sábado, 27 de março de 2010

Cooperativismo em debate


A história do cooperativismo agropecuário na região sudeste do Pará é recente, fruto de experiência negativas passadas pelos agricultores em outras regiões. Temos a primeira cooperativa agropecuária fundada com o apoio do antigo GETAT, EMATER e CVRD em 1988, no hoje município de Canaã dos Carajás. Cooperativa esta que tinha como objetivo o fornecimento de cereais, principalmente arroz e feijão para o projeto Carajás. Essa cooperativa foi fundada sem a participação mais efetiva dos agricultores.

De forma mais articulada, em 1992, com o apoio de ONGs locais, inicia-se o debate sobre a importância do cooperativismo para o fortalecimento da agricultura familiar. O resultado dessa discussão culminou na Fundação da Cooperativa Camponesa do Araguaia Tocantins – COOCAT, envolvendo agricultores familiares oriundos de 07 municípios (Marabá, São João e São Domingos do Araguaia, Itupiranga, Jacundá, Nova Ipixuna, Bom Jesus do Tocantins) cujo objetivo principal é o de viabilizar o desenvolvimento da comercialização da produção de bens e serviços para fixar os agricultores familiares nos seus lotes. Com a realização deste debate, agricultores fam iliares de outros municípios começam a perceber a importância do cooperativismo, e assim temos em 1998 a fundação da Cooperativa dos Trabalhadores Agro extrativista de Nova Ipixuna e da Cooperativa Mista dos Produtores Rurais da Região de Carajás.

Essa semana (25 e 26) a Federação das Cooperativas do Araguaia Tocantins (FECAT) que reúne cerca de 11 cooperativas de produção da região, realizou seminário para discutir a produção. De olho na lei federal que obriga a compra de 30% da merenda escolar deve ser feita oriunda da agricultura familiar. As organizações dos trabalhadores apresentaram o grande desafio para produção para esse mercado.

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