quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Ameaçada de Morte, Laísa Santos ainda aguarda proteção policial 4

Quando foram mortos?

Foram assassinados juntos no dia 24 de maio de 2011, aqui mesmo no assentamento, a 4 quilômetros da casa deles. Estavam indo em direção à cidade numa moto e tiveram de parar em uma ponte velha. Era um ponto estratégico, onde dois pistoleiros estavam esperando. A investigação da Polícia Civil apontou como principal mandante um homem chamado Zé Rodrigues, que também está preso. Mas a Polícia Federal chegou a cinco nomes, pelas intercepções que foram feitas. Esses outros dois não estão presos.

Qual era a disputa em questão?
Esse Zé Rodrigues é um pequeno fazendeiro que comprou lotes de forma irregular no assentamento, em uma área que já era ocupada por três famílias havia mais de oito meses. Ele se achou no direito de expulsar, colocou fogo no acampamento. O Zé Cláudio e a Maria fizeram a denúncia na Pastoral da Terra e na polícia. Quando o Zé Rodrigues soube, falou que ia perder os lotes, mas que aquilo custaria muito caro para o casal. Foi a partir daí que souberam que iriam morrer. A Maria dizia que ele era perigoso e tinha um irmão pistoleiro, que acabou sendo um dos assassinos.

Houve outras mortes relacionadas?

Aqui na nossa área foram apenas os dois. Ele tinha 53 e ela, 52. Estavam juntos havia quase 26 anos. Mas em assentamentos vizinhos foram várias pessoas (a Anistia Internacional estima que sejam em torno de 20). O caso de mais destaque foi o da irmã Dorothy Stang (morta em 2005), em Anapu. Em Morada Nova, mataram um dos líderes, com a mulher e o filho. Então, são muitos casos que vêm ocorrendo pela questão da terra.

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