quarta-feira, 26 de maio de 2010

O Pará repartido em debate


Com este título o jornalista Rogério Almeida fala sobre o debate ocorrido no auditório da UNAMA em Belém.


Giovanni Queiroz, deputado federal (PDT/PA), médico e pecuarista no sudeste do Pará, ex, prefeito de Conceição do Araguaia é o defensor mais ardoroso pela criação do estado de Carajás.
Queiroz, que é réu no STF, AP/476, por desacatar uma juíza em 1992, esteve ontem à noite defendendo a sua bandeira no auditório da Universidade da Amazônia (UNAMA).
O debate sobre a repartição do estado sempre vem à tona a cada pleito eleitoral. A paixão, em detrimento de uma base técnica, serve como plataforma dos alinhados.
Queiroz defende que em Goiás, Tocantins, Mato Grosso, tudo é mel após a divisão territorial. O mineiro parece desconhecer os índices de desenvolvimento de tais estados.
Zenaldo Coutinho (PSDB/PA), advogado, em oposição a Queiroz, argumenta que não é possível transferir experiências de outros estados para a realidade amazônica.
Lembrou os limites para ampliação da fronteira agrícola, por conta da reserva legal de 80%.
O parlamentar que é processado na Justiça Eleitoral, fez emenda que destina R$300 mil para a construção de nova sede do TRE.
A peleja pela realização do plebiscito para consultar a sociedade paraense encontra-se na Câmara Federal.
O debate no auditório foi marcado pela defesa emocional de ambas as partes.
Na paisagem do auditório, entre alunos e professores, o staff de Queiroz circulava com adesivos pela criação do estado de Carajás.
Parece que ninguém leu os dados do IPEA sobre a inviabilidade técnica da divisão territorial do país.
Mas, no jogo político, o que se enontra posto no palco e o oculto nos bastidores, indica que a cratera é mais embaixo.

4 comentários:

Anônimo disse...

É por isso e muito mais que não podemos que essa proposta continue sendo ecoada aqui em Marabá e região.

Um Estado pra elite e a serviço de meia duzia de politicos.

Laércio Ribeiro disse...

Caro Ribamar,

Sobre o assunto, gostaria de fazer o meu comentário. Pra começo de conversa, que fique claro: sou favorável ao processo emancipacionista. Obviamente, defendo que a proposta de divisão territorial do Pará seja precedida de estudo de viabilidade que aponte quando e como ela deve acontecer. Porque no mundo moderno em que vivemos não há mais lugar para medidas que se fundamentem puramente em critérios sentimentalistas. É preciso estudos, levantamentos, ponderações, debates produtivos. Na questão emancipacionista há, todavia, um ponto que conta em favor dos que são favoráveis: a história atesta que o desenvolvimento trilha o caminho da desagregação territorial; basta observar que saímos da condição de extensas províncias, no passado, para sermos hoje unidades cada vez menores. A emancipação tem se revelado positiva tanto na divisão dos estados como na dos municípios. Não fosse assim, estaríamos experimentando o inverso, ou seja, a aglutinação das Unidades da Federação.
Quer outro argumento? Pergunta ao povo do Estado do Tocantins se eles querem voltar a ser Goiás, a Parauapebas, Itupiranga, São João do Araguaia se querem deixar de ser cidade e ser só município de Marabá?

Anônimo disse...

O que mais vejo mo meio politico é uns chamando os outro de: E aí senador, deputado, vereador, prefeito, governador vamos ao peblicito depois agente domina o povo e nada mais.Puro interesse pessoal.

Paulo Weber disse...

“A divisão do estado hoje é uma necessidade, eu moro em Conceição do Araguaia uma cidade de centenária, cidade esta que faz divisa com o estado do Tocantins, e tenho sofrido na pele os reais problemas de se ter um estado tão grande geograficamente, para se ter uma idéia temos que enfrentar uma viagem de quase 1.000km para se chegar à capital paraense, temos sofrido com a demora de soluções básicas para um bom funcionamento de nosso município, não temos água tratada com a qualidade que a NBR exige, não temos infra-instrutora hospitalar adequada, muito menos segurança publica.
Até onde tenho visto, somente os nortista do Pará não querem esta divisão que lhes prejudica e muito, pois são menos impostos a serem colhidos das empresas como a VALE, PUMA e outras, queremos si nossa carta de alforria, queremos liberdade e atenção por parte do poder publico, pois este e o mínimo que merecemos.”