quarta-feira, 23 de outubro de 2013


NÃO À TIRANIA DA COORDENADORA GERAL DO SINTEPP DE PARAUAPEBAS

O SINTEPP completa 30 anos de lutas e conquistas em defesa do serviço público e dos trabalhadores da educação do Estado do Pará. O SINTEPP sempre lutou pela garantia dos princípios fundamentais da Administração Pública, que são: a legalidade, a impessoalidade, a moralidade, a publicidade, a urbanidade e a democracia participativa.

Infelizmente, no município de Parauapebas, nossa Subsede está tomando uma direção errada e vem perdendo a sua credibilidade. A atual Coordenadora Geral do SINTEPP Parauapebas, senhora Luciene Moitihno, não aceita ser avaliada pela categoria, por isso procura coagir filiados e coordenadores do SINTEPP na delegacia de polícia. No dia 22/10/2013 os coordenadores Raimundo Moura, Rosemiro Fiel e o filiado e ex-tesoureiro do SINTEPP, Raimundo Santana, foram intimados a comparecerem na delegacia para prestar esclarecimentos sobre uma nota anônima que foi veiculada nas escolas e que questiona a postura e as ações desta Coordenadora Geral do SINTEPP.

A atitude desta senhora fere profundamente o Estatuto do SINTEPP e a democracia conquistada em anos de chumbo; como se não bastasse negociar com o governo sem consultar a base, utiliza-se da força policial para tentar calar a boca de professores que são contrários a sua atitude autoritária. Ressaltamos que não é a primeira vez que ela age desta forma. Em 2010 fez a mesma coisa com as professoras Andréia e Socorro e com o professor e ex-coordenador do SINTEPP, Carlos Augusto, também expulso na época pela Luciene Moitinho.

Não nos calaremos, por isso na qualidade de coordenadores da Subsede do SINTEPP de Parauapebas e preocupados com o RUMO ERRADO que nossa subsede vem tomando, denunciamos os desmandos da senhora Luciene Moitinho em nossa Subsede.

1.     Esta senhora utiliza-se da influência de Coordenadora Geral do SINTEPP para empregar os filhos e amigos na Prefeitura Municipal de Paraupebas. Hoje ela tem um número excessivo de contratos na Prefeitura. Como exemplo, citamos algumas situações contratuais: o presidente da Comissão Eleitoral da última eleição da Subsede de Parauapebas virou diretor da educação indígena; o secretário virou coordenador de escola e o assessor político que foi importado por ela de Belém, também tem um contrato na prefeitura, ou seja, mais uma liberação ilegal para a Subsede. Essa situação é totalmente imoral para um sindicato combativo e de luta como o SINTEPP e comprometedor para a Prefeitura.

 

2.    Apesar do Estatuto do SINTEPP garantir a proporcionalidade qualificada em sua composição, a senhora Luciene Moitinho não respeita a nossa participação nas comissões de trabalho e negociação com o governo. Por último tentou impedir a nossa participação no Congresso Regional do SINTEPP que aconteceu em Marabá nos dias 17, 18 e 19/10/2013. Tivemos que ir por conta própria e solicitar a plenária do congresso o nosso credenciamento como delegados. Para nossa surpresa estavam lá seu filho mais novo como um dos delegados do congresso e o assessor político Samir Mamed, os dois contratados pela prefeitura para atuarem em nosso sindicato ilegalmente. Que facilidade a senhora Luciene tem para empregar seus filhos na prefeitura e mais o seu assessor político, sem falar de outros parentes e amigos?

 

3.     Neste segundo semestre de 2013, foi editada pela SEMED a circular 005 que reduziu e alterou a carga horária de muitos educadores e a senhora Luciene Moitinho não chamou sequer uma assembléia geral para avaliar a situação com a categoria. Preferiu dedicar-se a sua campanha para ser Coordenadora Regional do SINTEPP, por isso passou os últimos meses rodando os municípios da região à custa da Subsede de Parauapebas.

 

4.    O ex-tesoureiro da Subsede do SINTEPP, Raimundo Santana, expulso pela Luciene sem direito à defesa, denunciou no último congresso regional, que a senhora Luciene Moitinho tem a prática de ir até a Secretaria de Educação pedir a transferência e a redução de carga horária de servidores que lhe contraria. Ela fez isso com o Raimundo Moura e o Mariozan, como também com ele que teve sua carga horária reduzida este ano a pedido da mesma. Além disso, o Santana apresentou um depósito datado no dia 12/12/2012, no valor de R$ 11.120,00 em nome do cunhado dela. Existe ainda uma agenda onde o ex-tesoureiro anotava todos os repasses em espécies, autorizados pela Coordenadora do SINTEPP para pessoas do seu grupo político.

 

5.    Nossa Subsede, na gestão da senhora Luciene Moitinho, não colocou um tijolo no Clube do Servidor que encontra-se completamente abandonado. A casa da Subsede não oferece nenhum conforto aos seus filiados e o patrimônio do sindicato, a exemplo do carro e da moto estão sendo utilizados de forma incorreta. A Subsede do SINTEPP de Marabá arrecada menos que Parauapebas, mas conseguiu revitalizar a sua sede social, tem um clube campestre de fazer inveja e funcionários próprios com todos os direitos trabalhistas pagos. O que acontece com a arrecadação de Parauapebas já que a Coordenação Estadual veio aqui e comprovou todos os repasses efetuados na conta pessoal desta senhora, mesmo ela mentindo para categoria no período de greve?

 

6.     Solicitamos a vinda da Comissão de Ética do SINTEPP para apurar todas essas denúncias. Pedimos à categoria que fique alerta para a próxima Assembléia Geral. Não vamos deixar nosso sindicato virar agência de emprego. Vamos exigir concurso público para garantir o direito e a estabilidade de todos os trabalhadores da educação, como também um Plano de Cargo, Carreira e Salário que contemple os interesses da categoria e não apenas da “Panelinha Moitinho”. ASSEMBLÉIA GERAL JÁ!!! AUDITORIA NAS CONTAS DA SUBSEDE DE PARAUAPEBAS!!!

 

 

Parauapebas-Pará, 23 de outubro de 2013.

 

Rosemiro Laredo Fiel                            Raimundo Pereira Moura Martins               Heber Silem Sousa da Cunha

        Coordenador Geral do SINTEPP                        Coordenador de Formação                    Coord. Assuntos Educacionais

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