e uma série de outras vantagens. Zé Francisco disse que a deflagração de uma greve será extremamente prejudicial a toda a população paraense, que já sente falta de segurança com os policiais nas ruas. “Sem polícia, isso aqui vai virar um caos e a culpa é da delegacia geral e da secretaria de Segurança Pública; talvez nem seja culpa total do governador Simão Jatene”, disse o sindicalista.
Zé lembrou do recente episódio da morte da diretora-fundadora da UGT Pará, Feliciana, cujo marido, também policial civil, foi baleado na mesma oportunidade e acabou morrendo poucos dias depois, ao intervir em um assalto ocorrido em pleno centro de Belém, há menos de um mês. “Isso gerou insatisfação. As polícias Civil e Militar comungam dos mesmos problemas e hoje à noite nós vamos nos encontrar em assembleia geral. Caso o governo do Estado não aceite mesmo dialogar com a categoria, infelizmente, o caminho é a greve”, disse Zé Francisco.
 
EXPEDIENTE
União Geral dos Trabalhadores no Pará

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