sábado, 8 de maio de 2010

Vale: Documentos revelam seus passivos






No começo de abril o Rio de Janeiro abrigou o I Encontro Internacional dos Atingidos Pela Vale. Populações de vários cantos do Brasil, Canadá, Moçambique e outros países debateram os passivos sociais e ambientais socializados nas regiões onde a empresa opera.
Quase nada saiu na mídia grandalhona. Nem um ato de protesto em frente ao prédio de luxo onde reside Roger Agnelli, cacique mor da corporação, conseguiu pautar o evento.

Não é novidade a mobilização da periferia para compreender o processo de grandes corporações e lutar por direitos. O que há de recente é a organização no coletivo Justiça nos Trilhos, que soma forças com outras redes já existentes, como a Fórum Carajás. Religiosos cambonianos animam, com outros agentes, a ação em rede.
A visibilidade do Justiça nos Trilhos ganhou maior proporção no Fórum Social Mundial de Belém, 2009. Na ocasião organizou vários seminários e apresentou pesquisas que indicavam os desastres cometidos pela Vale na região de Carajás.

DOCUMENTOS

O coletivo tem empenhado esforços no sentido de produzir e divulgar informações sobre tais questões. No encontro de abril foram lançados uma revista, um dossiê e um DVD sobre as demandas em Carajás. E vídeos no youtube.
A revista com 70 páginas, aproximadamente, reúne seis artigos. Os mesmos tratam da poluição da empresa em São Luís, a disputa pela terra em Carajás, a privatização e o segredo do sucesso da corporação.
A revista e o DVD podem ser adquiridos a partir de cinco reais cada. Para maiores informações falar com o Justiça nos Trilhos.

A apropriação pela periferia de ferramentas que as novas tecnologias proporcionam tem sido recorrente. A idéia é disputar a hegemonia. O geógrafo Milton Santos sinalizou para a questão, já no início da década de 1990, na obra que defende que outra globalização é possível.

O coletivo Justiça nos Trilhos tem realizado isso com propriedade. O grupo possui uma perna fincada na Belém-Brasília. Lá no oeste do Maranhão, no município de Açailândia O coletivo tem sinalizado para o mundo, os passivos e ambientais que os projetos da Vale socializam no seio de uma população empobrecida. (Rogério Almeida- Furo)

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