domingo, 27 de junho de 2010

Poema à Eduardo Galeano

O sangue coagulou
De vez
Nas artérias abertas.
A prata pretejo,
O ouro enferrujou.
A folha de cocaína
Murchou na boca
Sem dentes
Do criollo que rezou,
Antes de morrer
Com sete anos

Depois dos vinte.
E o pão apodreceu
Nas mãos em cruz
Da índia canarinho
Vestindo a celeste
No coração entupido
Da América,
Enquanto eu assistia
Mais um Brasil e Uruguai.
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Edilson José

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