sexta-feira, 16 de março de 2012

Cadeia nele! (ii)

O legado de Sebastião Curió
Sebastião Curió: o canto sinistro da Gestapo instalada no Araguaia paraense



Por Paulo Fonteles Filho
No bojo da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra o Coronel reformado do Exército Sebastião Curió por crimes de seqüestro qualificado contra cinco militantes comunistas durante a guerrilha do Araguaia (1972-1975) está o ineditismo de ser a primeira ação criminal contra agentes da repressão política que atuaram fervorosamente para sufocar a necessária resistência democrática contra o regime dos generais que, enfim, mergulharam o país numa noite histórica de 21 anos marcada pela censura, prisões arbitrárias, torturas e desaparecimentos forçados.

Os procuradores do Pará, Rio Grande do Sul e de São Paulo merecem o apoio da consciência nacional do país tupiniquim porque, ao ajuizarem processo judicial contra uma das figuras mais emblemáticas da ditadura militar brasileira, estão absolutamente antenados ao pleno desenvolvimento de nossa dimensão democrática.

Acontece que Sebastião Curió, além de ter cometido os crimes ora denunciados por nossos corajosos procuradores federais, certamente realizou muitos outros e dentre eles está no fato de ter liderado, no curso dos anos que se seguiram ao contencioso, as famigeradas operações de limpeza a todo e qualquer vestígio aos acontecimentos insurgentes das matas do Pará.

A ordem era apagar tudo, violar túmulos nas selvas, incendiar corpos ou jogá-los nos caudalosos rios Araguaia ou Tocantins.

Leia o artigo completo no Blog do Paulo Fonteles Filho.

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