domingo, 11 de novembro de 2012

João e a coalizão!

João tem passado os últimos dias matutando,  pensando muito bem como fará a composição do seu governo. O namoro iniciado com  com a prepoderância da visibilidade dada pela campanha emancipatória conciliou em um noivado designando a aliança com os partidos como uma Terceira Via. Porém, o casamento consolidado com o resultado do 7 de outubro e a vislumbrante vitória começa a balancear antes que a chamada "lua de mel" termine. É o preço que se paga no atual sistema eleitoral brasileiro, viciado e desmoralizante.

Será preciso compor uma coalizão com uma certa homogeneidade ideológica e uma convergência de interesses? O antagonismo das forças politicas que ajudaram a eleger o João, prevalece no processo de escolha do seu governo. E nestas diferenças que o prefeito eleito senta o foco para montar o tabuleiro e iniciar o jogo.
O PMDB do Deputado Asdrubal Bentes, vereador Nagib Mutran e do eleito Orlando Elias estão firmes em torno da Secretaria de Obras. Na rápida passagem pela prefeitura Nagib nomeou o correligionário José Gaby, isso significa essa pasta é importante par ao grupo político.
O PT sonha em reocupar a Secretaria de Educação, pasta que no Governo Haroldo Bezerra (PSDB) foi dirigida por Bernadete ten Caten. Para reviver este sonho, tem algumas indicações: Bressan, Floripes e ainda o desejo da vereadora Toinha. No entanto, o grupo majoritário prefere que Toinha ocupe outra secretaria com uma menor densidade financeira para que sua vaga seja ocupada pelo presidente do partido. Isso em caso de João não aceitar de forma alguma o PT na Semed, mas caso aceite quem dará o norte é a tendência "PT pra Valer".
Mais o PT também está de olho na gestão participativa, ocupando a pasta do Planejamento teria facilidade para organizar o Orçamento Participativo e as plenárias de bairros, com isso o nome do vice-prefeito eleito seria mais popularizado, baixando o seu alto índice de rejeição.
É assim que funciona a coalizão: acordos entre partidos (normalmente em torno da ocupação de cargos no governo) e alianças (dificilmente em torno de ideias ou programas) entre forças políticas para alcançar determinados objetivos. Na maioria das vezes a coalizão é feita para sustentar um governo, dando-lhe suporte político no legislativo (em primeiro lugar) e influenciando na formulação das políticas (secundariamente).
Neste sentido, outra dor de cabeça são as articulações para composição da Mesa Diretora da Câmara. O PPS iniciou avulsamente, ou seja, uma articulação feita apenas pelos três vereadores para tentar ocupar a presidência da casa.`Por outro lado, o que eu duvido muito, o grupo de "oposição" será capitaneado pelo Deputado Tião Miranda (PTB) com a bancada de sete vereadores.
Uma coisa é certa, podem tirar o cavalinho da chuva, pois duvido que o contrato com a Leão Leão será suspenso!

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