quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sobre o incidente envolvendo a Policia do Jatene em Goianésia



NOTA DE ESCLARECIMENTO
Há 13 anos, a Pastoral da Juventude realiza, no período de Carnaval, o Congresso Jovem (CJ), tendo em média 400 jovens da Diocese de Marabá, que compreende 16 municípios da região Sudeste do Pará.
Dentro da programação do Congresso sempre fazemos marchas Contra Violências e o Extermínio de Jovens. Nesta caminhada refletimos as Políticas Públicas como: saúde, educação, segurança, cultura, lazer, etc. em âmbito municipal, estadual e federal. Metodologicamente, as reflexões são feitas em frente a órgãos públicos, porém não nos detemos em trazer à tona os problemas enfrentados pela juventude com as politicas públicas locais, mas analisamos a conjuntura nacional e regional dos serviços públicos.
Hoje pela manhã (12/02/2013) durante uma Marcha pacífica que a Pastoral da Juventude realizou em Goianésia fizemos uma parada em Frente ao quartel da Polícia Militar (PM), onde realizamos um momento de reflexão trazendo presente a segurança pública de Goianésia, da Região Sudeste do Pará, e do Brasil . Na fala, ressaltamos apenas o número insuficiente de agentes e de estrutura física para atender a demanda deste município; Sobre a região sudeste destacamos a suspeita de milícias que exterminam a juventude, citando como exemplo o assassinato de dois jovens da mesma família em Marabá, executados por policiais e que se tornou conhecido em todo o Estado.
A nível nacional, abordamos a falta de capacitação dos PM’s no que tange os Direitos Humanos, inclusive citamos a pesquisa realizada pela ONU, apontando o excesso de violência usada pela Polícia Militar durante suas operações[1]. Destacamos ainda por cima que, muitos dos problemas que a PM têm, podem ser reflexo da má remuneração dos agentes em condições de trabalho.
Neste sentido, como Pastoral da Juventude, pertencente à Igreja Católica, viemos a público esclarecer o mal entendido gerado com a Polícia Militar local, e pedimos desculpas se seus agentes se sentiram ofendidos com o nosso posicionamento enquanto jovens católicos e cidadãos brasileiros, amparados pela Constituição Federal, que em seu artigo 5º, dentre todos os direitos, garante a liberdade de expressão como princípio fundamental da República.

PJ


[1] Materia do Estadão sobre os estudos da ONU referente à Polícia Militar: http://m.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-diz-nao-a-ideia-da-onu-de-por-fim-a-pm,932755.htm

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