quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Comunicação alternativa: experiências e provocações



Onde a autora relata sua paciência com ouvintes de rádio comunitária que pedem música conservadora e a aventura de um jornal de reportagens autônomo — além de refletir sobre experiências latino-americanas ligadas a mídia e hegemonia

Por Elaine Tavares, no Palavras Insurgentes

Podem-se separar esses dois conceitos de comunicação como sendo, o primeiro, uma comunicação feita com o controle da sociedade organizada, e o segundo, como a comunicação feita numa comunidade específica. Mas, se fixarmos bem o olhar, vamos ver que é só uma divisão didática. Tanto uma como a outra precisa da organização comunitária. E aí é que a porca torce o rabo. Vivemos num país e — arrisco dizer – num continente, onde a participação é coisa que ainda precisa ser aprendida. Países colonizados, amordaçados, useiros e vezeiros de ditaduras militares, de governos conservadores e patriarcais. Somos uma gente muito pouco acostumada a ter espaço onde dizer a palavra. Por conta disso, estamos sempre sendo representados por pequenos grupos que, com o passar do tempo, se acham no direito de dizer o que gostamos e o que não gostamos. Democracia direta é coisa distante para nós.

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