quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Estado de Carajás: Os custos da divisão (I)

Abaixo reproduzo o texto do professor Fábio Fonseca de Castro (UFPA) sobre os custos da divisão territorial. Um excelente texto para o debate.

Este blog tem dedicado este espaço para debate de temas relevantes, e a contribuição do professor Fábio (Hupomnemata) vem somar para o esforço do debate sério e sem paixões como tem sido os defensores da criação do Esrtado de Carajás.



Os custos da divisão                                               Fábio Fonseca de Castro 
A notícia de que o Governo do Estado vai contratar o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão ligado a Presidência da República, para renovar seus estudos sobre a divisão do Pará colocou em pauta, novamente, o tema da criação dos estados do Tapajós e Carajás. Alguns comentários a respeito. 
Penso que dividir o Pará para governar melhor é uma possibilidade, mas não a qualquer custo. E que custos são esses? Bom, eles são quatro: os quatro custos da divisão territorial. O primeiro é custo da máquina, quanto se paga para os novos estados funcionarem? O segundo é o custo social: o que se perde em termos de investimentos em saúde, educação, segurança e emprego por causa, justamente, do custo da máquina. O terceiro é o custo institucional: a competição e a guerra fiscal que vai se instalar entre os três estados remanescentes. E, porfim, o quarto é o custo federativo, a situação de desequilíbrio político gerada. 
Quem paga todos esses custos é o povo. Tanto o povo da nova unidade como todos os brasileiros, em geral. Vamos a eles.

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