quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Carajás para quem mesmo?

Um grupinho liderado pelo ex-fabricante de carteirinha de estudante que fez "sucesso" na região, tentou fazer barulho em defesa da criação do estado de carajás essa semana em Marabá.
Este fragmento do texto do Prof. Dr. Gilberto de Miranda Rocha aborda algumas questões iniciais interessante par ao debate.
As propostas de redivisão do Estado do Pará expressam processos de reconfiguração espacial e de rearranjo das relações de poder no âmbito estadual. Não são processos artificiais, são produtos legítimos de territorialidades emergêntes e que reivindicam a apropriação política do território, sobre os quais têm domínio. No entanto, é lícito considerar o fato de que a existência da diferença e da singularidade não necessariamente pressupõe a separação. Ao contrário do que ao longo desse século norteou a construção dos Estado-Nação, a homogeneidade linguística e étnica – cultural, o Estado pós – moderno deve operar pela diferença, pelo respeito a diversidade cultural e étnica existente. Nesse contexto, tanto as propostas de divisão como a transferência da capital do Estado do Pará, formulada pelo Governo do Pará, estão na contramão de uma gestão territorial que der conta da complexidade que hoje é o Pará. A sua unidade política e territorial somente poderá ser alcançada frente a uma ampla redefinição conceitual da identidade paraense, fundada na diversidade e não na homogeneidade.
Estado de Carajás, um discurso eterno dos politiqueiros de plantão em busca de votos!!!

2 comentários:

Eldan de Lima Nato disse...

Como vai Itamar! Excelente post!
Voce tem o texto, cujo fragmento foi citado, do Prof. Dr. Gilberto de M. Rocha? Disponibiliza o link, ou, onde posso encontrar?
Obrigado!

www.ribamarribeirojunior.blogspot.com disse...

Meu querido,

Estarei enviando ao seu e-mail.

um abraço e vamos ao debate!!!