terça-feira, 18 de maio de 2010

FAMÍLIAS SEM TERRA OCUPAM O INCRA EM MARABÁ

Aproximadamente mil e trezentas famílias de trabalhadores e Trabalhadoras ocupam a sede do INCRA (SR 27) em Marabá desde a madrugada hoje (18 de maio) e se dará por período indeterminado.

Os trabalhadores reivindicam assentamento imediato das fazendas ocupadas, duas delas a mais de cinco anos e que até o momento o INCRA não cumpriu com a sua obrigação, de vistoria e desapropriação.
As Fazendas reivindicadas pelas famílias organizadas pelo MST são Cedro, Maria bonita e Espírito Santo, de “propriedade” da Agropecuária Santa Barbara, do Grupo Oportunity. E mais Fazenda Rio Vermelho, Vera Cruz, Nossa Senhora de Fátima e Colorado do Grupo Quagliato, e Peruana, do Evandro Mutran, e São Luis, área em conflito com a companhia mineradora VALE, todas essas fazendas são áreas publicas da união.

Além disso, as famílias denunciam a pratica de violência em todas as fazendas citadas acima por pistoleiros e seguranças armados. E na fazenda PIRATININGA o conflito entre as famílias acampadas e madeireiros e que nenhuma autoridade se manifesta na para a resolução do problema.

As famílias acampadas exigem a presença de imediato do presidente nacional do INCRA e do presidente do ITERPA, para iniciar as negociações.

Coordenação Estadual do MST-PA

Um comentário:

Mural de Marabá disse...

Não fosse o MST, tenho certeza, jamais se ficaria sabendo que esses barões de terras, na verdade, são invasores do patrimônio público. Todas essas informações continuarIam trancadas a sete chaves como sempre foram, não fosse o surgimento desse movimento. É angustiante saber que durante décadas e séculos fomos enganados para que uma minoria ficasse muito rica, e a gente muito pobre.

E junto com essas descobertas vem à tona a grande evidência: de que nossas autoridades, todas elas, sempre foram cúmplices e coniventes desses senhores invasores do patrimônio público.

Nesses casos específicos, onde a invasão aconteceu anteriormente, é justo o pedido do MST. Afinal de contas, como foi revelado, eles não compraram essas terras, mas se apropriaram delas, sendo que elas pertencem a união, e se são da união, é de todo o povo brasileiro.