domingo, 16 de junho de 2013


Todo apoio a luta da juventude!

Rigler Aragão*

 

A juventude mais uma vez toma as ruas das maiores capitais do país. O motivo é o reajuste das tarifas de ônibus, que atende a necessidade de lucro de meia dúzia de empresários que oferecem um péssimo serviço de transporte coletivo a população. Os jovens de São Paulo e Rio de Janeiro dão o exemplo a ser seguido por todo país, mostram que estão atentos aos problemas sociais e querem fazer parte da história política do país.

 

Essas manifestações contra o reajuste de tarifas de ônibus que ocorreram esta semana em várias capitais do país não podem ser analisadas como fatos isolados da conjuntura nacional. Essas ações ganham força e mobilizam um número maior de jovens e trabalhadores por estarem relacionadas a estagnação econômica que vive o país, o descontrole da inflação e falta de política para juventude, que sofre com o desemprego, violência e que está se conectando com a juventude indignada que ocupa as praças e ruas de vários países, lutando por um outro futuro. 

 

Infelizmente, a criminalização deste movimento está ocorrendo. Primeiro, pela violência policial, agindo de forma truculenta, espancando estudantes e jovens trabalhadores que exercem seu direito de se manifestar, atitude que lembra a repressão e o policiamento dos movimentos sociais durante a ditadura militar. Segundo, pelos meios de comunicação, que tentam marginalizar o movimento dizendo que é baderneiro, violento e sem representatividade, descaracterizando um movimento político legítimo. No caso de São Paulo a juventude desafia a aliança PT/PSDB, duas máquinas partidárias, que representam os empresários e coordenam a repressão policial.   

 

Esse movimento já é nacional. Romperam o bloqueio da mídia e a violência policial, e se expressa em todo país, através da solidariedade nas redes sociais, nas universidades e escolas. É hora de intensificar em cada cidade de grande e médio porte a luta que passa pelo questionamento do transporte público, mas que tem haver com direito a cidade, política para juventude, como acesso a educação de qualidade, emprego, lazer, cultura e muito mais.

 

*Professor da UFPA – Campus de Marabá e militante do PSOL

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