segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

De que lado está a informação?

  1. HÁ ALGO DE PODRE NO REINO DA DINAMARCA

    Saiu uma matéria na página do jornalista Chagas Filho, www.marabanoticias.com, informando que a Secretaria de Estado de Transportes (Setran) vai republicar o edital de restauração da pista de rolamento da Rodovia PA-150, no trecho entre Goianésia do Pará e Morada Nova, em Marabá, informa também que a obra teria sido suspensa para se fazer uma readequação, e que seu edital será republicado. Diz ainda que o governo do estado garante a conclusão desse trecho.

    No blogue do Hiroshi há outra informação reproduzida do DIÁRIO ONLINE, dizendo que o governo do estado teria suspendido a licença para derrocagem do Tocantins. Vou publicar abaixo o que comentei naquele blogue:

    “Os formadores de opinião e políticos de Marabá devem parar com essa ideia de criar o ódio entre os povos. No fundo tudo isso tem como objetivo manobrar a massa a favor de determinado grupo político. É estranho as notícias darem conta de que a derrocagem só depende do governo federal, e do nada publicarem uma informação dessas, dizendo que o governo do Estado suspende licença. Realmente sem nenhuma base.”

    É preciso respeitar o leitor, ouvinte, o espectador na hora de publicar uma informação, ser o mais imparcial possível, pois o que sempre fica na notícia é a impressão primeira que ela causa.

    É como um meio de comunicação acusar alguém de pedofilia e depois descobrir-se que tudo não passou de um mal entendido. Nesse sentido creio que todos devem lembrar o que aconteceu em São Paulo, quando os donos de uma escola particular foram acusados de pedofilia. A escola foi colocada abaixo pela população revoltada, os donos foram presos, expostos nas mídias nacionais e quase linchados. Passado alguns anos a verdade veio à tona: a denúncia era falsa, foi feita por uma funcionária que teria sido demitida da escola, que por vingança fez a denúncia. Mas a impressão que ficou para toda sociedade é que os donos eram pedófilos, já que a verdade não foi amplamente divulgada e massificada pelos mesmos meios de comunicação que ajudaram a destruir a vida daquelas pessoas.

    Aqui em Marabá estamos vendo isso acontecendo com bastante freqüência: a verdade sendo distorcida em favor de grupos políticos e econômicos que querem manipular a opinião pública e criar o ódio.

    Não faz tanto tempo assim quando da crise das guseiras de Marabá, dois deputados, um federal da região e outro estadual aqui de Marabá, usaram os meios de comunicação para dizer que as guseiras estavam sendo levadas para o Maranhão. Eles quiseram passar a idéia para o povo que as parafernálias de uma guseira são iguais a de um parque de diversão, que podem ser levadas de um lado pra outro em um caminhão e montadas em qualquer lugar e de qualquer jeito (vejam como eles subestimam a inteligência dos outros), além de criar o ódio entre os povos dos dois estados que nada têm a ver com as jogadas políticas deles.

    Pouco tempo depois a Vale emite uma nota informando que não estava mais fornecendo material para aquelas ditas guseiras, porque as mesmas não tinham feito reflorestamento. Silêncio total sobre o assunto. Os dois parlamentares não voltaram nos mesmos meios de comunicação e com a mesma intensidade para desfazer o engano. Qual a impressão que ficou? Foi a primeira, de que estávamos sendo roubados pelos maranhenses.

    Agora recentemente apareceu outro boato dizendo que a Alpa estaria sendo levada para o Maranhão, que teria oferecido mais vantagens etc. Informações descabidas que só podem ter saído da mente de pessoas irresponsáveis.

    O que eles realmente querem fazer acontecer com esses discursos inflamados? O ódio, a segregação, a manipulação da opinião pública, tirar o voto do cidadão que fica revoltado com essas informações que ele não sabe que são falsas.

    É preciso muito cuidado com as informações que estamos lendo, vendo e ouvindo. Não sabemos de que lado está quem nos passa a informação.

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