sábado, 29 de maio de 2010

Globo racista!

O racismo explícito da Folha e O Globo

E ainda tem gente que acha que não há racismo no Brasil. Mas a própria mídia elitista desmente os adeptos desta tese fajuta – pregada, entre outros, pelo “senhor das trevas” da Rede Globo, Ali Kamel. Nos últimos dias, ela cometeu dois crimes de racismo. O jornal O Globo simplesmente vetou a publicação de um anúncio pago (pago!) do movimento Afirme-se, que defende as cotas nas universidades brasileiras. Já a FSP (Folha Serra Presidente) se meteu numa enrascada ao dar espaço para o racista Demétrio Magnoli, que esculhambou dois repórteres do próprio jornal.

A peça publicitária do movimento Afirme-se, produzida pela agência baiana Propeg, enfatizava que 60% dos brasileiros apóiam as políticas afirmativas e defendia a manutenção das cotas. O anúncio visava interferir nos debates da audiência pública do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema. Ele foi publicado em vários veículos ao custo médio de R$ 40 mil. Já o jornal da famíglia Marinho, que antes havia orçado a publicação em R$ 54.163,200, ao saber do conteúdo da campanha elevou o preço para R$ 712.608,00 – um aumento de 1.300%.

Preço elevado em 1.300%

Diante deste evidente racismo, a entidade ingressou com representação no Ministério Público do Rio de Janeiro contra O Globo, exigindo a “punição do veículo e a obrigatoriedade da publicação do anúncio a preço simbólico ou gratuito”. Para o jornalista Fernando Conceição, coordenador do Afirme-se, o majoração de 1.300% “é uma coisa irracional, por isso ingressamos com uma representação por abuso de poder econômico”. Segundo o advogado João Fontoura Filha, a atitude do jornal atenta contra a liberdade de expressão e fere vários artigos da Constituição.

Na ação enviada ao subprocurador- geral de Justiça e Direitos Humanos, o advogado afirma que o anúncio visava “informar a sociedade a respeito da constitucionalidade das cotas – tão atacadas nos editoriais e artigos difundidos, entre outros, pelo O Globo”. Mas o jornal preferiu vetar a sua difusão, confirmando a existência de “uma verdadeira campanha que objetiva extinguir, vetar e destruir as poucas iniciativas institucionais de ação afirmativa; e impedir, bloquear e derrotar qualquer possibilidade de criação de novos instrumentos legais de ação afirmativa”.

Um comentário:

Mural de Marabá disse...

Nós negros, temos que parar com a crença de que precisamos de cotas para isso ou para aquilo. Temos inteligência sim, precisamos apenas colocá-la para funcionar. A inteligência de uma pessoa não está na cor de sua pele, classe social, credo ou religião, mas na sua capacidade de saber que é preciso buscar meios para adquirir conhecimentos e ser preparado para sobreviver sozinho. Buscar seu lugar ao sol.

Da maneira que se coloca a "coisa", tem-se a impressão que nós negros nascemos desprovidos de cérebro.

Significa dizer que o negro só adentra a uma faculdade aparado por essa lei da cota? Que de outra maneira a ele é impossível? O negro é burro? As cotas são, na verdade, uma ofensa.

Sou negro e nunca me senti prejudicado nas escolas que estudei por causa da cor da minha pele. Sempre estudei bastante pra ser um aluno, pelo menos, nota 9. Ser visto como um aluno inteligente. Consegui sê-lo.

Dizer que nesse país existe discriminação por causa de classe social... tem mais sentido.

Qualquer negro rico e famoso é bem recebido em qualquer lugar. Não é verdade? Se for pobre, mesmo sendo branco dos olhos azuis, não entra.