quinta-feira, 19 de março de 2009

Hélio Costa: O país não precisa de uma Conferência Nacional de Comunicação

O Ministro das Comunicações, ex-funcionário da Rede Globo e pré-candidato ao governo de Minas Gerais, durante inauguração do sistema digital da Rede Integração, afiliada de sua ex e talvez ainda atual patroa, dia 16/03/2009, teve sua fala registrada no áudio em anexo.
“A democratização da comunicação sempre existiu no governo do Presidente Lula. Não precisa de uma Conferência Nacional de Comunicação para fazer a democratização de nada. Tudo está sendo democratizado! O país está sendo democratizado! As comunicações estão sendo democratizadas!” (Hélio Costa)
Certamente, foi uma ducha fria e uma crítica explícita ao discurso do presidente durante o Fórum Social Mundial, em 30/01/2009, bem como à previsão de que o decreto convocando a CoNaCom sairá ainda este mês.
"O objetivo é que o país debata as questões de comunicação de forma plural." (Franklin Martins, ex-Rede Globo)
"O presidente da Abert (Associação Brasileira de Rádio e Televisão), Daniel Pimentel Slaviero, também defende que a conferência seja ampla (...)"
[ http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u535900.shtml ]
“O foco do evento, informa a Folha, estará voltado para as novas mídias, como internet, TV a cabo e celular. O governo está definindo os detalhes do decreto que irá convocar a conferência, prevista para dezembro.”
Estas manifestações constam na Folha de São Paulo de 17/03, Caderno Brasil, sob o título “União prevê R$ 8,2 mi para debater comunicação”. Convém atentarmos para o fato de que, nem o representante do Executivo Federal, nem o das empresas disse que ela será democrática! E mesmo que dissessem, não seria confiável, mas já seria um bom sinal... É conveniente colocarmos as barbas de molho. O que faremos se a representação não nos for conveniente, por não reproduzir o princípio democrático que estabelecemos para esta conferência?
Mas há quem defenda que “ampla” e “plural” significam democrática. Em meu conceito, significa que terá representantes de todos os setores envolvidos com o tema, mas não define se a proporção deles estará compatível com seu número na sociedade. Por exemplo, podem ser 16,67 % de empresários e ter todos os demais setores da sociedade. Mas 16,67 % é uma representação compatível com o número de empresários da mídia na população? (Heitor Reis)

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