domingo, 13 de setembro de 2009

MPF acompanha segunda audiência pública do projeto de Belo Monte>

Debates foram marcados por questionamentos não só ao projeto da hidrelétrica como à metodologia e qualidade das audiências feitas pelo Ibama.

O procurador da República em Altamira, Rodrigo Timóteo Costa e Silva, acompanhou ontem (12/09), a audiência pública sobre os impactos ambientais do projeto da hidrelétrica de Belo Monte, acompanhado de assessores do Ministério Público Federal de Brasília e Belém. Esse segundo dia de debates, na cidade de Vítória do Xingu, foi marcado por> questionamentos não só sobre os Estudos da Hidrelétrica, mas também sobre a metodologia e a qualidade das audiências feitas pelo Ibama.

Os questionamentos foram dirigidos a um grupo de técnicos contratados> pelas empreiteiras Camargo Correa, Andrade Gutierrez e Norberto> Odebrecht. A Eletronorte foi representada pelo diretorAdemar Palloci e a Eletrobrás por Valter Cardeal. A mediação do debate ficou por conta do diretor do Ibama no Pará Paulo Diniz. Foram mais de dez horas de audiência. “A Eletrobrás e as empresas são como um noivo que se apaixonou por essa região do Xingu e quer casar de qualquer jeito.


Uma das queixas recorrentes dos presentes – mais de 1500 no começoda audiência – era a impossibilidade dos ribeirinhos, agricultores e índios> atingidos chegarem até o local. “O povo dos travessões ,os ribeirinhos, não foram convidados para o casamento, não tiveram chance de participar. Isso não é democracia participativa, é democracia formal, só para constar na ata”, protestou o padre Vicente Zambello, de Vitória do Xingu, persistindo na metáfora do casamento.

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