segunda-feira, 23 de julho de 2012

Neguinho da Inês se foi!

Morre o artista popular Neguinho da Inês

Irreverente, excêntrico e batalhador. É como alguns amigos definiam neste sábado, 21 de julho, o artista popular Neguinho da Inês, falecido às 5 horas daquele dia no Hospital Municipal de Marabá. Raimundo Cabral, nome de batismo do cantor e poeta, lutava há mais de ano contra uma doença rara chamada Cromomicose.
A doença do cantor foi alvo de reportagem do CORREIO DO TOCANTINS em março deste ano e, depois disso, amigos dele e simpatizantes chegaram a organizar ações para angariar fundos para o tratamento. Àquela altura a doença já se alastrara pela perna dele, obrigando-o a ficar recluso em casa.
Cabral foi internado na última quarta-feira no HMM, já bastante debilitado. No sábado ele não resistiu e faleceu. A família realizou o velório no salão paroquial da Igreja de São Félix de Valois, na Velha Marabá.
Neguinho da Inês gravou bregas, sendo o primeiro CD intitulado “Ladrão de Coração”. O segundo trabalho foi “Corno Manso” e o terceiro, com 14 composições, tinha como título “Chupando Manga”, música de trabalho.
A DOENÇA
À época da reportagem do CT, o médico Nagilson Amoury explicou, sobre a Cromomicose: “É uma micose que atinge a pele e a gordura embaixo da pele, causada por um fungo do solo e/ou de vegetação. Ocorre mais em pessoas da zona rural sendo caracterizada por lesões verrucosas nas porções distais dos membros, principalmente nos pés e nas mãos. O diagnóstico é feito pelo raspado da lesão, em meio de cultura para fungos, ou através de biópsias da lesão. O tratamento é a base de medicamento sistêmico, via oral, e às vezes pode se associar ao procedimento cirúrgico com nitrogênio líquido, ressecção de margem ou laser. O tratamento medicamentoso é a base de itraconazol, é longo e a eficácia está ligada a precocidade de introdução do antifúngico”. (Da Redação do Correio do Tocantins)

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