quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Plebiscito Popular

Falta menos de um mês para o início do Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra no Brasil. Entre os dias 01 e 07 de setembro, toda a sociedade brasileira terá a oportunidade de dizer se é a favor ou contra a concentração de terras no país, ou seja, se concorda ou não com o latifúndio.


A população brasileira também é convidada a participar de um abaixo-assinado que já está sendo circulando em todo país e que continuará após o Plebiscito. O objetivo desta coleta de assinaturas é entrar com um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) no Congresso Nacional para seja inserido um novo inciso no artigo 186 da Constituição Federal que se refere ao cumprimento da função social da propriedade rural.

2 comentários:

Mural de Marabá disse...

Acho que o limite de terra deve ser igual a capacidade de produção de seu proprietário. Por exemplo, na zona rural tem agricultor com 10 alqueires de terra, um touro e dez vacas conseguido através do PRONAF. Fica lá a vida toda esperando esse pequeno rebanho virar uma fazenda e sem nada produzir nessa imensa terra. Por que não é cobrado um melhor aproveitamento da terra? Será por isso que quase todo tipo de alimento é importado por Marabá?

Fico besta de ver pessoas morando na zona rural e comprar na cidade: ovos, galinha da granja, sabão, farinha, feijão, arroz, café, frutas, verduras e legumes, quando ele tem uma terrinha que poderia produzir para ele e vender o excedente. Só o sal é que não dá pra produzir na zona rural, o restante dá.

Da mesma forma uma pessoa não pode ser dono de uma vasta extensão de terras sem produzir nada nela e sem comprovar a forma como a adquiriu. Essa terra tem que ser da União.

A proposta do candidato do PSOL à presidência foi meio que fora de lógica, lembrei do antigo regime comunista soviético. Me parece que ele quer limitar um tamanho único de terra para todos. E aqueles que nada produzem podem ser comparados com o que verdadeiramente e honestamente querem produzir? É justo poldar alguém apenas porque os que estão atrás da fila não querem andar? A proposta do candidato do PSOL deixou a desejar.

Sei e concordo que é preciso rever a forma que esses grandes latifundiários conseguiram essas terras. Mas é preciso separar o trigo do joio, senão vira anarquia e o país entra na escuridão total.

Uma pessoa não pode ser condenada a ficar esperando que aquele outro se mexa para só então ele, a custa de seu suor e trabalho honesto, aumentar o seu patrimônio. E se o outro nunca se mexer nessa fila, serão dois necessitados?

Concordo em parte com o que disse Dilma quanto a questão agrária: de que no Brasil, pela complexidade de cada região, fica difícil fazer reforma agrária adotando uma norma geral.

Sou totalmente favorável a reforma agrária, mas com inteligência.

Outro ponto ainda mais complexo: o êxodo urbano. É complicado convencer a um pardal para que ele viva no campo.

Quem é que será escalado para tomar posse dessas terras e realmente produzir, sem repassá-la para terceiros, sem arrendá-la e sem vendê-la? Porque para assumir e nada produzir e ficar somente recebendo ajuda e negociando terra é fácil e todo mundo quer.

É uma questão muito complexa.

Anônimo disse...

Caro Riba, nunca entendí essa ambição desmedida por imensas extensões de terra. Me daria por satisfeito com uma chácara de 1.000 x 1.000 m., porém, ñ posso comprar. Concordo que, vastas áreas, devem ser divididas para quem realmente quer viver da terra e, isso é factível. Não concordo é com invasões predatórias e anarquia. O feudalismo em nossa região principalmente, ainda é convalidado por sucessivos governos. Não acho difícil resolver como dizem. Mesmo pq. qdo. o cara morre "se acomoda bem" em 2,00 x 1,00 m.Em 114.08.10, Marabá-PA.