quinta-feira, 2 de junho de 2011

O Estado da Violência! (iii)

Em 2005, para tentar reduzir a violência rural no Pará, foi criada a Delegacia de Crimes Agrários (Deca), mas a criação do órgão não refletiu na diminuição dos crimes nos municípios. “Em todo lugar existe violência. A gente trabalha para diminuir as mortes, mas temos muitas dificuldades, como, por exemplo, para ter acesso ao local dos conflitos”, afirma o delegado José Humberto de Melo Júnior, da Deca de Marabá.
Edson Luiz Bonete, superintendente do Incra em Marabá, avalia positivamente a criação do Estado dos Carajás. “O poder público se tornaria mais presente e o controle da violência seria muito mais eficaz”, afirma. Já José Batista, advogado da CPT (Comissão Pastoral da Terra) na região, afirma que a resolução dos problemas em Carajás não passa, necessariamente, pela a criação do Estado.
“Eu não levanto essa bandeira [da criação do Estado de Carajás] porque acho que temos que resolver os problemas estruturais da região, que estão relacionados com a reforma agrária, a demarcação de terras indígenas e a proteção à comunidades quilombolas”, diz.

Nenhum comentário: