quarta-feira, 20 de julho de 2011

É assim que eles tratam a Questão de MORADIA em Marabá!

Grupo Tático, Polícia Federal e Postura durante reintegração



Avião efetuando manobra de pouso passa bastante baixo


Gabriel Feitoza, o Bruce Lee, líder sem teto enquadrado pela PF


Sem teto sendo conduzidos até a Delegacia da PF em Marabá


Ten. Cel. Monteiro: "Se voltarem podem ser presos"


Delegado Wilson Ramos: "Líderes podem ser responsabilizados"


Máquina usada para derrubar barracos em terreno invadido

(Postagem e Imagens do Blog do Ednaldo Souza)

Cumprindo ordem judicial, agentes da Polícia Federal, da Polícia Militar e do Código de Postura, cumpriram, ontem pela manhã mandado de reintegração de posse em terreno pertencente à Infraero, em Marabá. O mandado foi expedido pelo juiz federal, Marcos Silva Rosa.

O terreno de aproximadamente 50 hectares, localizado entre o bairro “Newton Miranda” e a rodovia Transamazônica integra a Área de Segurança Aeroportuária (ASA) e está dentro da chamada Zona de Ruído, portanto, imprópria para moradia.

Neste cumprimento do mandado, foram mobilizados pelos menos 50 agentes, inclusive até mesmo a cavalaria foi usada para “enxotar” os sem teto, que estavam ocupando o terreno há cerca de duas semanas.

Foram necessárias duas incursões para convencer aos sem teto saírem do local. Cinco pessoas foram presas. Estas teriam desobedecido a ordem judicial, uma vez que pela manhã, por volta das seis horas, foi dado o primeiro cumprimento da ordem judicial e por volta do meio dia os sem teto retornaram.


Piçarra - É deste terreno que a Prefeitura e uma empreiteira que está construindo a duplicação da rodovia Transamazônica, no perímetro urbano de Marabá retiram piçarra para aterramento da obra.

Após a ocupação, sem teto, literalmente expulsaram as máquinas do local. Após o cumprimento do mandado judicial, as máquinas retornaram a tirar o aterro do terreno.


Retorno - No caso deste terreno da Infraero, é voz corrente entre os sem teto retornar pra área, uma vez que alegam não ter onde morar.
Enquadra-se neste contexto o ancião, José Anchieta Alencar 65 anos. “Moro agregado na casa de um filho meu, nunca tive uma casa, por isso arrisco aqui na invasão”, comenta.

A dona de casa Maria de Lourdes Ferreira de Lima, 42, tem como maior patrimônio uma prole de sete filhos que cria com muita dificuldade e até recentemente o marido estava desempregado. “Moro na casa do meu sogro, pois não temos condições de pagar o aluguel”, garante.

Outra história não menos triste é do idoso Genésio Gomes dos Santos 72 anos. “Moro de aluguel numa humilde casa cheia de filhos e netos, mas estou tentando conseguir um terreno pra morar”, afirma.




Liberdade aos Presos que lutam por Moradia, JÁ!!!


Divino José Rodrigues de Souza
Gabriel de Souza Feitoza (Bruce Lee)
Luiz Ribeiro de Souza
Patrick Roberto Veras Lima
Adolescente de 17 anos
--------------------------------
 
E a piçarra, vai continuar sendo retirada????

3 comentários:

Anônimo disse...

Ei Ribamar, tu não estas enganado?
Jamais a postura do governo Maurino, participaria de atos desta natureza, assim falou seu cordenador: Reformulamos e reciclamos todos, e orientamos a estarem sempre do lado dos mais fracos, sem truculencia e sem ARROGANCIA. Esta é a orintação do nosso governo Maurino.

Anônimo disse...

É urgente fazer um censo imobiliário e um projeto (que não seja eleitoreiro como estão fazendo) para resolver o problema habitacional e pra acabar com a especulação imobiliária que eleva o valor do aluguel às nuvens.

Comprar um terreno é algo impensável diante dos valores cobrados. Assim as invasões nunca deixarão de acontecer.

E como é que a cidade vai dobrar o número de moradores, se não tem habitação para alocar os que já residem aqui?

___________
Adir Castro

Anônimo disse...

Um comentário fora do contexto:

Tudo isso pode ser apenas boato para valorizar os jabás, coisa comum em vésperas de eleição, quando em rodas de conversa o assunto é sucessão municipal.

Hoje passando pela rua e próximo a um grupo que discutia a sucessão municipal, ouvi alguém dizendo que ouviu de fontes seguras, que o debate entre os prováveis candidatáveis a prefeito, EX e ATUAL, ocorreria em torno da criação do Estado de Carajás.

Será uma estratégia usar a emancipação como pano de fundo para que os eleitores não questionem o papel de ambos à frente da prefeitura?

Usarem o tema para evitar ataques mútuos e assim evitar de um mostrar os erros do outro, faz sentido, já que no decorrer desse dois anos quase nada um disse ou mostrou um do outro. Parece que o que saiu deixou tudo em ordem, e o que entrou tá conduzido tudo muito bem.

___________
Adir Castro