sábado, 30 de junho de 2012

Em Belém consolidada a frente pelo terceiro Governo do Povo!

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) realizou convenção municipal de Belém, hoje pela manhã e confirmou o deputado Edmilson Rodrigues como candidato a prefeito de Belém e aprovou a criação de uma Frente de Esquerda formada pelo PSOL, juntamente com PCdoB, PSTU e PCB.
Presente na convenção, o PCdoB, que indicou Jorge Panzera como candidato a vice, disse que os comunistas vão se empenhar ao máximo para garantir a vitória e construir um governo com participação popular e democracia.
Militância compareceu em massa
para aclamar candidatos do PSOL
O evento dos psolistas começou por volta das 9 horas e contou com aproximadamente 3 mil pessoas, entre filiados e simpatizantes da legenda, além de diversas lideranças políticas do PCdoB, PSTU e PCB.
A presidenta do PSOL/PA, Marinor Brito, que encabeçará a chapa de proporcionais, também foi confirmada como candidata a vereadora de Belém. Muito aplaudida, a ex-senadora obteve, em 2010, cerca de 800 mil, sendo que aproximadamente 230 mil foram conquistados em Belém.
Cléber (PSTU), Jorge Panzera (PCdoB), Ivan Valente, Marinor
Brito, Randolfe e Edmilson Rodrigues (PSOL)
- É uma honra poder estar ao lado do companheiro Edmilson Rodrigues e tantos outros companheiros e companheiras valorosos em mais uma jornada de lutas em favor do nosso povo que hoje sofre com as péssimas condições de saúde, saneamento e violência de toda ordem. Vamos percorrer nossa cidade e conclamar o povo para trazer voltar Belém para as mãos do povo! Vamos governar novamente esta cidade e construir o tereceiro governo do povo, disse a ex-senadora.
A alegria e disposição política de retomar Belém para as
mãos do povo contagiou os presentes
A convenção foi presidida por Araceli Lemos (PSOL-Belém) e contou com a presença do deputado federal Ivan Valente, presidente nacional do PSOL e do senador Randolfe Rodrigues (AP) e ocorreu em clima de alegria e grande mobilização popular com a presença de diversas lideranças comunitárias, sindicais e de juventude que se deslocaram de todos os distritos de Belém para aclamar Edmilson e Marinor candidatos do PSOL, rumo à vitória em 7 de outubro.

Diesel mais caro!

Os consumidores que forem abastecer seus veículos com óleo diesel nos postos de todo o país, a partir de amanhã (1º), poderão pagar um aumento médio de R$ 0,02 (dois centavos) pelo litro do derivado.

Segundo nota divulgada pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis (DOL)

Divulgado a maquete do Centro de Convenções

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O Centro de Convenções de Marabá que será construído na área onde hoje funciona a Regional da Setran (Secretária de Estado de Transportes), na Folha 30 ( Nova Marabá).

Eleições 2012: Sábado de convenções

CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA
 O empresário Jair Martins (PMDB) e Ivanilza (PSC) irmã do deputado federal Zequinha Marinho formalizam candidatura, fazem parte da coligação o PDT, PP, DEM, PSD e PTB.

Alberto Branco (PSDB)  tem como candidato a vice- prefeito, o ex-vice prefeito Everaldo Nunes (PPS).  Já Valter Peixoto (PT) é o candidato da situação. 

Eleições 2012: Sábado de convenções

Dr Adailton (PSDB) será o vice na chapa do deputado Tião Miranda (PTB);

Maurino (PR) ainda sonha com Zucatelli (DEM) de vice até o final da convenção;

PRP arrisca e deve confirmar Cezinha para prefeito;

João Salame (PPS) será o candidato anti-Jatene (PSDB) e pró-Dilma;

PSOL consolida coligação com o PSTU e formaliza Frente de Esquerda com Manoel e Ribamar.

Lampião a bola da vez!

LAMPIÃO PROCURA MARIA BONITA EM MARABÁ NO PARÁ

Quem passa pela feira de camelôs da Avenida Getúlio Vargas, no Centro Comercial de Marabá, pode deparar-se facilmente com um homem trajado ao estilo de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, o qual desperta muita curiosidade pública por imitar o figura do lendário e outrora temido cangaceiro nordestino.

Trata-se de Vicente de Paula, 61 anos, um relojoeiro, dublê de poeta de cordel, que exerce o seu mister naquele logradouro público. Com o exercício da façanha, Vicente de Paula tem conseguido chamar a atenção das pessoas, particularmente, daquelas interessadas em saber por que ele resolveu virar personagem do secular cangaceiro. “As pessoas me param na rua e querem saber detalhes dos meus trajes”, conta o poeta-relojoeiro, crente de que a ideia vai lhe render muito sucesso.

Ele, inclusive, pretende criar em Marabá um grupo de dança do folclore nordestino voltado para as tradições e costumes de Lampião e seu bando. Vicente de Paula já tem escolhido o nome do grupo de dança que vai se chamar “Bando do Lampião”. O relojoeiro aproveitou a conversa com o repórter deste CORREIO para convidar simpatizantes interessados na cultura nordestina para se unir a ele. "Para juntos realizarmos esse projeto fantástico", propaga.
Maria bonitaO cordelista também quer criar a personagem de Maria Bonita, a parceira de Lampião e igualmente tão temida quanto ele. Para tanto, Vicente de Paula lança o desafio “Lampião Procura Maria Bonita”, e está disposto a se corresponder com mulheres com idade acima dos 30 anos afeitas a Literatura de Cordel e que se disponham trajar réplicas das roupas usadas pela bonita mulher do “Rei do Cangaço”. “Pretendo formar com a futura pretendente o casal Lampião e Maria Bonita”, desafia Vicente de Paula, colocando o telefone (94) 8802-6586 para contato.

O Lampião de Marabá, aliás, era uma das figuras atrativas presentes no sábado passado no “São João da Gol de Placa”, ostentando toda a parafernália que o cangaceiro usava, inclusive uma réplica da bacamarte, a inseparável arma de Viruglino Ferreira da Silva. (Da Redação)
http://ctonline.com.br

Eleições 2012: Marabá - PV confirma 3ª faixa

Postura conciliatória do PV consolida união da Terceira Via e põe governo federal na chapa de Salame* Na reunião final, realizada na tarde/noite desta sexta-feira, 29, que definiu o nome de Luis Carlos Pies, do PT, como companheiro de chapa de João Salame (PPS), maioria dos representantes dos oito partidos que integram a Terceira Via esperava um embate entre Dr. Jorge Bichara, do PV, e o próprio Luiz – pela indicação da candidatura a vice-prefeito. Expectativa cresceu a partir do momento em que as lideranças partidárias da 3a Via sabiam de uma pesquisa encomendada pela direçã... mais » 

Fonte: Zeca Moreno

Contra a farsa da Rio +20



Junho Vermelho!

Ação Global:  MST em ocupação da área da ALPA / VALE em Marabá 

Na semana passada mais de 400 trabalhadores e estudantes, de diferentes organizações sociais, ocuparam  a área da Aços Laminados do Pará (Alpa / Vale), o protesto de caráter pacífico, com marchas e composição de monumentos humanos [castanheira, simbolo do dinheiro e a mandala dos povos] faz parte da chamada "Ação Global", que foi realizada em várias partes do País, numa ação de crítica ao sistema capitalista e a política da economia verde debatida no evento Rio+20.

O mês de junho tá findando como um dos meses que mais houve luta: foram as greves nas insituições federais de ensino, cúpula dos povos, ações do MST e várias outras ações dos moviemntos sociais: Junho vermelho!!!

Colégio D. Pedro II na Rede Federal

A Constituição Brasileira no seu artigo 242 cita: “O Colégio Pedro II, localizado na cidade do Rio de Janeiro, será mantido na órbita federal”. No auge da República, na constituição das regras da nossa nacionalidade, nosso Colégio Pedro II teve tratamento de honra.
            E hoje estamos com falta de Servidores Técnicos, com professores temporários e em falta, paralisados por greves de protestos, sem plano de carreira, sem data base e sem gatilho salarial, sendo nivelados por baixo com a educação nacional.
           Fomos protestar em Brasília três vezes no ano passado e já duas vezes este ano. Fizemos na semana passada a Mega Manifestação da Educação com a Cúpula dos Povos, revivendo as“Diretas Já!” O governo não nos ouve, pouco liga para nossas reivindicações, se bem que justas.

           Precisamos acrescentar uma nova estratégia de luta! Precisamos falar na língua do governo: precisamos pelo nosso voto, eleger nossos representantes políticos que reivindiquem de igual para igual com os demais parlamentares, nossas ideias nascidas em sala de aula, valorizando o magistério em todos os seus níveis.

Mulheres da Matemática

Leia no link:

 http://www.ufpa.br/beiradorio/novo/index.php/leia-tambem/124-edicao-93--abril/1189-novo-olhar-sobre-a-matematica

No ato!

Ontem, foi realizado um Ato Político em solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no acampamento em frente a fazenda Cedro.  Participaram do ato professores e estudantes universitários. Foi realizado o lançamento do Manifesto de Apoio e Solidariedade ao MST/Pará assinado por diversas instituições e personalidades, dentre eles intelectuais, professores, advogados, jornalistas, estudantes e outros atores sociais.


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Trocate na Academia de Letras

Por José Coutinho Júnior
Da Página do MST


Charles Trocante, poeta e militante do MST no Pará, será empossado na Academia de Letras Sul e Sudeste Paraense (ALSSP) neste sábado (30). O poeta militante utiliza das palavras para denunciar, de forma lírica, os males do latifúndio e do agronegócio na região.
Segundo Ademir Braz, membro da ALSSP, “ao contrário do lutador de Drummond, porém, ele não se confronta com os vocábulos, nem tenta seduzi-los para prover seu próprio sustento num dia de vida. Cultiva-os, em verdade, para saciar a sede de justiça de um povo e de uma terra profundamente espoliados pela voracidade do latifúndio e das grandes corporações”.

Charles trabalha com temas ligados à vida dos trabalhadores, como a sua exploração pelas grandes empresas:

É ríspida a fronteira
E não me orgulham o níquel e sua aflição

Não é moda
Trabalhar até que a força seja bálsamo
Antúrios
Velados

A fé espontaneamente
Obedece a fé
É risível toda invenção onde o verão
Foi machucado

Eu velejo
Um andaime da noite foi visto
A cova
Aberta da natureza
Dormiu comigo toda a madrugada

Tudo o que disse
É provisório!
Ou sofrimento do povo por causa de doenças causadas pela extração de Minério pela Vale do Rio Doce na região:

Enquanto me deixo só
Sem cavalo nem país esticando o invisível,
De poste em poste
Adivinhando o desapego 
A febre oculta persegue o abdominal do
                                                      tempo
É gripe! 
E não convém sua imprevisibilidade

Na garganta
Outros mormaços se fazem
Chamo para uma dança sem fim
                                  a racionalidade
Mas ela foge em disparada
E acena um raro pacto
Intimo.

Tudo que vivi me habita
E não emagreço o instante
Se quis viver
Fiz um exercito para o cotidiano
Calcinei o cálculo
E os lugares.

A fadiga
É mesmice sentada no balcão do mercado
Um terno de coisas toscas.

A cerimônia acontece na Escola Irmã Teodora na Liberdade em Marabá (PA), às 17h. Charles irá assumir a cadeira de nº16, e terá como patrono o escritor paraense Dalcídio Jurandir (1909-1979), romancista que implantou a Amazônia na Literatura Brasileira, além de tratar do proletariado brasileiro em suas obras.

Eleições 2012: Marabá - Manoel e Salame dão entrevistas

O programa jornalístico SBT marabá conduzido pelo apresentador Fabiano Costa, entrevistou nesta quarta (27) e Quinta (28) os candidatos à prefeitura de Marabá: João Salame (PPS) e Manoel Rodrigues (PSOL) respectivamente. Ambos falaram sobre sues planos de governo para Educação, Saúde, Infraestrutura e Esporte.

Operação da Policia Civil cumpre mandados de prisão

Às 6h40 desta sexta-feira (29), delegados da Polícia Civil e o promotor Nelson Medrado, do Ministério Público do Estado (MPE), chegaram ao Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém (Ipamb), localizado na travessa Enéas Pinheiro, entre as avenidas Almirante Barroso e João Paulo II, para realizar a Operação Hígia.
Ao todo, 70 pessoas e nove equipes formadas por promotores de justiça do Ministério Público do Estado (MPE), delegados e investigadores da Polícia Civil participam da operação para executar cinco mandados de prisão e nove de busca e apreensão relacionados às investigações das denúncias de fraudes nos convênios do Ipamb firmados com farmácias particulares de Belém, além de indícios de nepotismo ou nepotismo cruzado na instituição.
De acordo com informações do diretor do Núcleo de Inteligência Policial (NIP), Cláudio Galeno, algumas prisões já foram efetuadas.  O delegado Rogério Moraes, da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) e o promotor de justiça Nelson Pereira Medrado, que atua na promotoria de Direitos Constitucionais Fundamentais, Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa, também acompanham a operação.
No início da manhã, eles aguardaram a chegada de Oséas Silva Júnior, presidente do Ipamb, mas como o dirigente não apareceu, parte da equipe deixou o local. O Grupo de Pronto Emprego da Polícia Civil (GPE) permaneceu para realizar a apreensão de computadores e documentos que comprovem as irregularidades.
Os mandados dirigem-se às pessoas que estão supostamente envolvidas no esquema , de dentro e fora do instituto. Segundo informações do Grupo de Prevenção e Repressão as Organizações Criminosas (Geproc), a fraude era feita da seguinte forma: Foi criado um cartão para compra de medicamentos no qual o funcionário do Ipamb tem uma margem de 30% do seu salário. As margens eram aumentadas irregularmente para percentuais acima de 30%. Eram criadas pessoas fictícias as quais eram emitidos cartões. As compras nestes cartões fraudados eram utilizados para comprar eletrodomésticos e celulares, em vez de medicamentos. Quando as farmácias enviavam as contas para o Ipamb, nada estava registrado, pois as compras eram apagadas do sistema.
(DOL, com informações do MPE)

Ato em defesa do MST e contra o latifúndio!

MANIFESTO DE APOIO E SOLIDARIEDADE AO MST/PARÁ

Há uma semana o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra está acampado em frente a sede da fazenda Cedro em Marabá (PA), que faz parte dos empreendimentos da Agropecuária Santa Bárbara pertencente ao banqueiro Daniel Dantas, que controla o grupo Opportunity.
 Antes de qualquer julgamento e opinião acerca da ocupação, qualquer um que se sinta no direito de se posicionar frente ao fato, necessita saber o que motivou o mesmo. Uma pergunta, então, torna-se relevante: quais as formas de atuação do grupo Santa Bárbara no estado do Pará, particularmente no sudeste paraense?
 Um primeiro elemento que é preciso que se saiba é o fato de que a Agropecuária Santa Bárbara está obrigada, desde 2010, a devolver à União parte da fazenda Cedro, a mesma do ocorrido, mais especificamente 826 hectares de sua área. Em outubro de 2010 a Justiça  Federal em Marabá determinou esta reintegração de posse para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) transformar esses hectares em um projeto de assentamento chamado Cedrinho. A ação de reintegração de posse foi proposta pelo INCRA, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), contra os autodenominados proprietários da fazenda Benedito Mutran Filho, Cláudia Dacier Lobato Pantera Mutran e Agropecuária Santa Bárbara Xinguara SA.
 O segundo elemento necessário de ser esclarecido é o fato de que o Ministério Público do Trabalho denunciou o grupo agropecuário Santa Bárbara, o mesmo dono da fazenda Cedro, por manter trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma propriedade na cidade de São Félix do Xingu (PA). Os fiscais do trabalho visitaram o local e constataram dezenas de ilegalidades, sendo que cinco pessoas foram resgatadas da fazenda, usada para a criação de gado. Inclusive, o procurador José Manoel Machado pediu uma multa de 20 milhões de reais à Santa Bárbara, ligada ao grupo Opportunity.
 O terceiro elemento a ser ressaltado trata-se da operação "Guardiões da Amazônia - Goianos IV", desencadeada pelo IBAMA em outubro de 2010, a qual identificou e autuou treze desmatamentos não autorizados, que somaram 2,3 mil hectares, na Fazenda Lagoa do Triunfo, localizada no município de São Félix do Xingu. Com 141,2 mil hectares, a fazenda é quase do tamanho do município de São Paulo e pertence ao grupo Agropecuária Santa Bárbara Xinguara S/A, do banqueiro Daniel Dantas. A multa pelo crime ambiental chegou a R$ 23 milhões, sendo que em 2007 já tinham sido embargadas áreas da mesma fazenda por desmatamento.
 Além disso, boa parte das áreas apropriadas pelo grupo foram desmatadas de forma irregular, uma vez que, por serem terras públicas que foram aforadas e destinadas ao extrativismo da castanha, não poderiam ser desmatadas nem vendidas, havendo, portanto, ações na Procuradoria do Estado para apurar essas ilegalidades.
 Ainda é preciso ser dito que Daniel Dantas chegou a estar relacionado no site do Banco Mundial em uma lista que reuniu 150 casos  de corrupção e desvio de dinheiro, nos quais comprovadamente, houve a movimentação bancária de um montante igual ou superior a US$ 1 milhão.
 Um último fato demonstra a maneira de agir do grupo Santa Bárbara: em negociação, sob mediação da Ouvidoria Agrária Nacional, foi proposto um acordo judicial perante a Vara Agrária de Marabá, através do qual os movimentos sociais, com apoio do INCRA, desocupariam três fazendas (Espírito Santo, Castanhais e Porto Rico) e outras três (Cedro, Itacaiúnas e Fortaleza), seriam desapropriadas para o assentamento das famílias. O grupo Santa Bárbara aceitou a proposta, os Trabalhadores Sem Terra desocuparam as fazendas, mas o grupo do banqueiro se nega a assinar o acordo.  Quem se nega a dialogar nesse caso?
 Diante das formas de atuação do grupo Santa Barbara/ Opportunity, suas negligências à lei e o fato de parte da fazenda cedro ser propriedade da União, uma questão surge: é a ocupação da fazenda ou a própria fazenda que é um caso de polícia? Parte da mídia e parte do Estado brasileiro encara os processos de ocupação pela palavra “invasão” e, logo, criminalizam os movimentos sociais por estas manifestações. Se os movimentos sociais são criminosos, o que é crime afinal?  Exigir o cumprimento da lei e a reintegração de posse da fazenda? Ser contra o desmatamento e o uso de agrotóxicos contra vidas humanas? Não seria o real crime os desmatamentos ilegais? A manutenção de trabalhadores em condições análogas a escravidão? O não cumprimento de acordos?
 O fato que aconteceu em 21 de junho de 2012, quando integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra foram recebidos a bala na fazenda Cedro, demonstra uma violência sem precedentes, como que a Luta pela Reforma Agrária, numa região onde a concentração fundiária é alarmante, o trabalho escravo é comum e milhões de pessoas vivem sem direito a ter direitos, fosse uma luta criminosa. A luta pela reforma agrária é justa e necessária, por isso, o conjunto de sujeitos e instituições listadas abaixo apóiam as reivindicações do MST, repudiam qualquer ação de intimidação e violência por parte das escoltas armadas ou da polícia e exigem que a luta pela Reforma Agrária não seja criminalizada!!!
 Nossa solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra,

Marabá, 29 de junho de 2012.
Colegiado do Curso de Educação do Campo / UFPA/Marabá
Fórum Regional de Educação do Campo
Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas Territoriais e Sociedade na Amazônia UFPA/Marabá
Núcleo Interdisciplinar em Agroecologia e Educação do Campo
Núcleo de Estudo Pesquisa e Extensão em Educação do Campo (NECAMPO)
Colegiado do Curso Técnico em Agroecologia do Sudeste do Pará
Cooperativa Mista da Agricultura Familiar de Marabá (COMFAMA)
Federação das Cooperativas da Agricultura Familiar do Sul do Pará (FECAT)
Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará
Movimento Debate e Ação
Observatório de Estudos da Fronteira
Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular (CEPASP)
Pastoral da Juventude Rural Nacional
Programa de Cartografia Patrimonial de Bens Culturais (Geografia-Marabá)
Federação de Estudantes de Agronomia do Brasil
Sindicado Nacional dos Servidores da Educação Tecnológica
Núcleo Interdisciplinar em Agroecologia e Educação do Campo
Idelma Santiago – UFPA/ Marabá / Colegiado de educação do Campo
Bruno Malheiro – UFPA/ Marabá / Colegiado de educação do Campo
Haroldo Souza – UFPA/ Marabá / Colegiado de educação do Campo
Maura dos Anjos – UFPA/ Marabá / Colegiado de educação do Campo
Glaucia Moreno – UFPA/ Marabá / Colegiado de educação do Campo
Marcos Alexandre Pimentel da Silva – UFPA / Marabá / Faculdade de Geografia
Rita de Cássia Costa - UFPA/ Marabá / Colegiado de educação do Campo
Airton dos Reis Pereira - UEPA
Wanda Maria Leite Pantoja – UFMA/ Imperatriz
Wendel Lima Bezerra – Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará
Ribamar Ribeiro Júnior – IFPA/ Campus Rural de Marabá e militante do PSOL
Éric de Belém – Fundação Nacional do Índio (FUNAI)
Francinei Bentes – UFPA/ Campus de Cametá
Francisco Macedo – UFPA/ Faculdade de Ciências Sociais do Araguaia Tocantins
Célia Regina Congilio - UFPA/ Faculdade de Ciências Sociais do Araguaia Tocantins
Francisco pereira da Silva – Diretor da região sudeste do SINTSEPPA
Oséias Gomes do Nascimento – Estudante LPEC
Maria Marlete Ferreira Gomes – Estudante LPEC
Marcel Ribeiro Padinha – UFPA/ Campus de Altamira
Tatiane de Cássia Silva da Costa – IFPA/ Campus Rural de Marabá
Hugo Rogério Hage Serra – UFPA / Marabá / Faculdade de Geografia
Rogério Rego Miranda – UFPA / Marabá / Faculdade de Geografia
Rogério Souza Marinho – UFPA / Marabá / Faculdade de Geografia
Paulo Alves de Melo – UFPA / Marabá / Faculdade de Geografia
Edilson da Silva Gondim – Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude
Anastácia Pavão de Oliveira - Federação de Estudantes de Agronomia do Brasil
Adriele Sales – Estudante LPEC
Marcelo Barbosa – Federação de Estudantes de Agronomia do Brasil
Antônia Borges da Silva – Federação de Estudantes de Agronomia do Brasil
Alexandra Araújo Duarte – UFPA / Marabá / Discente de Ciências Sociais
Francisco Antonio Crisóstomo (Thiesco) – Pastoral da Juventude
Dorília Ferreira da Cunha – Coordenação geral do DAJR-UFPA
Nilza Brito Ribeiro – UFPA/Marabá/ Faculdade de Letras
Fernando Michelott – UFPA/Marabá / Faculdade de Agronomia

Eleições 2012: Belém - Edmilson lidera!

Deu no jornal O GLOBO, edição de hoje (28/06/2012), na Coluna Panorama Político do jornalista Ilimar Franco:


O EX-PREFEITO Edmilson Rodrigues (PSOL) lidera as pesquisas para a prefeitura de Belém (PA). Seus principais adversários são os deputados José Priante (PMDB) e Zenaldo Coutinho (PSDB).

Quadrilha desviou mais de 5 milhões!

MPF denuncia reitor do IFPA e mais 12 por fraude e desvio de R$ 5,4 milhão

Edson Ary Fontes e outros três acusados foram presos hoje e tiveram os bens bloqueados. Houve ainda busca e apreensão nas residências e escritórios da quadrilha, no IFPA e na Funcefet/PA
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal o reitor do Instituto Federal do Pará (IFPA), Edson Ary Fontes, e outras 12 pessoas por fraudes e desvio de mais de R$ 5,4 milhão em recursos federais destinados à educação. A pedido do MPF, o reitor e outros três acusados foram presos preventivamente hoje pela Polícia Federal, para não atrapalharem as investigações.
Além de Edson, estão presos Bruno Garcia Lima e Armando da Costa Júnior. Alex Costa Oliveira chegou a ser considerado foragido mas acabou se entregando. Eles também tiveram os bens bloqueados e houve busca e apreensão nas residências e escritórios dos quatro. A denúncia contra eles já foi recebida pela 4ª Vara da Justiça Federal em Belém, que também expediu todos os mandados de prisão, bloqueio de bens, busca e apreensão.
“Os fatos demonstram, de maneira inequívoca, a existência de verdadeira organização criminosa voltada essencialmente para a prática de crimes de peculato, consistentes no desvio e na apropriação de recursos públicos da instituição de ensino”, diz a denúncia do MPF, assinada pelos procuradores da República Igor Nery Figueiredo e Ubiratan Cazetta.
“O reitor do IFPA lidera o bando, distribui tarefas, fixa os valores que serão desviados e divide o produto dos crimes entre seus comparsas. Como líder do grupo, é a ele destinada a maior parte dos recursos públicos desviados”, diz a denúncia. A investigação concluiu que o reitor distribuía bolsas de estudo a seus parentes e aliados e chegou a comprar passagens aéreas para sua irmã, Edilza de Oliveira Fontes.
Edson Ary era ainda o responsável pelo repasse de recursos à entidade de apoio Funcefet, de onde os recursos era desviados em proveito do próprio reitor e dos demais integrantes da quadrilha, aprovava pagamentos, a título de bolsa, a pessoas que não possuíam qualquer vínculo nem realizaram atividade alguma no instituto.
A investigação do MPF se iniciou a partir de representações e deu origem a uma auditoria extraordinária da Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou diversas fraudes em licitações, desvios de recursos e repasses irregulares de verbas da União. Durante a auditoria, testemunhos e provas surgiram comprovando que havia uma quadrilha formada no IFPA para desviar recursos públicos.
Uma das testemunhas fundamentais é a ex-mulher de Alex Daniel Costa de Oliveira, diretor da Fundação de Apoio à Educação Tecnológica, Pesquisa e Extensão do Centro Federal de Educação Tecnológica do Pará (Funcefet).

A Funcefet era peça principal no esquema da quadrilha e, mesmo sem o credenciamento do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência e Tecnologia, obrigatórios para receber verbas da educação, foi beneficiada nos últimos quatro anos com mais de R$ 79 milhões em verbas federais. Vários parentes do reitor do IFPA receberam o dinheiro repassado à Funcefet.

Bens e carnaval - Em depoimento à CGU, a ex-mulher do diretor da Funcefet enumerou os bens comprados pelos dirigentes do IFPA e pelo ex-marido com dinheiro federal recebido pelo Instituto: carros, motos, sítios no interior do Pará, apartamentos em Belém e em São Paulo. Ela acusa a quadrilha inclusive de financiar a escola de samba Bole-Bole, do bairro do Guamá, na capital paraense, o que ficou comprovado com documento bancário de entrega de recursos do Instituto para a escola de samba. O MPF juntou ao processo dois comprovantes de depósito para a escola de samba.
Em dois depoimentos, a ex-mulher de Alex Daniel afirmou que “a Fundação manda muitos recursos para a escola de samba na época do carnaval”. “Em várias ocasiões observou Alex Daniel transitando com altas somas de dinheiro em espécie oriundos da Fundação”, disse. Declarou ainda que “Alex Daniel fazia todos os pagamentos pessoais de Edson Ari e Armando Barroso, tais como cartões de crédito, planos de saúde da empregada etc., tudo isso com recursos da Fundação”. Na casa de Alex Daniel foram encontrados comprovantes de repasses de mais de R$170 mil em favor de Armando Barroso.

Feijoada - A CGU constatou ainda o desvio de R$ 1,2 milhão destinados à execução de obras, compra de mobiliário e veículos. Para justificar os gastos de verba, liberada extraordinariamente pelo Ministério da Educação, a Funcefet emitiu notas fiscais falsas. A CGU constatou as irregularidades e cobrou os documentos que comprovassem a aplicação dos recursos. A Fundação enviou então uma série de documentos ilegíveis ou rasurados e acabou provado que o dinheiro foi desviado para pagamentos irregulares de despesas como passagens aéreas, concursos, bolsas, jogos  estudantis e até uma feijoada. 
“Além das despesas com realização de concursos, bancas examinadoras e passagens,também foram apresentados comprovantes de despesas administrativas da Funcefet, como telefone, água e aluguel de imóvel onde funciona a entidade; material de informática; diárias a motoristas; combustível; seguro de veículos automotores não pertencentes ao IFPA, dentre outras despesas irregulares, todas elas desvinculadas da função original das verbas”, detalha a denúncia do MPF.
Bolsas - Os acusados desviaram dinheiro também de vários programas do MEC, como da Universidade Aberta do Brasil e do Brasil Escolarizado, que destinam bolsas para estudantes e professores. Parte das bolsas  foram desviadas para parentes dos acusados e para servidores do próprio IFPA, pagos para realizarem funções pelas quais já recebem salários da União. As  irregularidades dos servidores e bolsistas serão apuradas pelo MPF em outro procedimento investigatório.
Os acusados podem ser condenados pelos crimes de peculato, formação de quadrilha, dispensa indevida de licitação e outros crimes em concorrências públicas.

Número do processo: 0016701-88.2012.4.01.3900
Link para acompanhamento processual
Íntegra da denúncia


Fonte: MPF, Site do ORM e Diário do Pará

Os réus são:

  • Edson Ary de Oliveira Fontes, Reitor do IFPA
  • João Antônio Corrêa Pinto, Reitor-substituto
  • Bruno Henrique Garcia Lima, diretor de projetos do IFPA
  • Armando Barroso da Costa Júnior, Diretor-Geral da Funcefet
  • Alex Daniel Costa Oliveira, Diretor Administrativo-Financeiro da Funcefet
  • Darlindo Maria Pereira Veloso Filho, coordenador do programa Universidade Aberta do Brasil
  • Márcio Benício de Sá Ribeiro, coordenador do programa Universidade Aberta do Brasil
  • Sônia de Fátima Rodrigues Santos, coordenadora do programa de pós-graduação
  • Geovane Nobre Lamarão, Coordenador-Geral do Pronatec no IFPA
  • Rui Alves Chaves, Pro-Reitor de Extensão

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Policia Federal prende Reitor do IFPA

Imagem Reproduzida do Diário do Pará On line

Polícia Federal prendeu na madrugada desta quinta-feira (28) quatro membros da diretoria do Instituto Federal do Pará (IFPA), entre eles o reitor, Edson Ary de Oliveira Fontes, o diretor de projetos, Bruno Garcia Lima, o diretor financeiro administrativo, Alex Daniel Costa Oliveira e o diretor geral do Centro Federal de Educação Tecnológica do Pará (Cefet), Armando Costa Junior. Todos são acusados de formação de quadrilha, peculato e fraude licitações. Durante alguns meses, com base em documentos obtidos e analisados pela Controladoria Geral da União no Pará, foi detectado o gran... mais » 

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quarta-feira, 27 de junho de 2012

A peça de Teatro Circense "MURRO EM PONTA DE FACA"

 Convite
 
A peça de Teatro Circense "MURRO EM PONTA DE FACA" do Rio de Janeiro, que retrata a Ditadura Militar e o exilados brasileiros durante o regime, vem após apresentação em Belém, fazer sua segunda e ultima apresentação no Estado do Pará, que será aqui em São Domingos do Araguaia, amanhã (28) na Escola Municipal Francisca Florentina, a partir das 19:00 hs. Esta realização é fruto de uma parceria entre a Prefeitura Municipal e a Associação dos Torturados da Guerrilha do Araguaia - ATGA. Participem conosco desta importante programação... Sezostrys Alves da Costa - Presidente da ATGA

Aprovado os 10% para Educação!

Depois de 18 meses de tramitação, a Comissão Especial do Plano Nacional de Educação concluiu, na noite desta terça-feira (26), a votação do PNE com a aprovação da proposta de aplicação de 10% do PIB para o setor no prazo de 10 anos. A sessão era destinada a votar os destaques feitos durante a aprovação do texto-base, há 15 dias, sendo que a proposta de financiamento foi apresentada pelo deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE). Regimentalmente, o PSOL não tinha direito a apresentar destaques. O índice de 10% era reivindicado pelos movimentos sociais, estudantes e profissionais da educa... mais

Em defesa dos presos políticos do Xingu

Entidades fazem ato em defesa do Xingu Vivo (Foto: )
Entidades da sociedade civil organizada e representantes de movimentos sociais se reúnem nesta quinta-feira (27) em um ato público em defesa das lideranças populares responsabilizadas criminalmente no processo movido pelo Consórcio Norte Energia.
O inquérito policial foi aberto e pedida a prisão preventiva junto ao Ministério Público do Estado do Pará (MPE/PA) dos envolvidos no protesto realizado no último dia 16 contra as obras da hidrelétrica de Belo Monte, na cidade de Altamira.
Integrantes da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, do Movimento de Mulheres, Comitê Metropolitano do Movimento Xingu Vivo para Sempre, do Ocupa Belém, entre outros estarão concentrados a partir das 9h na Boulevard Castilhos França com a Presidente Vargas, em frente ao Banco Central. (DOL com informações da SDDH/PA)

NOVOS CONFLITOS PODEM EXPLODIR SE NEGOCIAÇÃO NÃO AVANÇAR


O conflito ocorrido no final da semana passada na fazenda Cedro, envolvendo famílias ligadas ao MST onde 15 pessoas (entre elas uma criança de 2 anos) foram feridas à bala por “seguranças” do grupo Santa Bárbara do Banqueiro Daniel Dantas, poderá se estender para outros acampamentos do movimento caso o INCRA nacional não dê resposta positiva à pauta apresentada na sexta feira à Ouvidoria Agrária e Superintendência de Marabá.
O MST possui 5 acampamentos nas regiões sul e sudeste do Pará onde estão acampadas 1.300 famílias. Para solucionar os conflitos e assentar as famílias o INCRA precisa enfrentar com os três grupos mais poderosos da região: a VALE, a Agropecuária Santa Bárbara e o grupo Quagliato. Os acampamentos do MST em área de interesse da VALE e do grupo Quagliato poderão seguir o mesmo exemplo adotado em relação ao grupo Santa Bárbara no último final de semana. Essas famílias também aguardam o cumprimento de acordos não cumpridos entre o INCRA e os referidos grupos econômicos para a liberação de fazendas para assentamentos rurais.
Nos últimos dois anos, o Movimento manteve as famílias acampadas e participou de mais de uma dezena de audiências na Vara Agrária e com a Ouvidoria Agrária Nacional, cumprindo com sua parte nos acordos. Durante todo esse tempo, o grupo do banqueiro Dantas vem, cada vez mais, expandindo suas propriedades na região a custa de desvio do dinheiro público contando com a conivência do INCRA e da Justiça. Além disso, foi o Grupo que não cumpriu com os acordos firmados e na última reunião não compareceu, mostrando descaso. Por isso, o MST não voltará atrás em relação aos imóveis do grupo Santa Bárbara e não se retirará mais da Fazenda Cedro.
O caso da Fazenda Cedro é um exemplo desse desmando, 90% da floresta da propriedade foi derrubada. O antigo castanhal existente ali foi totalmente destruído. Calcula-se que metade de seus 10 mil hectares sejam constituídos de terras públicas, mas, até agora o INCRA retomou apenas 900 hectares. A fazenda foi embargada pelo Ministério Público Federal por crime ambiental, mas a Justiça, atendendo ao pedido do grupo do banqueiro, determinou o desembargo. Durante todo esse tempo e frente a tantas ilegalidades, o INCRA sequer fez um estudo sobre a situação da área. Além disso, a Agropecuária Santa Bárbara tem várias ações e processos referentes à trabalho escravo, desmatamento, uso intensivo de agrotóxicos (com pulverização aérea), grilagem de terra e violência contra trabalhadores e trabalhadoras na região.
As famílias do MST que estão acampadas em áreas públicas griladas pelo grupo sentem intimidação e violência permanentemente. Nos últimos três anos, apenas na região sudeste, a escolta armada “Atalaia” – pistoleiros autorizados pelo Estado, travestidos de segurança -, já feriu à bala 38 trabalhadores rurais sem terra e assassinou um jovem trabalhador (Wagner). Com frequência, rondam os acampamentos, atiram pela noite, ameaçam os trabalhadores quando estão plantando suas roças, sobrevoam constantemente os acampamentos intimidando e promovendo violência psicológica nas famílias que lutam pelo justo direito à terra. Nenhum “segurança” foi preso ou punido por esses crimes.
Por essas e por outras razões é que não esperaremos mais e não daremos mais um passo atrás sobre a Fazenda Cedro e as demais fazendas onde as 1.300 famílias do MST terão que ser assentadas. Não aceitaremos despejos em nossas áreas, intimidações e prisões, bem como a criminalização das lideranças e do movimento.
Exigimos justiça no Estado do Pará e Reforma Agrária!
MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA – MST
COMISSÃO PASTORAL DA TERRA – CPT

DEU NO BLOG DO SINTEPP


Foi postado no Blog do Sintepp:


Leia:

Alternativa Socialista pode ser uma saída para o povo marabaense!

PSOL de Marabá é mais uma alternativa para o cidadão marabaense!
É a única via Socialista!
Convenção do PSOL define Manoel Rodrigues como candidato a Prefeito e Ribamar Ribeiro Junior como candidato a Vice. Ambos são servidores públicos, Manoel é servidor da COSAMPA e Ribamar é professor do IFPA. Entre os candidatos a Vereadores, temos dois destaques da educação: Professores Joyce Rebelo e Edivaldo Viana, ambos filiados e Coordenadores do SINTEPP de Marabá.

Cúpula dos Povos: Documento Final (i)


DECLARAÇÃO FINAL
CÚPULA DOS POVOS NA RIO+20 POR JUSTIÇA SOCIAL E AMBIENTAL
EM DEFESA DOS BENS COMUNS, CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA VIDA


Movimentos sociais e populares, sindicatos, povos e organizações da sociedade civil de todo o mundo presentes na Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, vivenciaram nos acampamentos, nas mobilizações massivas, nos debates, a construção das convergências e alternativas, conscientes de que somos sujeitos de uma outra relação entre humanos e humanas e entre a humanidade e a natureza, assumindo o desafio urgente de frear a nova fase de recomposição do capitalismo e de construir, através de nossas lutas, novos paradigmas de sociedade.
A Cúpula dos Povos é o momento simbólico de um novo ciclo na trajetória de lutas globais que produz novas convergências entre movimentos de mulheres, indígenas, negros, juventudes, agricultores/as familiares e camponeses, trabalhadore/as, povos e comunidades tradicionais, quilombolas, lutadores pelo direito a cidade, e religiões de todo o mundo. As assembléias, mobilizações e a grande Marcha dos Povos foram os momentos de expressão máxima destas convergências.
As instituições financeiras multilaterais, as coalizões a serviço do sistema financeiro, como o G8/G20, a captura corporativa da ONU e a maioria dos governos demonstraram irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta e promoveram os interesses das corporações na conferência oficial. Em constraste a isso, a vitalidade e a força das mobilizações e dos debates na Cúpula dos Povos fortaleceram a nossa convicção de que só o povo organizado e mobilizado pode libertar o mundo do controle das corporações e do capital financeiro.
Há vinte anos o Fórum Global, também realizado no Aterro do Flamengo, denunciou os riscos que a humanidade e a natureza corriam com a privatização e o neoliberalismo. Hoje afirmamos que, além de confirmar nossa análise, ocorreram retrocessos significativos em relação aos direitos humanos já reconhecidos. A Rio+20 repete o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global. À medida que essa crise se aprofunda, mais as corporações avançam contra os direitos dos povos, a democracia e a natureza, sequestrando os bens comuns da humanidade para salvar o sistema economico-financeiro.
As múltiplas vozes e forças que convergem em torno da Cúpula dos Povos denunciam a verdadeira causa estrutural da crise global: o sistema capitalista associado ao patriarcado, ao racismo e à homofobia.

As corporações transnacionais continuam cometendo seus crimes com a sistemática violação dos direitos dos povos e da natureza com total impunidade. Da mesma forma, avançam seus interesses através da militarização, da criminalização dos modos de vida dos povos e dos movimentos sociais promovendo a desterritorialização no campo e na cidade.
Avança sobre os territórios e os ombros dos trabalhadores/as do sul e do norte. Existe uma dívida ambiental histórica que afeta majoritariamente os povos do sul do mundo que deve ser assumida pelos países altamente industrializados que causaram a atual crise do planeta.
O capitalismo também leva à perda do controle social, democrático e comunitario sobre os recursos naturais e serviços estratégicos, que continuam sendo privatizados, convertendo direitos em mercadorias e limitando o acesso dos povos aos bens e serviços necessários à sobrevivencia.
A atual fase financeira do capitalismo se expressa através da chamada economia verde e de velhos e novos mecanismos, tais como o aprofundamento do endividamento público-privado, o super-estímulo ao consumo, a apropriação e concentração das novas tecnologias, os mercados de carbono e biodiversidade, a grilagem e estrangeirização de terras e as parcerias público-privadas, entre outros.
As alternativas estão em nossos povos, nossa história, nossos costumes, conhecimentos, práticas e sistemas produtivos, que devemos manter, revalorizar e ganhar escala como projeto contra-hegemônico e transformador.
A defesa dos espaços públicos nas cidades, com gestão democrática e participação popular, a economía cooperativa e solidária, a soberania alimentar, um novo paradigma de produção, distribuição e consumo, a mudança da matriz energética,  são exemplos de alternativas reais frente ao atual sistema agro-urbano-industrial.
A defesa dos bens comuns passa pela garantia de uma série de direitos humanos e da natureza, pela solidariedade e respeito às cosmovisões e crenças dos diferentes povos, como, por exemplo, a defesa do “Bem Viver” como forma de existir em harmonia com a natureza, o que pressupõe uma transição justa a ser construída com os trabalhadores/as e povos. A construção da transição justa supõe a liberdade de organização e o direito a contratação coletiva e políticas públicas que garantam formas de empregos decentes

Cúpula dos Povos: Documento Final (ii)


(...)

Reafirmamos a urgência da distribuição de riqueza e da renda, do combate ao racismo e ao etnocídio, da garantia do direito a terra e território, do direito à cidade, ao meio ambiente e à água, à educação, a cultura, a liberdade de expressão e democratização dos meios de comunicação, e à saúde sexual e reprodutiva das mulheres.
fortalecimento de diversas economias locais e dos direitos territoriais garantem a construção comunitária de economias mais vibrantes. Estas economias locais proporcionam meios de vida sustentáveis locais, a solidariedade comunitária, componentes vitais da resiliência dos ecossistemas. A maior riqueza é a diversidade da natureza e sua diversidade cultural associada e as que estão intimamente relacionadas.
Os povos querem determinar para que e para quem se destinam os bens comuns e energéticos, além de assumir o controle popular e democrático de sua produção. Um novo modelo enérgico está baseado em energias renováveis descentralizadas e que garanta energia para a população e não para corporações.
A transformação social exige convergências de ações, articulações e agendas comuns a partir das resistências e proposições necessárias que estamos disputando em todos os cantos do planeta. A Cúpula dos Povos na Rio+20 nos encoraja para seguir em frente nas nossas lutas.

Rio de Janeiro, 15 a 22 de junho de 2012.
Comitê Facilitador da Sociedade Civil na Rio+20 - Cúpula dos Povos

Nota


Nota de apoio – Vítimas de Belo Monte não são criminosos



Publicado em 26 de junho de 2012 

Desde que foram pensados no período da ditadura, os projetos de barramento do rio Xingu na região de Altamira, Pará, geram indignação, revolta e ferrenha oposição dos povos da bacia deste que é um dos mais importantes e megadiversos rios do país.
Há mais de 23 anos, os movimentos sociais do Xingu resistem à Belo Monte.No marco da Rio +20,  realizaram em Altamira o encontro Xingu +23 que, de 13 a 16 de junho, reuniu cerca de 300 pessoas, entre atingidos pela usina e apoiadores de sua luta.
Um dia antes do início do evento, o Consórcio Norte Energia tentou anulá-lo com um interdito proibitório, criminalizando antecipadamente quatro membros do Movimento Xingu Vivo para Sempre. A despeito de serem a empresa e o governo os vetores de toda a violência que explodiu na região desde o início das obras da hidrelétrica, o Consórcio e as forças repressivas da polícia reforçaram o processo de criminalização, e agora 11 participantes do Xingu +23 – entre eles um padre que rezou uma missa e abençoou o encontro, um pescador que teve sua casa destruída pelo Consórcio poucos dias antes, e um documentarista que apenas o registrou -, estão sendo investigados e indiciados como criminosos.
Diante das ameaças de prisão preventiva, divulgadas na imprensa, os advogados do Movimento Xingu Vivo entraram com um habeas corpus preventivo para garantir a liberdade dos perseguidos. O pedido foi negado pela Justiça.
Hoje, Belo Monte é um resumo de tudo de mais nefasto engendrado pelo regime militar, imposto com brutalidade sem precedentes pelo governo federal às populações do Xingu. Divulgando inverdades sobre este projeto sem viabilidade econômica, energética, social e ambiental, o governo, seus ministros, seus burocratas e seus empreiteiros destroem sem pudor a vida da população que depende das matas derrubadas, dos peixes que já quase não existem, da caça que fugiu das detonações das obras ou cujos corpos se amontoam nas margens da Transamazônica. E, quando os expulsos, os ameaçados e os acuados se defendem, o Estado apela à polícia e transforma suas vítimas em criminosos.
Tamanha violação dos direitos humanos dos que são vítimas da violência estatal e do capital é inaceitável num país que preza sua democracia. É inconcebível que a criminalização do protesto seja aplicada ainda hoje.
Exigimos a imediata anulação de todos os processos de criminalização da população do Xingu e seus apoiadores. Exigimos que suas perdas econômicas, morais, culturais e espirituais sejam reparadas. Exigimos que a população brasileira tenha o direito de decidir sobre a construção de projetos de grande porte, que tenha o direito de dizer não, que seja consultada sobre como e onde os recursos públicos são aplicados – e exigimos, acima de tudo, que a democracia e os princípios básicos dos direitos humanos sejam garantidos no Brasil.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Em Parauapebas já temos alternativa!




Os candidatos aos cargos majoritários (Prefeito e Vice-Prefeito) são, respectivamente, Antonio José da Silva Filho “o Zezinho do Rio Verde” e o Professor e Ambientalista Jesse James.

A convenção do PSOL de Parauapebas, também definiu a chapa de candidatos a vereadores (as) com suas respectivas áreas de atuação: Ana Jorge (educação), Auricéia Marques (educação), Anderson Mendonça (comerciário), Afonso Gilberto (bancário), Juracir Assunção (bombeiro e saúde), Mardem Henrique (saúde), Marcos Cunha (educação), Normaci Duraes (educação), Raimundo Moura (educação) e Samuel Alves (Agente do DMTT).

Para o candidato a prefeito, Zezinho, “a melhor aliança do PSOL será feita com o povo de Parauapebas, por isso nosso slogan será Parauapebas nas mãos do povo", disse.
No Blog da Marinor Brito

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Suruí na Cúpula dos Povos


O depoimento dos índios Suruís sobre a Guerrilha do Araguaia

Os Suruís, do sul do Pará, habitantes da região do Araguaia e Sororó, sofreram uma era de terror, na década de 1970, quando os guerrilheiros do Partido Comunista do Brasil montaram uma base na região. A versão oficial que é divulgada dá conta dos índios como bate-paus, guias, dos militares que combateram os guerrilheiros, ajudando a esquartejar corpos, enterrar as partes. Agora, os mais jovens estão resgatando a história de seu povo.

Rio de Janeiro - Essa é mais outra história traumática sobre o período da ditadura. Os Suruís, do sul do Pará, habitantes da região do Araguaia e Sororó, até a década de 1960, quando o antropólogo Rock Laraia, fez os primeiros contatos, sofreram uma era de terror, na década de 1970, quando os guerrilheiros do Partido Comunista do Brasil, montaram uma base na região. A versão oficial que é divulgada dá conta dos índios como bate-paus, guias, dos militares que combateram os guerrilheiros, ajudando a esquartejar corpos, enterrar as partes, enfim, estavam ao lado dos militares.

Agora os mais jovens, que participam de um Conselho da Juventude, com todas as tribos da região de Marabá – Sorte, Xicrin, Guarani, Guajajara, Assurinin, entre outros -, estão resgatando a histórias de seus povos, da destruição e tomada de seus territórios, e da destruição das suas culturas.

No caso Suruí, das aldeias So’ó e Itamy, cerca de 490 pessoas, morando perto de São Geraldo do Araguaia, com um trecho da BR-153, cortando os 26 mil hectares da reserva, a situação é bem complicada. Trechos da reserva, com cemitérios antigos e onde faziam suas danças e produziam matérias para suas atividades, foram loteadas pelo INCRA, transformada em assentamentos. Outra parte foi ocupada por fazendeiros. São 11 mil hectares ocupados, deixando espaço para invasores, local de descarga de lixo, inclusive hospitalar, que estão contaminando os igarapés, onde eles pescam.

Uelton John Suruí é um cacique, filho de Tibakw, criado em São Paulo, retornou à reserva no momento em que os militares chegaram de helicóptero e cercaram a aldeia. Não foi o caso de um seqüestro, foi coletivo. Ninguém da aldeia podia sair pelo mato. Nem as crianças. Tibakw não permitiu que os militares transformassem a aldeia na base de ação contra a guerrilha. Deslocaram-se para uma área chamada de Bacaba, onde hoje existe a vila Santana.

No começo da história dos Suruís, um funcionário do Serviço de Proteção ao Índio (órgão anterior a FUNAI), atuava como o chefe do posto, na verdade era um militar infiltrado. Convenceu os índios de que alguns amigos dele procuravam algumas pessoas no mato. Quando o Exército teve as coordenadas gerais da localização, baixou em peso na aldeia. Obrigou Tibaw, que tinha feito um curso de enfermagem, a pegar uma arma e seguir com o pelotão de enfrentamento.

Os militares descobriram que o índio cacique havia se alistado no Rio de Janeiro, antes de voltar ao Araguaia. A partir daí o terror foi implantado. Mulheres foram estupradas, os Suruís desconfiam que até o tipo étnico característico de eles mudou. Os pais são altos, fortes, os filhos bem mais baixos. Existem vários casos de descendentes com sangue branco, uma miscigenação empurrada goela baixo.

A situação era muito simples de imaginar: em plena era da Lei de Segurança Nacional, cercados de mato, longe de qualquer contato, com pouca convivência com brancos, os Suruís passaram por um período negro. Comeram carne crua de caça, ou até mesmo, de jaboti. Não podiam fazer fogo. As crianças não podiam brincar, ou fazer barulho. As mulheres foram usadas porque não havia prostitutas disponíveis no mato.

Táxi um dos 14 sobreviventes, dos combatentes do Araguaia, como eles foram definidos, sem saber em que guerra estavam metidos. Foram oficialmente 18 guias. Quatro já morreram. Tawé disse aos mais jovens que eles apanham em fila, para comer carne crua. Um deles, do grupo de 14, está perturbado mentalmente, outro está surdo. Nenhum deles gosta de falar. Mesmo para os descendentes mais jovens. O antropólogo Orlando Calheiros, presente na entrevista, morou 18 meses com os Suruí. Esta fazendo a sua tese de doutorado para o Museu Nacional , que deverá se chamar Sapura-hay, a dança do povo.

Os Suruís tem canção para todas as suas atividades cotidianas, inclusive na alegria e na tristeza. Eles eram conhecidos por ser um “povo de cantores”. Isso na região mais violenta da Amazônia que é o sul do Pará. Uma região que foi desmantelada em termos de direitos e de legislação, de garantias, de funcionamento do Ministério Público, tanto estadual como federal. A herança da ditadura está presente ainda hoje no povo da região, principalmente quem teve alguma ligação com a Guerrilha do Araguaia.

Foi criada a Associação dos Torturados em São Domingos, onde os índios tentam uma reparação contra o que sofreram durante esse período. Uelton John Suruí e seu irmão Clelton, estão na Rio+20 deram o depoimento para CARTA MAIOR. A responsabilidade do movimento agora é deles. Os mais velhos estão cansados e não querem falar. A não ser que fossem ouvidos por autoridades reconhecidas, como a Comissão da Verdade, que vai repassar o período da ditadura, mas ainda não tocou no assunto dos indígenas.

Não somente Suruís, mas também Waimiri-atroaris e Araras, somente dois outros exemplos de aldeias que estavam no caminho de estradas abertas pelo Exército, como no caso da Manaus Caracaraí e na Transamazônica.

- “Nós ficamos sem nada, conta Uelton. Nossa terra, nossa cultura, invasão, hoje em dia até corpos são jogados na nossa área, contaminação dos igarapés. Na verdade nós vivemos ameaçados por fazendeiros, com queimadas no verão. Não podemos andar à vontade no mato, nem armados, porque a região é muito tensa. Queremos reparar essa situação. Queremos indenização pelo que sofremos. Ou então vamos fechar a estrada.”

A BR-153 já foi fechada em fevereiro. Os índios deram prazo de 90 dias para o governo do Pará e o governo federal se pronunciarem. Querem cercar, pelo menos, um trecho da estrada, porque os animais da região estão morrendo atropelados. Os Suruís ainda caçam e pescam. No dia 25 de junho está marcado novo bloqueio. Os índios que participam da Rio+20 estão preocupados porque o ônibus deles quebrou. Levaram três dias e meio para chegar ao Rio.

Entre 2009-2010, uma advogada do Centro de Direitos Humanos, que eles não lembram o nome, procurou a comunidade, porque o pai dela, um cubano foi morto no Araguaia, e seu corpo nunca apareceu. Logo que essa informação vazou no Pará, apareceu um coronel com um aparato militar, querendo que Tibakw mostrasse o local, ou os locais, onde existem vestígios de corpos. Alguns já foram retirados, dizem os índios, em outras covas, o que ficou são partes de esqueletos.

Como a época mudou, os Suruís não concordaram. Mesmo assim, pagando um rancho para outra liderança, os militares cavaram em algumas áreas. Uelton e Clelton, os filhos de Tibakw, que ainda está vivo, é um dos 14, sabe onde estão enterrados os vestígios. O pai mostrou o local para eles.

-“ Mas nós só vamos mostrar se repararem o que sofremos. Queremos nossa terra – TUAPEKUA KWAWERA – e o direito de falarmos. Até hoje, tudo o que saiu sobre a Guerrilha do Araguaia não teve a participação dos Suruís, e temos muitos dos nossos parentes, meus tios, meu avô que participaram de tudo. Meu pai sempre me disse que não era para contarmos, porque um dia essa história ia ajudar o nosso povo. Queremos nossa terra para manter a vida do nosso povo”, reforçaram por mais de uma vez os dois filhos de Tibakw.

Pedi para eles anotarem alguns dos nomes dos participantes da guerrilha que ainda vivem nas duas aldeias Suruí. São eles: Tibakw, Umassú, Warny, Mikwá, Mittó, Jawara’á,Waywera, Morrahy, Apy, Tiremé, Tawé.

Muitos deles não conseguem nem ver alguém desossando um porco do mato, tirando a pele, ou cortando a cabeça de uma galinha. Orlando Calheiros lembra que o índice de câncer de estômago e pâncreas, entre os Suruís é quatro maior vezes a média do estado, por isso desconfia que estejam jogando lixo hospitalar na região.

O grupo dos jovens estuda no Instituto Federal do Pará, ficam 15 dias em Marabá e voltam, permanecendo outros 20 na aldeia, onde repassam os ensinamentos aos outros membros da comunidade. Estão estudando Agroecologia, num curso de 3,5 anos. Outros sete, vão completar o curso superior no mesmo tema. Agora o assunto está em discussão. A hora é da verdade, completa, não só um pedaço.


Fotos: Da esquerda para a direita: Uelton Jonh Suruí (etnia Suruí); Paulo (etnia Guajajara), Najar Tubino, Cleiton Surue (etnia Suruí) e Orlando Calheiros (antropólogo). Fonte Carta Capital

sábado, 16 de junho de 2012

Blog presente na Cúpula dos povos na Rio +20

Coordenando uma delegação de 38 estudantes do Curso Tecnico em Agroecologia do CRMB, este poster está presente na Cupula dos Povos no rio de Janeiro.

Seguimos por aqui até dia 22 de junho.

domingo, 10 de junho de 2012

Programação do Museu do Índio

MUSEU              DO ÍNDIO - FUNAI
CURSO              DIMENSÕES DAS CULTURAS INDÍGENAS 2012: PATRIMÔNIO, ARTE E              MEIO AMBIENTE
16              A 27 DE JULHO DE 2012, das 14 às 17 h

PROGRAMAÇÃO           

DIA            16 – SEGUNDA-FEIRA:          DEMOGRAFIA DOS POVOS INDÍGENAS NO BRASIL – MARTA AZEVEDO          (UNICAMP/FUNAI)
DIA            17 – TERÇA-FEIRA:          CINEMA ETNOGRÁFICO E POVOS INDÍGENAS – PATRÍCIA MONTE-MOR          (UERJ)
DIA            18 – QUARTA-FEIRA:          PATRIMÔNIO CULTURAL INDÍGENA – LUÍS DONISETE GRUPIONI (IEPÉ)
DIA            19 – QUINTA-FEIRA:          HISTÓRIA E CULTURA MATERIAL NAMBIQUARA – ANNA MARIA RIBEIRO          FERNANDES DA COSTA (IHGMT/IKUIAPÁ)
DIA            20 – SEXTA-FEIRA:          MESA REDONDA COM CINEASTAS INDÍGENAS
DIA            23 – SEGUNDA-FEIRA:          POVOS INDÍGENAS E COMUNIDADES QUILOMBOLAS - APROXIMAÇÕES E          SOBREPOSIÇÕES POLÍTICAS E ETNOLÓGICAS - JOSÉ MAURÍCIO ARRUTI          (UNICAMP)
DIA            24 – TERÇA – FEIRA:          CULTURA MATERIAL KARAJÁ: CHANG WHAN (PRODOCLIN/MUSEU DO ÍNDIO)
DIA            25 – QUARTA-FEIRA:          A CERÂMICA DO POVO PAITER SURUÍ DE RONDÔNIA: JEAN-JACQUES          ARMAND VIDAL (ARTISTA PLÁSTICO)
DIA            26 – QUINTA-FEIRA:          POLÍTICAS AMBIENTAIS E POVOS INDÍGENAS: DO BRASIL ESCRAVISTA          AO SÉCULO XXI – JOSÉ AUGUSTO PÁDUA (UFRJ)
DIA            27 – SEXTA-FEIRA:          MESA REDONDA – POVOS INDÍGENAS E PATRIMÔNIO CULTURAL

VAGAS LIMITADAS
TODOS            OS INSCRITOS RECEBERÃO GRATUITAMENTE AS PUBLICAÇÕES DO MUSEU            DO ÍNDIO.
TAXA            DE INSCRIÇÃO: PROFISSIONAIS – R$ 250,00
                                                 ESTUDANTES – R$ 125,00
INSCRIÇÕES            A PARTIR DE 11 DE JUNHO DE 2012, DAS 10 ÀS 17 H  NA            COORDENAÇÃO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA DO MUSEU DO ÍNDIO, RUA            DAS PALMEIRAS, 55 – BOTAFOGO –RIO DE JANEIRO/RJ – CEP            22270-070 – TEL. 21-3214-8718
E-MAIL:          divulgacao.cientifica@museudoindio.gov.br