terça-feira, 17 de março de 2009

Movimentos sociais reagem a campanha de criminalização

Diante dos últimos acontecimentos no Brasil, especialmente no Estado do Pará, que difamam e criminalizam os movimentos sociais, o Fórum de Combate a Criminalização dos Movimentos Sociais e Defensores de Direitos Humanos no Estado do Pará, peticionará para o Tribunal de justiça do Estado do Pará e Conselho Nacional de Justiça, solicitando providências:

Dirigentes do Fórum Contra a Criminalização apresentam os detalhes das ações hoje, numa coletiva da sede
da Sociedade de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH)

Tribunal de justiça do Estado do Pará:
1. A investigação, instauração de processo e condenação das ações de milícias no campo e na cidade arregimentadas pelos fazendeiros;
2. Criação de mecanismos que promovam a celeridade nos procedimentos judiciais que envolvam homicídios de camponeses e Defensores de Direitos Humanos.


Conselho Nacional de Justiça:
1. Prisão Imediata dos fazendeiros condenados por trabalho escravo no sul do Pará - comarca de Marabá;
2. Instauração de investigação dos fazendeiros flagrados na prática de trabalho anâlogo a escravo, para processo e condenação dos culpados;
3. Criação de uma Comissão de monitoramento de todas as ações judiciais que envolva o homicídio de trabalhadores rurais e defensores de direitos humanos.(Rogério Almeida)

Um comentário:

fred disse...

O MST continua sendo vítima do mais importante movimento de insensatez da elite brasileira. A morte de quatro capangas fazendeiros, armados, em confronto com os sem-terra, em Pernambuco, desencadeou uma reação desproporcional nesta história de lutas no campo. Dados da Comissão Pastoral da Terra indicam que, de 1985 a 2007, foram assassinados 1,5 mil trabalhadores ruarais. As manchetes dos jornais não protestam por eles.