sábado, 2 de fevereiro de 2013

Desenvolvimento sem desmatamento???

Desenvolvimento rural é possível sem desmatamento, aponta estudo.É possível desenvolver a economia rural na Amazônia sem desmatar a região? Sim, e combater o desmatamento promovendo o crescimento deste setor da economia já é uma tendência desde 2007. É o que aponta recente estudo lançado pelo Imazon "Como desenvolver a economia rural sem desmatar a Amazônia".

De acordo com os autores, o fator crítico para aumentar a produção sem desmatar é aumentar a produtividade da agropecuária que, apesar dos avanços, ainda está abaixo do potencial. A produtividade média da pecuária, principal uso de áreas desmatadas, equivale a apenas um quarto do que poderia ser produzido usando as técnicas mais adequadas.

Os pesquisadores estimaram que seria possível suprir o aumento da demanda de carne projetada até 2022 aumentando a produtividade em torno de apenas 24% do pasto com potencial agronômico para a intensificação existente em 2007.

Assim, sem desmatar, até 2022 seria possível aumentar o valor da produção agropecuária em cerca de R$ 4 bilhões – um aumento de 16% do valor da produção agropecuária em 2010. A produção adicional sem desmatamento ainda empregaria aproximadamente 39 mil pessoas, segundo estimativas do Imazon. Seria necessário investir até R$ 1 bilhão por ano até 2022 – e este nível de investimento seria viável considerando que seria equivalente a cerca 70% do crédito rural anual médio concedido no bioma Amazônia para a pecuária entre 2005 e 2009.

Para que a produção agropecuária cresça apenas nas áreas já desmatadas, o poder público deverá corrigir falhas de políticas que desencorajam o investimento nessas áreas e outras que estimulam o desmatamento. “A cobrança devida do ITR, por exemplo, inibiria a ocupação da terra para uso especulativo, estimulando o uso produtivo e aumentando a arrecadação do Estado”, afirma o pesquisador Daniel Silva. Além disso, segundo o pesquisador, “a ineficiência do estado na regularização fundiária inibe investimentos produtivos sobre a terra, deixando margem ao uso meramente especulativo e para lavagem de dinheiro”, conclui.

Confira o estudo completo aqui.

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