sábado, 29 de setembro de 2012

ATENÇÃO: NOVA PESQUISA!

Pesquisa da Ipsos Marplan revela que o rádio continua companheiro fiel dos brasileiros; as formas de consumi-lo, no entanto, já estão mudando
Bárbara Sacchitiello
Não foi a internet, nem a TV, nem os celulares e mídias móveis que tiraram a força do rádio. O meio, que completa 90 anos de presença no Brasil neste mês de setembro, continua marcando presença no cotidiano da população. Para traçar um panorama da força dessa mídia e detectar as novas formas de consumo do rádio, o Ipsos Marplan divulgou uma pesquisa inédita, que revela o grande alcance que o rádio ainda possui no País.


CAMPANHA O PASTOR NÃO MANDA NO SEU VOTO!

"Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelos do rebanho" (1 Pedro 5:2-3)
 
Considerando a temerosa inevitabilidade do "poder" que detém o pastor em uma determinada congregação, passei estes dias refletindo sobre o que se tem evidenciado como prática a partir do envolvimento de certas lideranças com o processo eleitoral.
Tais indivíduos profanam o serviço pastoral por duas razões. Primeiro por abandonarem a graça sublime do ministério pastoral, pois abdicam da vontade original de Deus por interesses pessoais. Segundo, por fazerem da igreja, direta ou indiretamente, um curral eleitoral. Muito perigoso por suas características de autoritarismo inbuída nesta situação.
Essa história de apoio a candidatos de forma "oficializada", é uma  posição de partidarização das igrejas assumem nestas eleições, com o uso desses espaços como currais eleitorais, o que e termina não garantindo o direito ao voto livre, e é também responsável pelo voto inconsciente. Sabemos da força numérica das igrejas, e essas opções  tentam medir força e ganhar status social e espaço no campo religioso com seus apoios, mas apresentam um elemento em comum: apoiam candidatos cujas posturas e discursos se colocam na posição de centro-direita, próxima das posturas ideológicas dessas lideranças evangélicas que vêm de uma tradição de leitura sociocultural conservadora, em especial nas questões voltadas à moralidade.
Estas denominações não revelam ter posicionamentos contundentes quanto às questões nacionais (economia, desiguladades sociais, trabalho escravo, cultura, meio-ambiente, a própria política). Suas preocupações são estreitas e pragmáticas: visam, por meio de suas ações na política (apoios ou campanhas para seus próprios candidatos), obter benefícios para a própria subsistência como igrejas. Por isso, apoiam candidatos que prometem assegurar direitos das igrejas e assistência a causas  bem umbiguistas.
E os fieis? São fieis também no atendimento ao apelo dos líderes por votos? A  idéia de que o pastor manda = fiel obedece não é tão automaticamente aplicável. Em pesquisas, significativo número de evangélicos responde que "talvez" obedeçam ao pastor. Isso porque há fatores mais fortes, relacionados à dinâmica social, que determinam a decisão do voto: fatores econômicos e fatores culturais muito especialmente.
Então, vale ressaltar a importância do voto livre, sem nenhum encurralamento, decidido pelo eleitor sem a intervenção do "ungido".

Carta do CIMI

Posicionamento da 33ª Assembleia do Cimi N II
Celebrando a vida e a luta dos povos indígenas na Amazônia.
Entre os dias 24 a 27 de setembro de 2012 o Cimi regional Norte II (Pará/Amapá) realizou sua 33ª assembleia, com o lema Celebrando a vida e a luta dos povos indígenas na Amazônia.
Avaliamos nossa caminhada junto aos povos indígenas nos últimos 40 anos, analisamos a conjuntura indigenista atual no país, refletimos sobre nossas motivações e convicções e apontamos as perspectivas da atuação do Cimi regional. Fazendo memória da caminhada, a partir dos relatos dos missionários e dos indígenas convidados constatamos que, apesar das grandes dificuldades e desafios, os povos indígenas conquistaram, neste período, com o apoio do Cimi e outros aliados, muitos avanços na consolidação de seus direitos e de reconhecimento junto a sociedade.
Lançando um olhar sobre a realidade indígena e Amazônica verificamos um cenário sombrio capaz, não só de retroceder em relação as importantes conquistas indígenas das últimas décadas, mas de comprometer toda a vida na região.
O interior da Amazônia está sendo intencionalmente esvaziado para satisfazer poderosos interesses econômicos externos. Ribeirinhos, indígenas, comunidades tradicionais e pequenos agricultores, que historicamente protegeram a região estão sendo obrigadas a migrar para as cidades devido a ausência ou a precarização das políticas públicas, tanto estaduais quanto federais, de promoção do bem estar das comunidades do avanço do agronegócio e pelos impactos de mega projetos de infraestrutura.
Os grandes projetos de transporte, energia, comunicação que compõem a IIRSA (Iniciativa de Integração da Infraestrutura Regional Sul Americana) e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) estão sendo implantados de forma autoritária, rápida, inconsequente e ao arrepio da legislação que assegura os direitos dos povos e comunidades tradicionais e da natureza.
Existe muita pressa em criar as condições para que os saqueadores se apropriem das riquezas da região e nenhuma preocupação ou cuidado com a vida. Com estratégias de sedução ou de intimidação como a criminalização das lutas populares, típica de governos autoritários, tenta-se quebrar toda e qualquer resistência, venha ela dos povos indígenas, comunidades tradicionais, de ambientalistas e mesmo do MPF.
As terras indígenas, unidades de conservação e outras áreas protegidas estão sendo consideradas estratégicas para a territorialização e acumulação do Capital. Para o acesso, controle e exploração da terra e dos recursos naturais nestes espaços está sendo modificado o Código Florestal e está em curso um violento ataque aos direitos indígenas e dos quilombolas, com a conivência e omissão do governo que tem a responsabilidade de cuidar do bem comum e zelar o patrimônio público. Insere-se também neste contexto a ameaça dos mercados de carbono e de contratos de REDD que comprometem a soberania, a autonomia e o controle do território dos povos indígenas.
Denunciamos uma vez mais o absurdo da construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu/PA. Compromete o ecossistema da região e a vida das comunidades indígenas e ribeirinhas. Além do lago, secará uma extensão de 100 km do rio Xingu. Afronta o direito a consulta prévia, livre e informada dessas comunidades previsto na Constituição Federal e na Convenção 169 da OIT. Baseia-se num Estudo de Impacto Ambiental inconsistente e mesmo assim muitas condicionantes nele previstas para o início das obras não foram cumpridas. Um projeto caríssimo, mesmo não mensurando os prejuízos sociais, culturais e ambientais, sendo arcado em grande medida com recursos públicos.
Os projetos de construção de um conjunto de hidrelétricas na bacia do Rio Tapajós seguem o mesmo caminho, projetando danos irreversíveis para os povos indígenas, comunidades ribeirinhas e ao meio ambiente. Os estudos de impacto ambiental para a construção da hidrelétrica de São Luiz no médio Tapajós já estão em ritmo acelerado, desrespeitando o direito a consulta prévia das comunidades locais e o estudo de bacia exigido pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).
Aumenta o saque dos recursos naturais do povo da Amazônia, através da expansão da mineração na região sul e sudeste do estado do Pará, promovendo a concentração da riqueza na mão de poucos e socializando os prejuízos. Grande parte da energia a ser produzida na Amazônia com as hidrelétricas pagas com o dinheiro público vai ser destinada, a preços subsidiados, para projetos de mineração, inclusive em terras indígenas, caso seja aprovado o PL 1610 que tramita no Congresso Nacional em regime de urgência.
Paradoxalmente aos grandes investimentos que estão sendo feitos no Pará para viabilizar a super exploração dos recursos naturais e a fortuna das grandes empresas, encontra-se lamentável a situação da educação escolar indígena no estado do Pará, que se configura como uma das piores de todo o país.
Situação caótica também encontra-se a situação da saúde indígena que reflete a falta de prioridade do governo e a sua política autoritária de implantação de políticas públicas de saúde sem considerar a realidade dos povos.
Diante dessa realidade convocamos todas as pessoas e organizações da sociedade civil preocupadas com o futuro para criar uma força política capaz de inviabilizar o projeto dos saqueadores e a pensar a Amazônia para além das fronteiras dos países, a partir da sabedoria milenar dos povos indígenas, da experiência das comunidades tradicionais, em benefício da coletividade.
Javé disse: eu vi muito bem a miséria do meu povo. Ouvi o seu clamor contra os seus opressores e seus sofrimentos. Por isso desci para libertá-lo, (Êxodo 3,7)
Belém, 27 de Setembro de 2012
Conselho Indígenista Missionário –Regional Norte II

Aos vendedores de ilusão!


Pedra já cantada. A Alpa não vai acontecer

OS CANDIDATOS DE PLANTÃO QUE VIVEM NA TELEVISÃO VENDENDO ILUSÃO, QUE MUDE O DISCURSO. TODOS LEMBRAM DA CAMPANHA O "SALABO É NOSSO", DE UMA OUTRA QUE TENTATAVA INPEDIR UMA CONSTRUÇÃO DE UMA SIDERÚRGICA NO MARANHÃO. E AGORA DA MALFADADA AÇOS LAMINADOS.
VAMOS PARAR DE ENGANAR OS ELEITORES E FALAR A VERDADE, VEJA O QUE DIZ MATÉRIA DO JORNAL VALOR ECONôMICO.



Leia AQUI

Rondon do Pará em evidência

A prefeita, o juiz e o delegado

Rondon do Pará viveu hoje um dia atípico. A cidade parou de manhã para acompanhar o julgamento, pelo Pleno do TJE-PA, da queixa-crime proposta pela prefeita do município, Shirley Cristina de Barros Malcher (PSDB), contra o juiz da Comarca, Gabriel Costa Ribeiro.

A prefeita acusou o magistrado de calúnia e de difamação por ter destacado, sentenciando Mandado de Segurança, trechos da petição inicial que ela considera atingir sua honra.

Os magistrados rejeitaram a ação, à unanimidade. O relator, desembargador João Maroja, ressaltou que “não emerge dos autos qual razão explicaria a alegada má fé do juiz da Comarca que, até onde se percebe, agiu apenas no exercício de seu munus”. Observou que “avulta-se a ausência de dolo na mera transcrição de trechos da petição inicial, que como o próprio acusado esclarece, é uma questão de estilo, e até mais do que isso, é um procedimento de segurança, a fim de tornar evidentes as razões de cada parte litigante”. E concluiu estar “convencido de que o juiz Gabriel Costa Ribeiro não cometeu os delitos que lhe são imputados; que, ao contrário, no mais lídimo exercício da atividade jurisdicional, apenas narrou as pretensões das partes de acordo com as alegações delas mesmas; e que determinou a comunicação à Polícia Federal para apuração de eventuais irregularidades na gestão da querelante por estrito dever de ofício”.

A população festejou a decisão do TJE-PA com muitos fogos de artifício. À tarde, por volta das 15 horas, o governador Simão Jatene(PSDB) chegou com grande comitiva no município, a fim de participar do grande comício da prefeita recandidata, que vinha sendo anunciado para esta noite, na Praça da Paz, no centro da cidade, com início às 19 horas.

Jatene e a prefeita desfilaram em carro aberto em Rondon. Mas a carreata recebeu tantas vaias que o governador não ficou para o comício. Foi embora por volta das 17:30h.

Dica para o governador: tanto desagrado da população é por conta da prefeita ter, por motivos políticos e com o aval do governo do Estado, conseguido tirar o competente delegado de polícia de Rondon do Pará, que vinha fazendo um eficaz trabalho em parceria com o juiz da Comarca, Gabriel Costa Ribeiro, um dos mais honrados e dedicados magistrados do Pará. Os munícipes, que sentem na carne os ataques da bandidagem, sabem reconhecer quem faz um bom trabalho. Simples assim.
Postado por Franssinete Florenzano às 22:57 “

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Revista Ponto de Partida recebe trabalhos

Começa neste mês de setembro de 2012 o processo de avaliação dos artigos
já submetidos à Revista Ponto de Partida. Os avaliadores deverão elaborar
seus pareceres até outubro, quando a editoria da revista passará a
organizar o formato do primeiro número. É somente após lançar o primeiro
número que a revista pode solicitar ISSN à Biblioteca Nacional. Recordamos
que a revista funciona em fluxo contínuo, de modo que os autores podem
continuar submetendo trabalhos normalmente.

Grata a todos pela participação e disposição em contribuir

Hildete Pereira dos Anjos
Pela Equipe
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Revista Ponto de Partida
http://revistapontodepartida.ufpa.br/index.php/rpp

A fantasia das pesquisas em Marabá

Não precisa ser nenhum especialista no assunto, apenas ler cuidadosamente a metodologia aplicada nas pesquisas, logo se percebe como elas são preparadas para confundir a cabeça do eleitor.  o nível de amostragem destoa da realidade, a forma como vem sendo aplicada já aponta o resultado a quem o contrata. Portanto, todas as pesquisas tem uma grande, mais grande mesmo margem de erro.

A cada divulgação uma tentativa de empolgação, o que na verdade não passa de uma fantasiosa ilusão, caracterizando assim uma campanha mediocre, sem um debate aprofundado das questões relevantes que nos interessa. O cenário que se apresenta fica cada vez mais insolente diante dos grandes desafios que precisamos discutir para avançar contruir uma cidade mais digna de se viver.

As figuras decorativas dessa campanha são expressadas pelas doces ingenuidades que o processo apresenta.

Vamos continuar na luta!

Caso do advogado preso em Serra Pelada

Tribunal de Justiça do Estado, atendendo a pedido da OAB/PA, modifica decisão e determina que o Advogado Rodrigo Maia, preso desde o dia 18 de agosto, seja mantido em sala de estado maior ou em prisão domiciliar. Veja:

"Sendo assim, considerando que o paciente, está regularmente inscrito na OAB, (10.686) e estava em pleno exercício de suas funções quando de sua prisão, devem ser respeitadas as prerrogativas do advogado, colocando-o em sala de estado maior ou, na sua impossibilidade, em prisão domiciliar, por ser medida de direito e de justiça. Logo, acompanho o parecer ministerial e defiro o pedido de reconsideração, nos termos da fundamentação, até o julgamento do mérito". Belém, 29 de setembro de 2012. Des. Rômulo Nunes Relator.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

JUSTIÇA NEGA PEDIDO DA COLIGAÇÃO DE SALAME CONTRA O PSOL

O Juiz eleitoral indeferiu o pedido de Direito de Resposta contra o PSOL protocolado pela coligação de João Salame. Segundo a coligação, o PSOL teria ofendido a presidente Dilma e Lula.  Foi julgado como improcedente tal pedido, pois foi considerado como uma informação o fato dos seus candidatos em Marabá estarem aliados a eles.

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É o desespero que toma conta, pois a derrota da FRENTE QUE TEM ALIADOS COMO BARBALHO E integrantes da velha oligarquia dos castanhais, será confirmada nas urnas e na rua.

Assessoria do PSOL

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

PSDB boicota lançamento de livro de Edmilson Rodrigues

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Faltando quatro dias para o lançamento da obra do deputado estadual Edmilson Rodrigues, na XVI Feira Pan-Amazônica do Livro, o Estande do Escritor Paraense informou que o lançamento foi suspenso. O livro "Território e Soberania na Globalização - Amazônia, Jardim de Águas Sedento", traz a tese de Doutorado defendida por Edmilson na Universidade de São Paulo (USP), em 2010. A decisão arbitrária foi comunicada no final da tarde, por telefone, pelo integrante da comissão responsável pelo estande, Cláudio Cardoso, e, também por meio de ofício rubricado por ele. A suspensão foi determinada pelo secretário de Estado de Cultura, do governo do PSDB, Paulo Chaves.

lançamento, planejado com meses de antecedência, com o conhecimento da Secult, aconteceria no Estande do Escritor Paraense, no próximo sábado, 29, às 20 horas, conforme consta na programação amplamente divulgada pela secretaria, em meio impresso e eletrônico.

O ofício alega que o artigo 73 da Lei 9.504/97 determinaria que "a legislação veda o uso promocional por qualquer candidato ao pleito de 2012 para o lançamento e autógrafo de publicação de qualquer natureza". Mas a assessoria jurídica de Edmilson ressalta que não consta na legislação tal vedação e, por isso, cabe providências jurídicas contra a decisão.

Edmilson Rodrigues, que é autor de outras obras, lamenta que a Secult se oponha a um evento de cunho estritamente literário e científico, o qual não se confunde com um evento eleitoral, mesmo porque a legislação é clara quanto às condutas vedadas aos candidatos

A OPÇÃO É


Comunicado

Comunicamos o falecimento da Professora Irene, ex diretora da 4ª URE
no governo Ana Júlia. A mesma encontrava-se internada no Hospital
Regional vítima de AVC.
Grande militante da Educação. Descance em paz grande companheira!!!!!!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

CELPA VENDIDA A R$ 1,00

Extra-extra, Equatorial compra Celpa por 1 real


A operação de compra da Celpa pela Equatorial ainda depende da aprovação pela Aneel e pelo Cade Nesta terça-feira, a companhia Equatorial Energia fechou contrato de compra e venda de ações com a distribuidora de energia Celpa (Centrais Elétricas do Pará). De acordo com o contrato, a Equatorial assume 39,179 milhões de ações de emissão da Celpa pelo valor total de R$ 1 (um real).


A Equatorial Energia fechou a compra da distribuidora paraense de energia Celpa, pondo fim à novela sobre o destino de uma das empresas do endividado Grupo Rede Energia.
Ao assumir a Celpa, a Equatorial Energia atenderá a uma área de concessão contígua à da Cemar, distribuidora maranhense que já controla, podendo obter sinergias.
A conclusão do processo ainda evitou com que a Eletrobras, acionista minoritária da Celpa, tivesse de assumir a paraense --uma prática que vinha acontecendo com outras distribuidoras de energia em dificuldades, como foi o caso da goiana Celg.
"É positivo. A pior coisa seria uma falência. E ainda foi uma solução de mercado, o que é um paradigma", disse uma fonte do governo que preferiu não se identificar.
A Equatorial adquiriu a distribuidora do Pará por 1 real, assumindo 39,1 milhões de ações de emissão da Celpa. A empresa passa a ter 61,37 por cento do capital da distribuidora, segundo fato relevante nesta terça-feira.
O administrador judicial da Celpa, Mauro Santos, disse ainda que a Equatorial informou à Reuters que aportará cerca de 800 milhões de reais na distribuidora. A Eletrobras não irá mesmo aportar novos recursos na empresa, conforme já tinha adiantado, disse ele.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pretende concluir até 30 de outubro a votação das pendências para a transferência do controle da Celpa, para que a Equatorial assuma a empresa a partir de 1o de novembro, disse à Reuters o diretor do órgão regulador Romeu Rufino.
"Faremos um esforço para deliberar tudo até 30 de outubro", disse Rufino, que foi relator do plano de transição da Celpa aprovado na semana passada pela agência.
O anúncio ocorre depois que venceu o prazo estabelecido pela Justiça do Pará para que Equatorial e Celpa fechassem o contrato de compra e venda. O atraso na assinatura chegou a fazer com que a J&F, holding controladora do frigorífico JBS, reforçasse o interesse na Celpa mais cedo nesta terça-feira.
No fim da semana passada, a juíza responsável pelo processo de recuperação judicial da Celpa, Maria Filomena Buarque, deu um prazo de três dias terminados na segunda-feira para que a Equatorial assumisse o compromisso de ficar com a Celpa.
O movimento buscava agilizar uma solução para a companhia, que já acumulava dívida de 458 milhões de reais com o Estado do Pará, diante de ICMS não repassados, segundo informação do administrador judicial da Celpa.
SEM INTERVENÇÃO
A Celpa estava em processo de recuperação judicial desde março e era a única das nove distribuidoras de energia do Grupo Rede que não sofreu intervenção pelo governo, na maior ação direta da história sobre um setor regulado, no fim de agosto.
O pedido de recuperação judicial da Celpa paralisou o processo de venda da fatia de 54 por cento do acionista majoritário Jorge Queiroz Junior no Grupo Rede. A participação tinha sido colocada à venda no fim de 2011, mas os interessados teriam ficado inseguros em prosseguir com as conversas.
Em junho, a Equatorial formalizou o interesse na Celpa e começou a participar da estruturação dos planos de recuperação e de transição para assumir a paraense.
Com uma dívida que ultrapassava os 3,4 bilhões de reais, segundo informações do administrador judicial no começo de setembro, o plano de recuperação da Celpa com os credores foi aprovado apenas em 1o de setembro, estabelecendo parcelamento no pagamento e desconto nas dívidas.
Já a aprovação do plano de transição --condição para que a Equatorial prosseguisse com a aquisição-- ocorreu na semana passada pela Aneel, e foi parcial, não atendendo a todos os pleitos reivindicados pela Equatorial.
A Equatorial --que já afirmou ter interesse em ativos "complicados" aos quais possa agregar valor-- assumiu o controle da Cemar por 1 real em 2004, e conduziu uma reestruturação na maranhense que é elogiada por analistas do setor elétrico.
O diretor financeiro da Equatorial Energia, Eduardo Haiama, afirmou em julho que a complexidade de operação na Celpa é maior que na Cemar, devido à área de atuação em plena floresta amazônica, entre outros fatores.
A ação da Equatorial, que chegaram a cair quase 2 por cento na mínima do dia, acelerou à tarde e terminou o pregão com valorização de 5,34 por cento na bolsa paulista. O papel não integra o Ibovespa, que caiu 2,28 por cento.
O fato relevante sobre a compra da Celpa pela Equatorial não trazia informações sobre como será feita a capitalização da distribuidora paraense, previsto no plano de saneamento da companhia. Os detalhes do contrato de compra e venda do controle também não foram divulgados.
A Celpa atende a 1,8 milhão de unidades consumidora em todo o Pará.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/equatorial-compra-celpa-amplia-atuacao-na-regiao-norte-6192689.html#ixzz27ZjAY3ub

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

NPC lança Agenda 2013 sobre Lutas, Revoltas, Levantes Populares

NPC lança Agenda de 2013 sobre Lutas, Revoltas, Levantes e Insurreições Populares no Brasil dos séculos 19, 20 e 21  

O Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) vem produzindo, nos últimos anos, agendas que servem como material de formação diária para seus leitores. Elas já abordaram temas como comunicação, luta das mulheres no mundo e história dos trabalhadores do Brasil. Para 2013, o NPC organizou uma Agenda que apresenta um grande número de revoltas, motins, insurreições e revoluções que o nosso povo fez ao longo de sua história. O objetivo é combater a visão difundida e reforçada diariamente de que “brasileiro é bonzinho”, pacífico, e não briga e nem luta por seus direitos.  A cada dia são apresentadas doses homeopáticas das várias mobilizações, levantes e ações ocorridas no Brasil inteiro, desde o século 19 até os dias atuais. Além dessas notas curtas, na abertura de cada mês há textos sobre diversos acontecimentos, como a Cabanagem, a Insurreição dos Malês, a Revolta da Chibata, as Ligas Camponesas, o Abril Vermelho do MST, o Comício da Central do Brasil, a Passeata dos 100 Mil, o Contestado, Manoel Congo, a Revolta da Vacina e inúmeras greves que tivemos em nossa história. Esses artigos foram escritos por pesquisadores, jornalistas, sindicalistas e militantes convidados pelo NPC.  

 Como diz a jornalista Claudia Santiago, “a história de resistência dos trabalhadores do nosso país não começou no estado de São Paulo, no final da ditadura civil-militar, como podem crer as gerações mais novas. Nem no ano de 1922, com a Fundação do Partido Comunista Brasileiro; ou em 1906, com a decisão de fundação da Confederação Operária Brasileira. Antes disso, muita gente brigou no Brasil. E o século XIX foi rico de lutas, embora a  história de resistência tenha começado bem antes”. É essa longa história de combates e resistência que a Agenda apresenta a cada dia.  

  Acreditamos que este belo material precisa ser adquirido por estudantes, professores, militantes sociais, sindicalistas e todos aqueles que querem saber mais sobre a história dos lutadores de nosso país. Cada agenda custa R$ 20,00. Ela está sendo vendida na Livraria Antonio Gramsci, que fica na Rua Alcindo Guanabara, 17, térreo, Cinelândia (ao lado do Teatro Dulcina), Rio de Janeiro. Aceitamos pedido para envio por correio. Basta enviar um e-mail para livraria@piratininga.org.br. Ou então ligar para o número (21)2220-4623.

belo Monte é a forma de viabilizar mineração em terras indígenas


A pretensão de apresentar uma visão de futuro calcada no desenvolvimento do setor mineral brasileiro com objetivo estratégico de sustentabilidade é, no mínimo, ofensiva”, afirma a pesquisadora Telma Monteiro, em artigo publicado no sítio Correio da Cidadania, 11-09-2012.
Eis o artigo.


Pode-se começar essa história ainda no Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) de Belo Monte no capítulo que fala dos direitos minerários na região da Volta Grande do Xingu. Nele consta que há 18 empresas, entre elas a Companhia Vale do Rio Doce (requerimento para mineração de ouro), com requerimento para pesquisa, 7 empresas com autorização de pesquisa e uma empresa com concessão de lavra (CVRD, concessão para extração de estanho) na região onde estão construindo Belo Monte.
Eram, na época de realização dos estudos ambientais, 70 processos incidentes sobre terras indígenas que têm 773.000 hectares delimitados, dos quais 496.373 hectares são alvo de interesses para extração de minério, representando 63% do território indígena. Empresas como a Companhia Vale do Rio Doce, Samaúma Exportação e Importação Ltda., Joel de Souza Pinto, Mineração Capoeirana, Mineração Guariba e Mineração Nayara têm títulos minerários incidentes na Terra Indígena Apyterewa. Ainda tem muito mais.
Independente das regras que norteiam o setor de mineração em vigor ainda hoje no Brasil, o governo pretende autorizar a extração de minérios — ouro e diamantes, principalmente — em terras indígenas (1). Nos últimos anos houve uma seqüência de descobertas de jazidas de bauxita, caulim, manganês, ouro, cassiterita, cobre, níquel, nióbio, urânio, entre outros minerais mais nobres, em toda essa região do rio Xingu. Fica nítido quando se olha para os mapas de direitos minerários apresentados nos estudos dos projetos Belo Monte, Complexo Teles Pires e Complexo Tapajós.
Estrategistas militares defendem há décadas o domínio do Brasil sobre as jazidas e sua exploração para evitar que Terras Indígenas se tornem territórios fechados e inacessíveis, o que impediria a exploração, a exemplo do que acontece hoje com a Reserva Ianomami (2). Nas terras indígenas da região do Xingu próximas aos canteiros de obras da UHE Belo Monte estão concentrados pedidos de autorizações de pesquisa e lavra de minerais nobres, como ouro, diamante, nióbio, cobre, fósforo, fosfato

Por que Mineração?

Por Julianna Malerba

O Estado do Pará iniciou os anos 2000 produzindo quase 4 bilhões de reais em minérios. Em dezembro de 2011, o valor dessa produção atingiu praticamente a marca dos 25 bilhões de reais, destinados majoritariamente ao mercado externo. Esse salto, alcançado com apoio de um maciço investimento público e privado, aponta que há algo de novo no front.
Na última década na Amazônia surgiram inúmeras frentes de extrativismo mineral. Em Carajás, a ampliação da produção de minério de ferro e manganês se deu ao lado da abertura de novas minas de cobre e níquel. Isso permitiu à Vale, que em 2000 não produzia um grama de cobre, triplicar a produção brasileira passando de um patamar médio de 30 mil toneladas/ano para mais de 100 mil toneladas/ano. Também possibilitou à empresa investir R$ 760 milhões em uma usina de beneficiamento de níquel em Ourilândia do Norte, onde explora depósitos desse minério que se estendem até os municípios de São Felix do Xingu e Parauapebas.
No oeste do Pará, Juruti acaba de entrar para o rol dos municípios mineradores onde a Alcoa começou a explorar bauxita, matéria prima para a produção de alumínio, ampliando também a exploração desse minério no estado, que já conta com minas em Oriximiná e Paragominas. Em Barcarena, a 80km de Belém, as fábricas de alumina e alumínio passaram por um processo de ampliação da produção. Os processos de beneficiamento mineral são intensivos no consumo de energia. Para produzir 432 mil toneladas de alumínio a Albrás, instalada em Barcarena, consumiu a mesma quantidade de energia elétrica das duas maiores cidades da Amazônia, Belém e Manaus. A empresa responde por 1,5% do consumo de eletricidade do Brasil com seus quase 200 milhões de habitantes. A energia de Tucuruí, que entrou em operação na década de 1980, ainda hoje é consumida prioritariamente pela Albrás e pela Alumar, em São Luiz, no Maranhão. E ambas pagam tarifas subsidiadas, diga-se de passagem.
É assim que a ampliação da produção de alumínio – e de vários outros projetos de beneficiamento mineral que acompanham a expansão acelerada da mineração na Amazônia – guarda forte relação com a construção prevista para a região de 20 novas usinas hidrelétricas de grande e médio porte até 2020. A entrada da Vale, em abril de 2011, no consórcio responsável pela construção de Belo Monte aponta qual deve ser um dos destinos prioritários da energia a ser gerada pela usina. E mostra que, não por acaso, as novas fronteiras de produção de energia e de exploração mineral avançam de mãos dadas sobre os mesmos espaços.
Como boa parte dos bens minerais explorados no país tem como destino o mercado externo, a duplicação da estrada de ferro Carajás e a expansão dos portos em São Luiz entram na conta do boom mineral[1]. Um fenômeno que também impulsiona a ampliação em alguns milhares de hectares de áreas de plantio de eucaliptos e também o desmatamento ilegal destinados à produção de carvão utilizado como insumo no processo de produção de ferro gusa pelas 14 siderúrgicas já instaladas ao longo da estrada de ferro Carajás[2].
Se há 10 anos a indústria extrativa tinha uma participação muita menos expressiva no PIB brasileiro, representando apenas 1,6%, em 2000, contra 4,1%, em 2011, outra mudança importante na história econômica e política do país refere-se à reformulação do papel do Estado brasileiro.
É fato que após a onda de políticas neoliberais que assolaram o continente no final do último século, governos progressistas reformularam as estratégias de desenvolvimento em seus países comprometidos com a redução dos índices de pobreza, com a ampliação do acesso a direitos sociais e com a tentativa de reposicionar os países e a região no cenário global buscando maior autonomia política em relação às potências hegemônicas.
Também no Brasil, o Estado passa a reforçar seu papel como indutor do desenvolvimento capitalista através de um forte investimento em alguns setores econômicos para os quais destina as prioridades de financiamento, subsídios e infraestrutura logística (transporte, energia). O resultado tem sido um processo de concentração de capitais nacionais (mas também transnacionais) que possibilitou a algumas grandes empresas brasileiras se fortalecerem no cenário global e se reproduzirem aceleradamente no território nacional. Ao mesmo tempo, constroem-se novas regulações que buscam garantir maior controle do Estado sobre o excedente produzido por esses setores econômicos com vistas a viabilizar investimentos tanto em políticas de inclusão social e de diminuição das desigualdades quanto na reprodução dessa estratégia de indução do desenvolvimento econômico.
Tudo indica que a proposta de um novo marco regulatório para as atividades minerais no país em discussão no Executivo – e com previsão de ser apresentado ao Congresso nos próximos meses – tem no seu bojo a marca dessa nova conjuntura. De um lado, visa ampliar e intensificar a exploração mineral do país, respondendo ao atual momento de aumento de preços dos minérios associado, sobretudo, ao crescimento da demanda a nível global, à redução das melhores reservas e à possibilidade de escassez de alguns minérios a médio prazo. De outro, pretende aumentar a participação do Estado nos resultados econômicos gerados pela mineração. E como instrumento estratégico para a política de desenvolvimento do governo, apresenta as mesmas contradições. A mais central delas talvez esteja no fato de que um maior controle sobre os recursos naturais pelo Estado não tem sido capaz de alterar o peso das heranças patrimonialistas e excludentes sobre o controle dos recursos naturais e a distribuição desigual dos impactos negativos da exploração desses recursos sobre populações historicamente vulnerabilizadas. Tampouco tem conseguido neutralizar as pressões internas e externas no campo econômico resultantes da inserção do país na economia global.Em se tratando do novo marco regulatório, isso significa que ao criar mecanismos[3] que assegurem o aumento no ritmo de exploração, o Estado, ainda que em nome da necessidade de gerar divisas que viabilizem políticas de redução da pobreza e desigualdade social, impulsiona um processo de desposseção, muitas vezes autoritária e violenta, dos grupos sociais nos territórios. A história da mineração no Brasil e a experiência em curso de expansão dessa atividade na América do Sul demonstram que a prioridade, em nome de um suposto interesse público, que é dada pelos governos às atividades minerais em relação a outros usos econômicos e culturais dos territórios longe de ser construída através de processos democráticos é antes implementada, muitas vezes, por meio da violência e da criminalização[4]. E tende a provocar a perda das bases de reprodução socioeconômica dos grupos locais dado o caráter de controle e reorganização do espaço que a dinâmica mineral impõe aos territórios[5]. O resultado é a expressão do que alguns autores têm chamado de “o paradoxo latino-americano”: em nome da superação da desigualdade e da pobreza governos progressistas impulsionam a expansão de atividades extrativas – notadamente o petróleo e os minérios – cujos custos sociais e ambientais têm gerado exclusão e desigualdade. Por outro lado, estão ausentes na proposta em debate no Executivo a criação de  mecanismos de regulação: i) que garantam a internalização dos custos socioambientais nos projetos, ii) que possibilitem definir mais claramente áreas e situações onde os prejuízos econômicos e ambientais gerados pela mineração inviabilizariam sua implementação, iii) que evitem uma completa dependência da economia local `a atividade mineradora cuja vida é relativamente curta ou iv) que definam a escala e ritmo em que as atividades mineradoras devem ser instaladas e operadas com vistas a garantir o uso racional dos bens minerais e a precaução frente aos potenciais impactos socioambientais da atividade. Outro elemento desse paradoxo estabelecido a partir do fomento a essa lógica extrativa  é que ela não é capaz de desmontar a posição primário-exportadora que o país ocupa no mercado global, com todos os problemas associado à opção por um modelo de desenvolvimento ancorado na especialização na exportação de recursos naturais (desenvolvimento de estruturas econômicas pouco diversificadas, tendência a deteriorização dos termos das trocas com redução progressiva dos preços das commodities, a perda de biodiversidade e impactos socioambientais expressivos que incluem inviabilização de estratégias produtivas existentes, etc.) [6]. A despeito da antiga demanda dos críticos da inserção subordinada das economias latino americanas e do compromisso que os governos freqüentemente anunciam (e que a proposta de novo código reafirma, ao menos do ponto de vista discursivo) com o estímulo à verticalização e agregação de valor ao setor, as perspectivas de sua consolidação a curto e médio prazo não são claras. Isso porque a estrutura atual do setor mineral global está organizada de forma que a “fase quente” dos processos metalúrgicos (responsável pela transformação dos minerais em produtos semiacabados tais como placas, lingotes e blocos), mais intensiva em energia e recursos[7], esteja concentrada nos países periféricos, enquanto a “ fase fria”, menos poluente, menos intensiva em energia e com produtos de maior valor agregado, se mantém nos países centrais. Provavelmente, o mercado internacional tenderá a orientar a verticalização e a agregação de valor, estimulando a produção dos semiacabados em detrimento da produção dos acabados[8]. A isso se somam medidas nacionais de estímulo à exportação de produtos primários que visam gerar superávit primário a exemplo da Lei Complementar nº 87, de 10/09/1996 (“Lei Kandir”) que isenta produtos primários e industrializados semi-elaborados do recolhimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço) nas exportações[9]. Os textos de autoria dos pesquisadores Bruno Milanez, da Universidade Federal de Juiz de Fora, e Luiz Jardim Wanderley, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, presentes nesta publicação apresentam elementos que corroboram com essas análises e aprofundam questões relacionadas aos riscos de que o novo marco regulatório pouco avance no sentido de romper com as contradições apontadas.Um dos alertas feito por eles refere-se ao fato do projeto de reformulação do código mineral não estar sendo discutido com a sociedade, embora em vários momentos o ministro Edison Lobão tenha publicizado que a proposta estava sendo construída em diálogo com o setor produtivo. Conceber um novo marco regulatório unicamente a partir das contribuições e demandas do setor mineral aponta a fragilidade democrática sobre a qual se pretende reordenar as regras e o funcionamento de um setor tão estratégico para a economia e a política de um país.Por outro lado, os questionamentos presentes nos textos nos inspiram a disputar o debate com os instrumentos que adquirimos ao longo das últimas décadas por meio de processos de lutas sociais e de articulação de novas forças políticas. Na América andina, intelectuais e movimentos sociais vem construindo um debate em torno da transição rumo a um modelo pós-extrativista e defendem uma estratégia gradual de transição. Essa estratégia estabelece a internalização progressiva dos custos socioambientais das atividades extrativas, a redução da dependência exportadora de recursos vinculando mais diretamente às atividades a cadeias econômicas nacionais e regionais, a definição de áreas livres de exploração mineral em função da biodiversidade e da manutenção de dinâmicas socioprodutivas locais e, sobretudo, a construção de um debate público sobre os fins que orientam a produção mineral.No Brasil, diante da conjuntura atual de desregulamentação e flexibilização da normativa ambiental e de questionamentos por setores conservadores sobre direitos adquiridos[10], o processo de construção de um novo marco regulatório para a mineração deve possibilitar à sociedade discutir as desigualdades que perpassam também as disputas pela apropriação do meio ambiente e a desigual proteção aos riscos ambientais a que estão submetidos determinados grupos sociais, historicamente vulnerabilizados.  Isso significa, por exemplo, que frente à expansão da fronteira mineral rumo a Amazônia, o novo marco regulatório deveria ser um instrumento de reafirmação e fortalecimento dos direitos coletivos e territoriais reconhecidos – mas ainda não totalmente implementados – pelas legislações de proteção dos povos indígenas e populações tradicionais. O processo de elaboração de um novo marco regulatório também pode ser uma oportunidade valiosa para construir instrumentos que resignifiquem o sentido da renda das atividades extrativas. Os recursos advindos da atividade mineral capturados pelo Estado têm de deixar de serem vistos como uma compensação pelos impactos negativos causados pelas atividades (que, a rigor, devem ser internalizados nos custos da própria atividade e compensados de maneira justa por ações desenvolvidas pelas próprias empresas). Dado o caráter exaurível das atividades minerais, os recursos advindos da renda extrativa devem estar vinculados à construção de uma economia pós-extrativa, sem, no entanto, representar a única estratégia para construção dessa transição, sob o risco de que em nome da superação do atual modelo extrativo se justifique e se aprofunde a intensificação da exploração mineral atualmente em curso no  país.Antes, a discussão sobre o novo marco regulatório para a mineração no Brasil deve ser uma oportunidade para a construção de um debate público e democrático sobre os rumos do desenvolvimento do país. Infelizmente o início dessa construção não tem sido marcado por essa possibilidade. Mas, acreditando que ainda há chances de reverter esse processo, nos colocamos na disputa de idéias e propostas, abertos para o debate.Boa leitura!

Manoel Rodrigues vence o Debate!

Está comprovado que o candidato mais preparado para governar Marabá é Manoel Rodrigues (PSOL), no debate ele demonstrou com clareza ao respoder as perguntas e questionar os seus adversários. Manoel foi firme, e no final de um show quando afirmou que as três candidaturas que representam retrocesso são justamente as que de uma forma ou de outra tem alianças com os partidos mensaleiros.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Comunicação alternativa: experiências e provocações



Onde a autora relata sua paciência com ouvintes de rádio comunitária que pedem música conservadora e a aventura de um jornal de reportagens autônomo — além de refletir sobre experiências latino-americanas ligadas a mídia e hegemonia

Por Elaine Tavares, no Palavras Insurgentes

Podem-se separar esses dois conceitos de comunicação como sendo, o primeiro, uma comunicação feita com o controle da sociedade organizada, e o segundo, como a comunicação feita numa comunidade específica. Mas, se fixarmos bem o olhar, vamos ver que é só uma divisão didática. Tanto uma como a outra precisa da organização comunitária. E aí é que a porca torce o rabo. Vivemos num país e — arrisco dizer – num continente, onde a participação é coisa que ainda precisa ser aprendida. Países colonizados, amordaçados, useiros e vezeiros de ditaduras militares, de governos conservadores e patriarcais. Somos uma gente muito pouco acostumada a ter espaço onde dizer a palavra. Por conta disso, estamos sempre sendo representados por pequenos grupos que, com o passar do tempo, se acham no direito de dizer o que gostamos e o que não gostamos. Democracia direta é coisa distante para nós.

Carlos Nelson Coutinho

A UM POETA DA REVOLUÇÃO BRASILEIRA
 
 
Homem que passou por mais de um partido, Carlos Nelson Coutinho foi  extremamente íntegro e coerente com a mesma luta, aquela descrita por Antonio Gramsci em sua Concepção dialética da história:
 
Criar uma nova cultura não significa apenas fazer individualmente descobertas originais; significa também, e sobretudo, difundir criticamente verdades descobertas, socializá-las por assim dizer; transformá-las portanto em base de ações vitais, em elemento de coordenação e de ordem intelectual e moral. O fato de que uma multidão de pessoas seja levada a pensar coerentemente e de maneira unitária a realidade presente é um fato “filosófico” bem mais importante e original do que a descoberta, por parte de umgênio”, de uma nova verdade que permaneça como patrimônio de pequenos grupos intelectuais.
 
            Para além de suas contribuições originais, sem dúvida, a maior herança deixada pelo tradutor, pelo editor, pelo pensador e pelo militante Carlos Nelson é a difusão de uma “nova cultura”, profundamente comprometida com a luta pela emancipação humana.
            Com imensa generosidade, somente igualável a sua erudição, Carlito, como os amigos e camaradas mais próximos o chamavam, contribuiu para forjar novas gerações de lutadores e lutadoras comprometidos com a transformação social da realidade, solidamente formados naquilo que de melhor a tradição marxista produziu.
            Hoje, dia de homenagens e de despedida, não queremos nos privar de dizer que, parafraseando Pablo Neruda nos versos que dedicou ao seu Partido, Carlito se tornou indestrutível, pois com o legado que nos deixa ele não termina em si mesmo, mas segue conosco, nas lutas que irmanadamente assumimos.
            Ao prefaciar uma obra sobre a revolução sandinista, certo companheiro afirmou que, na Nicarágua, a poesia tomou o poder. Infelizmente ainda não é possível dizer o mesmo sobre o Brasil. Todavia, camaradas como Carlos Nelson escreveram e nos deixaram belos e importantes versos. Cabe a nós, novas gerações, levar a poesia ao poder!
 
Camarada Carlos Nelson Coutinho: PRESENTE, PRESENTE, PRESENTE!!!
 
 
Corpo discente da Escola de Serviço Social da UFRJ
Rio de Janeiro, 20 de setembro de 2012

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Tião confirma ida ao debate

Em entrevista ao clube manhâ desta quarta feira o apresentador Weliton Moreira do programa barra pesada, informou que o candidato Tião Miranda confirmou presença no debate da RBA no dia 21 de setembro as 22h, a exemplo dos outros candidatos, César do Comércio, João Salame, Manoel Rodrigues, Maurino Magalhães, Tião Miranda gravou chamada para o debate que começa a ser exibida hoje na grade de programação da emissora.

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Se prepara, que o Manoel vai de rente!!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Rememorando

Hoje (17) a noite tivemos o prazer de reencontrar o Pe Roberto numa roda de conversa, muitos dos que compareceram por lá conviveram com bastante intensidade com o bravo militante religioso, que durante a Guerrilha do Araguaia foi humilhado, torturado e perseguido. De volta a Marabá para participar de um evento com as comunidades eclesiais de base e rever os amigos, o Pe Roberto não exitou em aceitar o convite para uma rodada de conversa sobre a memória da luta dos trabalhadores nesta região.

O Auditório da UFPA foi agraciado com a sua presença e uma platéia que gostou de ouvir suas memórias. E como diz: Há aqueles que lutam, que lutam toda vida!

sábado, 15 de setembro de 2012

VESTIBULAR UFPA 2013

Começam no dia 19 de setembro as inscrições para o Processo Seletivo 2013 (PS 2013) da Universidade Federal do Pará (UFPA). O edital com as regras do certame foi publicado no site do Centro de Processos Seletivos - Ceps. aqui

O link para as inscrições também será disponibilizado online, na página principal do Ceps, a partir das 14h da próxima quarta-feira, permanecendo à disposição dos candidatos até as 22h do dia 10 de outubro de 2012.

O Processo oferta um total de 8.569 vagas, sendo 4.128, na capital; 3.420, no interior e 1.021, no Sistema de Inclusão. Este número representa um aumento de mais de 10% em relação ao Processo Seletivo de 2012, mesmo tendo tido um corte de 440 vagas nas licenciaturas. fonte Piteira

Irregularidades em Goianésia do Pará

Trabalhadores em Educação pública municipal e Membros do Conselho do FUNDEB, que acompanharam a entrega na SEMEC do relatório descrevendo as irregularidades na aplicação dos recursos do FUNDEB no município de Goianésia do Pará.

Debate da Educação: Hoje!

E hoje tem confronto, isso mesmo.
Os candidatos a Prefeito de MaraBÁ vão ficar frente a frente na noite de hoje na Câmara Municipal, o debate que vai ser realizado pelo SINTEPP.
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

MP inscreve até segunda dia 17

  O Ministério Público do Estado do Pará (MPE-PA) encerra segunda-feira (17) as inscrições para o concurso público que visa o preenchimento de 283 vagas, distribuídas entre todas as regiões do estado do Pará. As inscrições são online na sessão de Concursos do site da Fadesp (www.fadesp.org.br). A jornada de trabalho é de 30 horas semanais. O pagamento da taxa pode ser feito até o dia 18 (terça-feira).

     Os valores das taxas de inscrição são R$ 40 (cargos de nível médio) e R$
56 (nível superior).

     As provas objetivas serão aplicadas no dia 21 de outubro, no turno da manhã, das 8 às 12h (horário local), para todos os cargos de nível superior, e, no turno da tarde, das 14h30 às 18h30 (horário local), para todos os cargos de nível médio. O conteúdo das provas objetivas está nos anexo do edital do concurso.

     Para o nível médio as oportunidades são para auxiliar de administração e técnico em informática. Para nível superior as vagas são para os cargos
de: técnico (arquiteto, bibliotecário, contador, pedagogo e analista de
sistemas) e analista jurídico.

     A previsão para o resultado final do concurso é para o dia 28 de dezembro.
O prazo de validade do concurso é de dois anos, contados a partir da data da publicação de homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por igual período. Os candidatos poderão obter informação referente ao concurso na Central de Atendimento da Fadesp, pelo telefone (91) 4005-7446-/7433, das 09h às 17h, de dias úteis.


Setor de Concursos da FADESP
 

Nova pesquisa confunde eleitor!

Cuidado para não ser enganado por pesquisas que tem apenas uma intenção, confundir a cabeça do eleitor.

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Não esqueça, amanhã têm debate sobre Educação na Câmara Municipal a partir das 18h
Participe!

Condições precárias de trabalho nos frigoríficos

Quem trabalha em um frigorífico se depara diariamente com uma série de riscos que a maior parte das pessoas sequer imagina. Exposição constante a facas, serras e outros instrumentos cortantes; realização de movimentos repetitivos que podem gerar graves lesões e doenças; pressão psicológica para dar conta do alucinado ritmo de produção; jornadas exaustivas até mesmo aos sábados; ambiente asfixiante e, obviamente, frio – muito frio.

No Brasil, os danos à saúde gerados no abate e no processamento de carnes destoam da média dos demais segmentos econômicos. São elevados os índices de traumatismos, tendinites, queimaduras e até mesmo de transtornos mentais. Para enfrentar tais problemas, é urgente reprojetar tarefas, introduzir pausas e, em alguns casos, diminuir o ritmo das linhas de produção. Medidas que, no entanto, esbarram em resistências de indústrias do setor.
Em 2012, a ONG Repórter Brasil investigou a fundo as condições impostas aos funcionários dos três maiores frigoríficos brasileiros: Brasil Foods (BRF), JBS e Marfrig. O resultado, apresentado nessa reportagem digital, mostra exemplos típicos da realidade descrita acima. São dezenas de unidades industriais condenadas na Justiça, interditadas, multadas ou processadas por graves problemas na organização do trabalho (mais detalhes no mapa da home page).
Essas três empresas comandam o vertiginoso crescimento de uma indústria nacional que, nos últimos anos, invadiu restaurantes e supermercados em todos os continentes. Contaminando, dessa forma, milhões de refeições mundo afora com o indigesto cotidiano de trabalho na indústria brasileira da carne.
Por isso mesmo, também foram investigados os elos que ligam BRF, JBS e Marfrig às maiores redes mundiais de fast-food e aos dez maiores varejistas globais com atuação no setor alimentício*. As informações aqui apresentadas, baseadas em relacionamentos comerciais identificados nos anos de 2011 e 2012, mostram como tais empresas distribuem a carne brasileira em dezenas de países. Em alguns casos, importando peças bovinas, suínas e de aves diretamente do Brasil. Em outros, vendendo produtos de subsidiárias internacionais dos três frigoríficos – que, por sua vez, processam matéria-prima oriunda de abatedouros brasileiros. Além disso, foram mapeados outros fabricantes de alimentos, importadores de proteína animal da BRF, JBS e Marfrig, e que têm seus itens vendidos por grandes redes de supermercados.
A reportagem também mostra clientes de empresas europeias, asiáticas e norte-americanas adquiridas em anos recentes pelos três gigantes brasileiros da carne, mas que não necessariamente utilizam carne do Brasil em suas linhas de produção. Um alerta importante, em tempos de crescente globalização dessa indústria, para mostrar como os parceiros comerciais dos grupos BRF, JBS e Marfrig, independentemente da origem do produto, podem estar financiando uma rede de negócios associada ao adoecimento e à incapacidade de milhares de trabalhadores.
Os frigoríficos, varejistas e redes de fast food citados foram convidados a se pronunciar sobre os problemas encontrados. A reportagem traz o posicionamento daqueles que quiseram se manifestar.
Moendo Gente dá continuidade à pesquisa da Repórter Brasil iniciada para a realização do premiado documentário “Carne Osso – O Trabalho em Frigoríficos“, vencedor de festivais dentro e fora do país.
*“Os Poderosos do Varejo Global”, 15ª Edição (Deloitte, 2012

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Em Marabá não é diferente, além da podridão que exala a cidade, eles ainda precarizam a vida dos trabalhadores.

MOENDO GENTE!

 

 

Moendo Gente é um mergulho no universo dos trabalhadores dos principais frigoríficos brasileiros.

Aqui você encontra uma investigação multimídia sobre acidentes, doenças e outros problemas decorrentes do trabalho nas indústrias de abate de aves, suínos e bovinos.

O site também apresenta as maiores redes internacionais de supermercados e restaurantes abastecidas por esses grupos frigoríficos. Além disso, traz o posicionamento das empresas sobre os problemas encontrados nesse importante setor do agronegócio.

 

ACESSE AQUI

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

sOBRE A PRISÃO ÁRBITRÁRIA DO ADVOGADO EM SERRA PELADA

CARTA ABERTA DO ENCONTRO DE ADVOGADOS POPULARES SOBRE A PRISÃO DO ADVOGADO RODRIGO MAIA EM SERRA PELADA.
                                                          Marabá 08 de setembro de 2012
 
1.   No último dia 17, moradores de Serra Pelada, no município de Curionopolis, PA, que realizava uma manifestação, através da qual solicitavam negociação de uma pauta de reivindicação, foram brutalmente dispersados pela Polícia Militar, mesmo após acordarem sobre a desinterdição da estrada de acesso à vila. Foram vítimas de uma ação truculenta da PM/PA que utilizou desnecessariamente bombas de gás lacrimogênio, tiros de balas de borracha, espancamento de moradores, etc. Revoltada com a ação violenta da policia a multidão depredou e colocou fogo em carros e escritório de uma empresa prestadora de serviço da Empresa VALE.
2.   No dia seguinte, várias prisões foram efetuadas mesmo já tendo sido desconfigurado as hipóteses de flagrante. Dentre as prisões está a do advogado popular, Rodrigo Maia Ribeiro, que assessora juridicamente a organização dos moradores de Serra Pelada, que no momento da ação intermediava uma solução pacífica para o conflito. Destaca-se que sua prisão ocorrera dentro de sua residência. Além das oito prisões feitas existe mandado para ainda mais oito pessoas.
3.   As regiões sul e sudeste do Pará são marcadas ao longo da história como arena de graves violações de direitos fundamentais, oriundas da imposição violenta e desigual do “modelo de desenvolvimento” centrado no agronegócio, na grilagem e nos Grandes Projetos, cuja instalação desconsiderou e desconsidera a história e os direitos das comunidades que aqui já habitavam ou que migraram para cá, em busca de melhores condições de vida. Não por acaso, essa região é vista como palco do processo indispensável de luta e resistência organizada, que conta com diversos atores comprometidos com a defesa de direitos humanos.
4.   Tais atores, no entendimento da ONU, adotado pelo Brasil, são todas as pessoas e grupos que trabalham pela implementação dos direitos assegurados nos instrumentos internacionais de proteção dos direitos humanos. Assim, são considerados como defensores de direitos humanos trabalhadores rurais, integrantes de associações comunitárias, movimentos sociais, entidades de defesas de direitos humanos, entidades de defesa do meio ambiente, de combate à corrupção, promotores e procuradores de justiça, membros da magistratura, servidores públicos, políticos, etc. Muitos desses defensores foram ao longo da história vítimas da pistolagem, da ameaça e de execuções sumárias, arbitrárias e extrajudiciais.
5.   Atualmente, um processo mais refinado de impedimento da atuação de defensores, lideranças e de comunidades vem sendo implementado com frequência, por quem impõe o poder político e econômico na região. Trata-se da criminalização de defensores de direitos humanos e lideranças, através da imputação indevida de crimes e ações delituosas através de procedimentos judiciais, parlamentares, administrativos ou policiais, em função das atividades de defesa e promoção de direitos humanos que os mesmos desenvolvem,  que geram inclusive prisões arbitrárias e injustas como a que ocorreu no caso do advogado Rodrigo Maia.
6.    Diante de todo o ocorrido, vimos manifestar nossa indignação ante ao desrespeito não só as prerrogativas profissionais desse advogado, como a todo o processo violento e abusivo que lideranças e integrantes dos movimentos sociais vêm recebendo dos agentes do Estado.
 
Advogados, advogadas populares que participaram do encontro.
Comissão Pastoral da Terra – CPT.
Sociedade de Defesa dos Direitos Humanos – SDDH.
Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Açailândia – DVH.

CONCURSO PÚBLICO NO PARÁ

A FADESP informa que estão abertas as inscrições dos seguintes Concursos Públicos:
- Ministério Público do Estado do Pará (MPE-PA), com vagas para cargos de nível médio e nível superior, para as seguintes regiões do Estado do Pará:
1) Belém  - Região Metropolitana de Belém I
2) Ananindeua  - Região Metropolitana de Belém II
3) Castanhal - Região Nordeste I
4) Capanema - Região Nordeste II
5) Abaetetuba - Região do Tocantins e Marajó
6) Marabá - Região Sudeste I
7) Redenção - Região Sudeste II
8) Altamira  - Região Sudoeste I
9) Itaituba - Região Sudoeste II
10) Santarém - Região do Baixo Amazonas.

– Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Instituição Pública Federal, com vagas para cargos de nível médio para Belém-PA.

-  Prefeitura Municipal de Novo Progresso – PA (PMNP), com vagas para cargos de nível Alfabetizado, Fundamental, Médio e Superior.

 Maiores informações no site da FADESP ( www.fadesp.org.br)  .

Setor de Concursos da FADESP

FUJÃO!

Candidato a Prefeito não comparece a entrevista em Programa de Radio para falar de propostas


Embora tenha enviado representantes à reunião que definiu a ordem das entrevistas na Rádio Clube de Marabá, o candidato Tião Miranda, que deveria ser entrevistado nesta manhã no programa Clube da Manhã, não compareceu. AGORA OS OLHOS SE VOLTAM PARA O DEBATE DO DIA 21, SERÁ QUE ELE VAI?

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Na CPI eles deverão se explicar!

ISTOÉ: Ana Júlia e Simão Jatene podem ser convocados pela CPMI do Cachoeira

A revista ISTOÉ reporta que os contratos “milionários” da Delta Construções com o governo do Pará são investigados Polícia Federal e pelo Ministério Público.
> Delta já faturou R$ 250 milhões no Pará
Relata a matéria que a Delta “faturou cerca de R$ 250 milhões nas gestões de Ana Júlia e Jatene com obras rodoviárias e locação de veículos” e que os inquéritos em andamento “revelam uma série de irregularidades na execução dos contratos.”.
> Risco de convocação
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Opina a ISTOÉ que, após as eleições, quando a “CPMI do Cachoeira” (lembram que ela existe?) retomar os trabalhos (é a primeira vez que eu vejo uma CPI entrar em recesso) o governador Simão Jatene (PSDB) e a ex-governadora Ana Júlia (PT) “correm o risco de ser convocados”.
> Locação de veículos
Um dos contratos “milionários” é a locação de viaturas para a Segurança Pública, que teve início no final do governo de Ana Júlia, sobre o qual eu fui de encontro em pronunciamento na Alepa. O atual governo, alegando realinhamento de preços e viabilidade econômica, prosseguiu com a locação, o que eu também critiquei rebatendo que, mesmo em procedendo as justificativas, era temerário manter a Delta prestando o serviço.
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> Caixa 2
Outro contrato “milionário”, ainda na gestão de Ana Júlia, esse com irregularidades materiais ululantes, foi para a “construção da avenida Independência e viadutos de acesso, que consumiu mais de R$ 100 milhões, valor liquidado às pressas pela governadora – que buscava a reeleição – em plena campanha de 2010.”.
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Na matéria, a revista relata que a PF acalenta a suspeita de que parte dos recursos do erário recebidos pela Delta teriam retornado ao PT, onde foram usados “para abastecer o caixa 2 de campanhas políticas.”.
Leia aqui a matéria completa. (Fonte Parsifal)