sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Paredon

O Ministério Público Estadual ingressou com nova denúncia contra a ex-vereadora Ismaelka Queiroz.

A primeira, de dezembro 2010, foi por conta de constatada improbidade administrativa. Esta, agora, decorre do rumoroso caso de uso indevido de veículo da Câmara, flagrado em voo rasante por cidades paulistas com objetivos nunca explicados. O MPE capitulou a aventura da então vereadora como improbidade administrativa e crime de desvio, em proveito próprio ou alheio, de bem público sob a sua posse. Isso dá, por baixo, na estimativa do MPE uns 14 anos de prisão (inicialmente em regime de reclusão).
Que eu me lembre, a Câmara chegou a reunir-se para penalizar a delinquente até, especulou-se, com a cassação do seu mandato. Mas, na véspera da avaliação, Ismaelka reuniu-se secretamente com os vereadores e, à força de seus argumentos (e que argumentos!), conseguiu a própria absolvição.
Que terá dito Elka a seus pares, que a absolveram imediatamente? Como advogado, eu gostaria de saber que argumentos poderosos foram aqueles, capazes de absolvê-la por crimes que, hoje, o MPE espera levá-la à cadeia.
Sobre o uso indevido dos veículos cedidos pela Casa, parece não ter adiantado o discurso da presidente Júlia Rosa na entrega recente da nova frota: “Espero que nesta legislatura, apesar de termos a Câmara numa composição maior, com 21 vereadores, os erros que ocorreram no passado com os parlamentares sirvam de instrumento de aprendizado para usar melhor cada carro com tran aparência que as pessoas querem no uso do bem público”, disse ela.
Não adiantou. A televisão já mostrou veículo adesivado estacionado em frente a supermercado, reafirmando a falta de seriedade de quem o utiliza.
É como diz leitor e amigo desta página: “A prática do alto clero marabaense continua com a mesma pompa: veículo pago com erário público, num domingo de carnaval à noite, estacionado em frente à casa do antigo rei. O engraçado é o indicativo que tal veículo carrega: “uso exclusivo em serviço”...
Ademir Braz

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