terça-feira, 21 de junho de 2011

Estado de Carajás: Pesadelo ou sonho?


       A desculpa de que a capital, Belém fica com a maior parte dos recursos, conforme afirma os separatistas não garante que a população de Belém tenha uma melhor condição de vida, pois essa cidade sofre as mesmas mazelas que nós do interior, lá falta saúde, educação, saneamento, habitação etc., mas, também é lá que estão as melhores universidades, os melhores hospitais, tem mais saneamento, nem por isso, a população tem acesso a esses serviços. As cidades têm uma função no capitalismo, é nelas que o mercado se materializa, reproduzindo o sistema capitalista, todo investimento feito na cidade é de ordem econômica e de lucro, isso por que, as cidades têm o valor de uso e o valor de troca: a infraestrutura construída tem valor de uso que eleva o valor de troca. Exemplo: a eletrificação, pavimentação de ruas, distribuição de água e esgotamento sanitário, educação e saúde são direcionadas para os bairros das classes abastardas, bairro da classe trabalhadora è mínima a infraestrutura e os serviços públicos. A cidade é retrato fiel da luta de classe, pois fica mais visível as diferentes classes sociais e sua forma de habitar, a classe dominante mora em bairros dotados de equipamentos urbanos e serviços públicos, seus imóveis são supervalorizados, enquanto a classe trabalhadora fica na periferia abandonado pela administração pública, a emancipação vai resolver esse problema?
        Para combater uma ideologia é preciso outra, as mazelas que nos afetam são inerentes ao sistema capitalista, nós vivemos numa região rica em recursos naturais e que tem a maior hidroelétrica genuinamente Brasileira. A extração de minério na nossa região é mais custo que beneficio para população. A energia para grandes consumidores é subsidiada de 70 a 80%, em detrimento ao consumo domestico que é caríssimo; a Vale do Rio Doce é isenta de pagar ICMS, essa paga menos impostos ao Estado que uma rede de supermercado. O sistema capitalista impõe regras a ser cumprida imposta pelo Estado. A divisão enfraquece a luta por melhoria, os trabalhadores de todo o Pará precisam se unir para combater o arrocho salarial, a falta de emprego, o pouco saneamento básico, o descaso com saúde, a falta de educação que qualifica o filho dos trabalhadores, a solução está em nossas mãos! Não a divisão!
Otávio Barbosa
Sindicalista

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