quinta-feira, 27 de maio de 2010

Estado do Carajás: Os argumentos do SIM!

Recebi comentário do jornalista Laércio Ribeiro sobre a divisão territorial, o qual estou postando abaixo em respeito a qualidade da defesa e como o referido jornalista trata a questão.


Caro Ribamar,

Sobre o assunto, gostaria de fazer o meu comentário. Pra começo de conversa, que fique claro: sou favorável ao processo emancipacionista. Obviamente, defendo que a proposta de divisão territorial do Pará seja precedida de estudo de viabilidade que aponte quando e como ela deve acontecer. Porque no mundo moderno em que vivemos não há mais lugar para medidas que se fundamentem puramente em critérios sentimentalistas. É preciso estudos, levantamentos, ponderações, debates produtivos. Na questão emancipacionista há, todavia, um ponto que conta em favor dos que são favoráveis: a história atesta que o desenvolvimento trilha o caminho da desagregação territorial; basta observar que saímos da condição de extensas províncias, no passado, para sermos hoje unidades cada vez menores. A emancipação tem se revelado positiva tanto na divisão dos estados como na dos municípios. Não fosse assim, estaríamos experimentando o inverso, ou seja, a aglutinação das Unidades da Federação.

Quer outro argumento? Pergunta ao povo do Estado do Tocantins se eles querem voltar a ser Goiás, a Parauapebas, Itupiranga, São João do Araguaia se querem deixar de ser cidade e ser só município de Marabá?


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Vamos ao debate!

Um comentário:

Mural de Marabá disse...

Já que o assunto está em aberto, vou dar o meu pitaco.

Não seria melhor nos emanciparmos primeiro de todas essas "tranqueiras" que a si mesmos denominam-se políticos e só depois revermos a questão da emancipação territorial?

De que adianta emancipar território e continuar com esses que hoje comandam a política nessa região?

O que impediu que algum deles fizesse alguma coisa produtiva por essas cidades que foram ou são administradas pelos mesmos?

Saúde e educação municipalizada. FPM que não mais é retido, como algumas décadas atrás, em que o prefeito tinha que se ajoelhar pra poder receber. Sem contar tantos outros recursos que entram nos cofres das cidades.

Temos como exemplo Marabá, quem em 2006 teve um PIB de aproximadamente 2.6 bilhões. Será que a cidade de Marabá terá saúde e educação - ítens básicos de responsabilidade do município - somente quanto a região aqui virar Estado?

Melhor começar uma campanha de emancipação do cabresto.

Abraços.