quarta-feira, 22 de junho de 2011

Mineração: Relatório do Encontro Regional (iv)

Pequiá: A  7 anos temos brigado. Vivemos a 30 metros das siderúrgicas. A culpa é da Vale porque  ela quem provoca essa situação. Nossos rios, matas pedem socorro, nós temos que lutar por eles que não podem sair. Temos que juntar, se unir contra situação. Moro 30 anos no Piquiá, sai de Minas e ela(Vale) me acompanha. Nós estamos aqui e temos que se unir, porque se não vai acaba tudo.
 A vale atualmente chega com os setores de engenharia, dizem que não constrói, mas tem influencia dentro do governo. Manda a equipe da Vale para fazer vistoria e isso anula a ação das lideranças. Isso tem ressonância dentro das comunidades, pois, a Vale disse que vai fazer levantamento e vai cobrar das autoridades, no que diz respeito as ruas, escolas, poços.... . No povoado Cristalino fizeram levantamento de várias demandas e disseram que encaminharam aos órgãos e não fizeram nada. A Jnt foi lá e fez atividades com povo. A Vale apareceu depois e articulou a prefeitura para iludir o povo. A duplicação da ferrovia vai trazer impactos nessas comunidades.
Açailândia – enfatizar a importância da articulação. Somos vitima do mesmo modelo de exploração. A forma de imposição é pressão e o convencimento. Tem a face da  violência. É muito importante essa articulação. Vive um momento de mercantilização da biodiversidade. É um momento meio que suicida. Temos que nos unir para enfrentar.  
Bom Jesus- Não poderia deixar de falar de  Bom Jesus da Selva.  Principal problema é o eucalipto. O rio Pindaré está mais seco, poluição do rio. A cidade está sendo praticamente engolida pela erosão. E hoje o problema é tão grande e as autoridades  falam que não tem conhecimento da erosão. Devido a tantas firmas que levam muitos homens, geram trabalho escravo, comem comida estragada, faltam vagas nas escolas. Chegou uma grande empresa Odebreche, com 3 mil homens o que aumentou a prostituição infantil. Os pais não tem nem como acompanhar os filhos. Inclusive uma criança morreu por conta da erosão que está engolindo a cidade.

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